REVIFÉ é revivendo com fé!


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Seu depoimento


Queremos conhecer, e publicar com permissão, você que viveu ou vive o momento delicado que é conviver ou ter alguém na familia que tenha passado por um câncer. Independente do tipo, do seu sexo ou de sua religião!

Seu depoimento pode ajudar a muitos que não tem como expressar seus temores ou suas dúvidas como também seu depoimento pode ser de um pedido de ajuda, de apoio emocional para superar o que passou ou enfrentar o que está passando.

Entre em contato conosco através do e-mail revife@gmail.com e juntamente com seu depoimento, se você desejar, envie sua foto ou do seu ente querido. E se for seu desejo, não divulgaremos seu nome ou contatos. 

Pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo acessam nossas postagens e temos a certeza que formaremos um grupo de pessoas que através de seus depoimentos iniciarão um processo de cura da alma como também serão instrumentos para a cura de muitos! 

Não desista de viver, não desista de você! 

Revifé é Revivendo com Fé! 

Muito obrigada,

Sandra de Andrade

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Câncer, um dia o venceremos! 



Será que algum dia venceremos a guerra contra o câncer? As mais recentes estatísticas mostram o quão distante estamos de uma vitória. Nos Estados Unidos, o risco de desenvolver câncer é de 42% em homens e 38% em mulheres, de acordo com American Cancer Society. Os números são ainda mais sombrios no Reino Unido: 54% dos homens e 48% das mulheres terão câncer em algum ponto de suas vidas. E os casos só aumentam: no ano passado, 2,5 milhões de pessoas morando no Reino Unido tinham a doença, de acordo com números de uma das principais ONGs de amparo às vítimas da doença, a Fundação Macmillan. Isso representa um crescimento de 400 mil casos em comparação com 2010.

As estatísticas mostram que o câncer está ficando mais e mais comum. Mas por que tantas pessoas desenvolvem a doença em algum ponto de suas vidas? Para conseguirmos uma resposta, precisamos entender que o câncer é um efeito colateral infeliz do processo evolucionário. Animais grandes e complexos são vulneráveis ao câncer justamente porque são grandes e complexos. Mas embora a evolução tenha ajudado a criar o problema, é com a ajuda dela que estamos vendo o surgimento de tratamentos que podem colocar os prognósticos a nosso favor.
Para entender o câncer, precisamos analisar um processo fundamental que ocorre em nosso organismo: a divisão celular. Nossas vidas começam quando um espermatozoide e um óvulo se encontram e se transformam em uma bola contendo algumas centenas de células. Quando atingimos a vida adulta, 18 anos mais tarde, essas células se multiplicaram tantas vezes que os cientistas não conseguem calcular precisamente quantas temos no corpo – o número estimado é de 37,2 trilhões.
A divisão celular em nossos corpos é altamente controlada. Por exemplo: quando suas mãos estavam crescendo, algumas células “cometeram suicídio” – em um processo conhecido como apoptose – para formar o espaço entre os seus dedos. O câncer também envolve divisões celulares, mas com uma diferença fundamental: uma célula cancerosa quebra todas as regras de divisão controlada. “É como se fossem um organismo diferente. Quanto melhor e mais rápido essa célula conseguir se dividir e ganhar nutrientes que suas vizinhas, o mais bem-sucedida será como um câncer”, explica o biólogo Timothy Weil, da Universidade de Cambridge.
A divisão celular é marcada por controle e comedimento, mas a divisão de células cancerosas é uma proliferação selvagem e descontrolada. Células adultas estão constantemente sob rígido controle”, diz Weil. “Bascimanrte, câncer é a perda de controle dessas células”. Essa divisão descontrolada só pode ocorrer se alguns genes que impedem o crescimento celular acidental, como o p53, sofrem mutações. Nossos organismos são muito bons para detectar as mutações. Temos sistemas biológicos que são ativados para destruir a maioria das células mutantes antes que elas nos causem danos.
Temos diversos genes corretivos que enviam instruções para matar células comprometidas. “Milhões de anos de evolução resultaram nisso. É um conceito ótimo, mas não é perfeito”, afirma Charles Swanton, do Instituto Francis Crick, no Reino Unido. A ameaça vem do pequeno número de células corruptas que não são detidas. Ao longo do tempo, uma delas pode crescer e se dividir em milhares, depois, em dezenas de milhares. Eventualmente, pode haver bilhões de células em um tumor. Isso leva a um desafio: quando a célula mutante se multiplica e se transforma em um tumor, uma pessoa terá câncer até que todas as células cancerosas sejam destruídas. Se algumas sobrevivem, elas podem rapidamente se multiplicar e resultar em outro tumor.
Células cancerosas não são todas iguais. Cada vez que uma delas se divide, ela tem o potencial de desenvolver novas mutações que afetam seu comportamento. Em outras palavras: elas evoluem. À medida que células de um tumor passam por mutações, elas ficam mais diversas geneticamente. É aqui que a evolução chega às células mais cancerosas. A diversidade genética é “o tempero da vida, o susbtrato sobre o qual age a seleção natural”, diz Swanton, se referindo à teoria de evolução por seleção natural, proposta por Charles Darwin em 1859. Assim como espécies individuais – humanos, leões, sapos e mesmo bactérias – ganham variação genética ao longo do tempo, o mesmo se passa com as células cancerosas.
“Tumores não evoluem de maneira linear. Não há duas células iguais em um deles”, diz Swanton. Na verdade, as células de um tumor estão evoluindo para ficarem mais cancerosas. “Estamos, essencialmente, lidando com ramos evolucionários que criam diversidade e condições para que as células resistam a tratamentos”, completa o especialista. O fato de que tumores estão constantemente mudando sua configuração genética é uma das razões pelas quais cânceres são tão difíceis de “matar”. Por isso, Swanton e colegas adotam uma abordagem evolucionária no combate à doença.

Swanton, especializado em câncer de pulmão, descobriu em suas pesquisas algo que espera ver resultar em tratamento eficaz e localizado. Pense na evolução de um câncer como se fosse uma árvore com muitos galhos. Na base dessa árvore estão as mutações originais que formaram o tumor em primeiro lugar – mutações comuns às outras células do tumor. Na teoria, uma terapia que atacasse alguma dessas mutações básicas deveria destruir todas as células comprometidas. Já é uma abordagem comum a alguns tratamentos. Um exemplo é a droga EGFR, usada no tratamento de cânceres de pulmão.

O problema é que esses tratamentos não funcionam tão bem como esperamos. As células comprometidas resistem porque algumas desenvolvem uma mutação de resistência ao tratamento. Em outras palavras, alguns dos galhos da árvore evoluíram de forma a ficar menos vulneráveis a ataques ao “tronco”. Um tumor, em média, pode conter um trilhão de células cancerosas, e algumas podem ter evoluído de forma a ficarem imunes a ataques contra mutações básicas. Mas e se um tratamento tivesse como alvo duas mutações basais ao mesmo tempo? Menos células são capazes de evoluir de forma a ficar imunes a ambas as formas de ataque.
Swanton e seus colegas analisaram os números para ver quantas mutações no “tronco” teriam que atacar simultaneamente para se assegurar de que poderiam destruir todas as células cancerosas. Três foi o número mágico encontrado. Os cálculos sugerem que o ataque concentrado neste trio “cortaria o tronco” e “derrubaria” a árvore. Mas não é uma abordagem barata. Para que ele funcione, os pesquisadores precisam estudar o câncer específico de uma pessoa para estabelecer qual é a base de seu tumor, para que o coquetel apropriado de drogas seja aplicado.

Alberto Bardelli, especialista em câncer colorretal da Universidade de Turim, na Itália, também tem usado teoria evolucionária como inspiração para uma solução com o objetivo de superar a resistência das células cancerosas a drogas. Seu trabalho consiste em “provocar” as células cancerosas resistentes: pacientes recebem determinadas terapias e depois são monitorados para ver quando uma determinada célula cancerosa se destaca no tumor porque desenvolveu resistência.
Bardelli, então, para o tratamento. Isso remove a pressão evolucionária que antes permitia à célula ser bem-sucedida. Sem essa pressão, outros tipos de células cancerosas têm chance de aparecer e “lutam” contra a dominante. O câncer declara guerra a si mesmo. Quando as células insurgentes ganham espaço, é hora de ministrar as drogas mais uma vez, já que essas células não devem ainda ter desenvolvido resistência. “Jogamos célula contra célula e esperamos as vencedoras para depois interromper o tratamento. As vencedoras começam a desaparecer e outras a substituem. Usamos o tumor contra eles mesmo. Quero usar essas células que não são afetadas pela terapia para lutar com as outras”.

A equipe de Bardelli começará os teste em pacientes nos próximos meses – Ao mesmo tempo, é importante entender melhor o que causa cânceres em primeiro lugar. Em 2013, um dos mais complexos estudos genéticos deu um passo importante nessa direção. Pesquisadores vasculharam o genoma de pacientes para encontrar vestígios das 30 mutações mais comuns associadas ao câncer. Elas são pequenas mudanças químicas no DNA em cânceres que incluem os de pulmão, pele e ovário.
Andrew Biankin, cirurgião da Universidade de Glasgow, foi um dos pesquisadores envolvidos. Ele diz que era possível encontrar marcas dos danos provocados ao código genético. “Em um câncer de pele como o melanoma, podemos ver evidência de exposição à radiação ultravioleta. No câncer de pulmão, podemos ver a ‘assinatura’ do ato de fumar”, explica Biankin. Como são vestígios conhecidos, o time pôde ver padrões de formação de cânceres incomuns, em que a causa não estava muito clara. “Os esforços estão agora em descobrir quais são essas causas”.
Outros especialistas afirmam que é importante priorizar a prevenção. Isso porque há fatores de risco conhecidos, como queimaduras de sol e o fumo. Otis Brawley, médico-chefe da American Cancer Society, diz que prestar atenção aos riscos pode prevenir a formação de muitos cânceres. Ele cita duas estatísticas impressionantes: em 1900, a taxa de mortalidade para o câncer nos EUA era de 65 em cada 100 mil pessoas, proporção que, em 1990, já tinha chegado a 210 em cada 100 mil. “Algo tem que estar causando esse aumento. Se você remover a causa, você pode diminuir os casos de câncer”, diz Brawley.
Os EUA viram um declínio de 25% na mortalidade por câncer nas últimas duas décadas. Segundo Brawley, mais da metade da diminuição foi influenciada por atividades de prevenção. Mas ao mesmo tempo em que se comemora a queda da mortalidade, o número de diagnósticos aumentou. Por um lado, isso pode ser mérito de melhores técnicas de detecção, como no caso do câncer de próstata, mas também pode ser algo relacionado, ironicamente, ao aumento na expectativa de vida humana. Se você viver muito, você vai ter câncer”, diz Biankin.
Para Bardelli, quem quiser viver mais de 70 anos terá que aceitar desenvolver câncer um dia. Ele argumenta que nossas células não evoluíram para manter a integridade de nosso DNA por um tempo compatível como nossa longevidade. Brawley é ainda mais incisivo e diz que todo mundo com mais de 40 anos em algum ponto terá uma mutação que poderá resultar em um câncer. Isso parece alarmante, mas nosso mecanismo de defesa natural normalmente será capaz de destruir as células cancerosas. Enquanto isso, a ciência também evolui. “Não tenho a menor dúvida de que vamos vencer o câncer”, diz Bardelli.
Fonte: BBC BRASIL


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Revifé no aniversário de 77 anos do Hospital Mario Kröeff 


​”O Hospital Mario Kröeff acredita em milagres!”


Parabéns a nova diretoria do Hospital 

Dr Helio Noronha

Dra Karla

Dra Maria Helena Vermot – Mastologia 

“O hospital Mario Kröeff acredita em milagres” Dra Maria Helena Vermot 

E nós também!

Revifé é revivendo com fé! 


2 Comentários

Sou uma guerreira



BOM DIA A TODOS,

FALAM QUE SOU UMA GUERREIRA PORQUE PASSEI POR UM CÂNCER E TÔ AQUI, BELEZA AI PAREI PARA PENSAR, ENTÃO SE EU ESTIVESSE NUM HOSPITAL, NUMA CAMA OU TIVESSE MORRIDO NÃO SERIA UMA GUERREIRA?

SERIA SIM , DESDE O MOMENTO QUE NASCEMOS JÁ SOMOS GUERREIRAS, NÃO PRECISANDO PASSAR POR UM CÂNCER. GUERREIRAS SÃO MULHERES QUE TEM TRIPLA JORNADA (CÂNCER, TRABALHO e FAMÍLIA) QUE TEM DUPLA JORNADA (TRABALHO E FAMÍLIA) OU SÓ UMA JORNADA (FAMÍLIA QUE  É UMA RESPONSABILIDADE GRANDE TAMBÉM EDUCA, ENSINA, ETC…) GUERREIRAS QUE LEVADAS CEDO PARA IREM TRABALHAR AINDA NO ESCURO PARA COMPLETAR O ORÇAMENTO DA FAMÍLIA, GUERREIRA QUE TRABALHA E AINDA É PAI E MÃE, GUERREIRA SÃO MÃES QUE ACABAM DE CRIAR SEUS FILHOS E ACABAM CRIANDO OS NETOS PARA OS FILHOS PODER TRABALHAR .

TEM  MUITAS MULHERES GUERREIRAS CORRENDO ATRÁS DOS SEUS SONHOS. AGORA VOCÊS MULHERES QUE PASSARAM OU AINDA ESTÃO EM TRATAMENTOS(CÂNCER) NUNCA DEIXE NINGUÉM TE HUMILHAR, POIS VOCÊ CONTINUA SENDO PESSOA, GENTE VC NÃO E UM TRAPO VC PODE : GRITA, BEIJA, FOFOCA, DANÇA, NAMORA, TRABALHAR FALA NA CARA GOSTE QUEM QUISER E OUTRAS COISAS MAIS!

MEU MODO DE PENSAR É QUE O CÂNCER NAO VENCE NINGUÉM, ALIÁS NENHUMA DOENÇA NOS VENCE, CREIO SÓ MORREMOS PORQUE CHEGOU A SUA HORA , QUANTAS PESSOAS JÁ SE FORAM SEM SABER QUE TINHA UMA DOENÇA, COM DESLIZAMENTO DE MORROS, ENCHENTES, CASAS DESABANDO , BALAS PERDIDAS…

ENTÃO VIVA E TENTE REALIZAR SEUS SONHOS POR MAIS QUE SEJA DIFÍCIL …TENTA!

PORQUE NO LUGAR QUE TEM MUITOS SONHOS ENTERRADOS É NO CEMITÉRIO. CASO O QUE VOCÊ QUER NÃO SE REALIZE, TENTE DE OUTRA FORMA OU TENTE OUTRO PORQUÊ O QUE VOCÊ QUERIA TALVEZ NÃO É O QUE DEUS QUER PARA VOCÊ!

AGORA TUDO , TUDO MESMO QUE VOCÊ IRÁ FAZER COLOQUE DEUS EM PRIMEIRO LUGAR SEMPRE, ASSIM A VITÓRIA É CERTA!

JOELMA ALI – Voluntária  do Revifé


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Hospital de câncer no Rio tem calor, sujeira e falta de remédios e salários

Cristina Boeckel e Nicolás Satriano – Do G1 Rio

kroeff_fachada

Pacientes com câncer do Hospital Mário Kröeff, na Penha, Zona Norte do Rio, têm sofrido com a falta de medicamentos necessários ao tratamento e quimioterapia. Além disso, a unidade enfrenta falta de limpeza e greve de funcionários, que afirmam não receberam salário desde dezembro. OG1 foi à unidade nesta quinta-feira (25) e apenas o segundo andar da internação e a quimioterapia seguem funcionando – ainda assim com problemas.

Como a reportagem constatou, todos os pacientes estão internados no segundo andar, onde não há distinção entre aqueles que estão em processo pré ou pós-operatório, ou que estejam em tratamento contra alguma infecção.

Em pleno verão carioca, o calor no corredor e nos quartos é sufocante. Só alguns ventiladores ligados amenizam a sensação contínua de incômodo.

Telma Cristina Santos da Rocha espera a transferência para outra unidade há um mês e meio (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Telma Cristina Santos da Rocha espera a
transferência para outra unidade há um mês e
meio (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

A copeira Telma Cristina Santos da Rocha, de 73 anos, já tratou na unidade um câncer no seio. Ela voltou ao Mário Kröeff porque quebrou o fêmur. Internada dia 16 de janeiro, desde então a paciente espera por uma simples avaliação para receber tratamento, segundo ela.

Telma passa os dias deitada, com um travesseiro entre as pernas. Ela tem dificuldade para mudar de posição e não consegue ficar em pé. Para ela, o sofrimento maior é enfrentar as dores.

“As enfermeiras me dão injeções para melhorar a dor, mas eu ainda sinto muita dor. E não saio da mesma posição. Não dá para viver assim”, afirma. A idosa chora e reclama bastante cada vez que tem que se mexer.

A irmã de Telma, Tânia Regina Santos de Souza, é quem a acompanha na maior parte do tempo. Ela conta que a família já perdeu a oportunidade de transferir Telma para o Hospital Salgado Filho porque o Mário Kröeff teria alegado não ter um médico disponível para acompanhar a idosa durante o trajeto, nem ambulância disponível. Da janela do quarto, porém, é possível ver três ambulâncias nos fundos da unidade.

“Eles aqui não têm recurso e também não resolvem o problema dela para mandar para outro hospital. Ela fica a noite toda sentindo dor por causa do fêmur. Ela está com o corpo todo roxo de tanta injeção que recebe, mas não resolvem o problema”, afirmou Telma, enquanto banhava a irmã.

Rosângela acompanha a sogra do filho, Maria de Fátima, que precisa de uma cirurgia de retirada das mamas (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Rosângela acompanha a sogra do filho, Maria de
Fátima, que precisa de uma cirurgia de retirada das
mamas (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

A situação também é dramática para Rosângela Fernandes dos Santos, que está no hospital há duas semanas acompanhando a sogra do filho. Maria de Fátima Rosário sofre de um câncer de mama em estágio avançado. A idosa precisa ser operada para a retirada dos dois seios, mas ainda não teria passado pela cirurgia por falta de equipe médica, ambulância e vaga para fazer o procedimento.

Com dificuldade de respirar, Maria de Fátima está com dois grandes buracos inflamados no seio e um outro na axila, ambos do lado esquerdo. Ela não consegue ir ao banheiro sozinha e usa fraldas. Apesar da dor e da dificuldade, a todo momento fala que quer lutar pela vida.

Banheiro com fezes na tábua do vaso sanitário flagrado por acompanhante de paciente (Foto: G1)Banheiro com fezes na tampa do vaso sanitário.
Imagem flagrada por acompanhante de paciente
(Foto: G1)

Rosângela conta que foi abordada por uma médica que pretendia dar alta a Maria. Segundo ela, outros pacientes, visivelmente enfermos, já foram liberados de outros setores do hospital.

“Os funcionários que ainda estão aqui nos tratam muito bem, apesar do lugar não ter condições. Acho que eles têm pena. Eu não durmo à noite porque não dão uma posição sobre possível transferência para um lugar onde ela possa fazer a cirurgia”, afirmou Rosângela.

Um familiar de outra paciente internada em decorrência de uma infecção, que optou por não se identificar, conta que prefere que ela seja liberada do que permanecer no Mário Kröeff. O acompanhante acredita que a situação pode se agravar devido à situação da unidade.

Imagens enviadas ao G1 mostram o banheiro usado por acompanhantes e pacientes com roupa hospitalar jogada em um canto, além de fezes na tampa do vaso sanitário.

Ainda assim, os pacientes são unânimes em agradecer à equipe de enfermeiros e técnicos de enfermagem que ainda permanecem trabalhando. Eles ressaltam o profissionalismo  dos funcionários.

Roupas hospitalares acumuladas no banheiro onde os acompanhantes dos pacientes tomam banho (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Roupas hospitalares acumuladas no banheiro onde os acompanhantes dos pacientes tomam banho (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Funcionários lamentam
As técnicas em enfermagem Patrícia Coelho e Edna Maria de Oliveira trabalham há 10 e 19 anos na unidade, respectivamente. Elas afirmam que suportaram a falta de pagamento até serem vencidas pelas contas a pagar.

Patrícia (de azul) e Edna (de branco) lamentam a situação a qual o Hospital Mário Kröeff chegou (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Patrícia (de azul) e Edna (de branco), técnicas em
enfermagem, lamentam a situação do Hospital
Mário Kröeff (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Diante da entrada da unidade, cheia de cartazes de protesto pelo atraso nos pagamentos, elas contam que o último salário foi pago no dia 30 de dezembro e que o FGTS dos funcionários não seria depositado há um ano.

“Não tenho como pagar as minhas contas. Estamos passando dificuldades. Eu ainda tenho um outro emprego, mas tem gente que é pai e mãe e sustenta os filhos sozinhos. Conheço funcionários que arrumaram uma faxina para fazer para colocar comida na mesa”, afirmou Patrícia, que tem uma filha adolescente.

Edna disse que, atualmente, conta com a ajuda dos familiares para se sustentar. “O dinheiro não está dando. Minha irmã, meu companheiro e o meu filho me ajudam”, explicou a técnica em enfermagem.

Fachada do Hospital Mário Kröeff, com faixas de protesto dos funcionários (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Fachada do Hospital Mário Kröeff, com faixas de protesto dos funcionários (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Pacientes indignados
Perto do setor de quimioterapia, um dos poucos que ainda está funcionando, uma enfermeira fez questão de desabafar. “Estamos funcionando precariamente, com o que tem. É duro virar para alguém e falar que ela não vai fazer quimioterapia por falta de medicamento. E com poucos funcionários, eu faço o que posso. Pego prontuário, empurro maca. Eu não consigo virar as costas para eles. Como eu vou negar ajuda a uma pessoa que eu sei que tem um tumor que, muitas vezes, é curável?”, afirmou a mulher, que não se identificou.

Cadeiras de rodas estão abandonadas nos fundos do Hospital Mário Kröeff (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Cadeiras de rodas estão abandonadas nos fundos
do Hospital Mário Kröeff (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Entre os pacientes, o clima é de indignação. Célia Regina Vitória, de 48 anos, está tratando um câncer de mama há sete meses. Ela conta que chegou ao Mário Kröeff às 5h desta quinta-feira na expectativa de passar pela quimioterapia. No fim da manhã, soube que não poderia receber a medicação. Ela afirma que não é a primeira vez que sofre com a falta de tratamento na unidade.

“Eu não posso ficar sem a quimio, senão eu vou morrer. Ontem [quarta-feira (24)] eu estive aqui para fazer meu exame de sangue para fazer a quimio hoje. Porque nós temos que fazer exame de sangue em um dia, no outro a consulta e a quimioterapia. Eu e as outras pessoas não fizemos o exame porque está em greve. Eu passei pela consulta, mas por causa do exame de sangue não pude fazer a quimio e também não tem remédio. Não tem água”, afirmou Célia.

Nos fundos da unidade, é possível ver um depósito onde são descartados os equipamentos que não são mais usados, com várias cadeiras de rodas entre eles. No local também há o esqueleto de uma obra, que teria começado há mais de quatro anos, para a construção de um hospital para o tratamento do câncer infantil. No local há apenas o descarte de caixas de papelão, papéis e outros objetos que não são mais usados. No meio do descarte, destacam-se vários cartões do SUS com nomes de pacientes e datas de nascimentos.

Outro lado
Atrás de respostas sobre a situação da unidade de saúde, o G1 buscou o Ministério da Saúde e as secretarias estadual e municipal de Saúde. O Hospital Mário Kröeff é uma unidade de saúde particular que presta serviços para o Serviço Único de Saúde (SUS).

Segundo relataram pacientes, estão em falta os seguintes medicamentos utilizados no tratamento de câncer: tamoxifeno, anastrozol, bicalutamida, dietilestilbestrol, megestrol 160 mg e  aromasin/ exemestano 25mg. Inclusive, para encontrar locais mais baratos onde possam comprar os medicamentos, os próprios pacientes têm trocado informações sobre valores dos produtos.

“O remédio anastrazol vende na fármacia Calante está por R$119, e na Pacheco por R$ 198”, diz uma das mensagens.

Carteirinhas do SUS foram encontrads em caçamba de lixo do hospital (Foto: Cristina Boeckel/G1)Carteirinhas do SUS foram encontrads em caçamba de lixo do hospital (Foto: Cristina Boeckel/G1)

De acordo com a secretaria municipal, a pasta está em dia com o pagamento do hospital e autorizou nesta quinta-feira (25) a antecipação do repasse referente à produção do mês de fevereiro, que só deveria ser pago em abril.

Ainda segundo o município, “o pagamento aos serviços contratualizados é feito conforme prestação de contas”. A secretaria municipal infoma também que os repasses futuros ocorrerão conforme cronograma do Ministério da Saúde e a prestação de contas da unidade.

O órgão ressalta, entretanto, que “o não reajuste da tabela pelo Ministério da Saúde nos últimos cinco anos certamente subfinancia as unidades prestadoras de serviços contratualizados”.

Já de acordo com o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é oferecida “assistência integral e gratuita aos pacientes com câncer, com ações de prevenção, diagnóstico e tratamento (cirurgias, quimioterapia e radioterapia)”.

No caso de compra de alguns medicamentos, o Ministério da Saúde diz que programa a compra centralizada e a distribuição para a Assistência Farmacêuticas das secretaris estaduais de Saúde.

Descartadas, carteirinhas de pacientes foram parar no lixo (Foto: Cristina Boeckel/G1)Descartadas, carteirinhas de pacientes foram parar no lixo (Foto: Cristina Boeckel/G1)

No caso, as exceções são de medicamentos oncológicos: trastuzumabe para quimioterapia prévia ou adjuvante do câncer de mama; talidomida para a quimioterapia paliativa do mieloma múltiplo; mesilato de imatinibe para a quimioterapia paliativa do tumor do estroma gastrointestinal do adulto, leucemia mielóide crônica e da leucemia linfoblástica aguda cromossoma philadelphia positivo; L-asparaginase para leucemia linfoblástica aguda; rituximabe para linfoma folicular e linfoma não-Hodgkin; e dasatinibe e nilotinibe para leucemia mielóide crônica – 2ª Linha.

A direção do Mario Kroëff disse que não comentaria a situação do hospital.

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Uma consulta…


flor4Daí, que um paciente de 57 anos entra no consultório, de cabeça baixa, e me conta que há 5 meses vem perambulando de médico em médico no seu convênio sem solução do seu problema:

Paciente:

“Eu fico pensando, em casa, nas coisas que eu quero falar para o médico mas, quando chega a hora da consulta, não dá tempo. O médico me pediu exame sem me examinar e disse que o que eu tenho é pedra nos rins. Disse que eu tenho que operar, me deu um remédio pra dor e pediu mais exames.”

Eu:

“E por que o senhor não falou o que precisava falar?”

“Fico sem jeito, porque esse negócio de dinheiro é complicado. Ele precisa chamar mais gente, né. Eu não posso tomar muito do tempo dele.”

“Então, hoje, eu quero que o senhor fale tudo que o senhor pensou em casa. Pode ser?”

“Estou emagrecendo muito e sentindo muita dor na barriga (…)”, queixou-se ainda de sintomas urinários.

Examinando… uma tristeza atrás da outra. Massa abdominal dura feito pedra e um fígado enorme… Emagrecimento de 17 quilos nos últimos 4 meses, sem ter feito esforço para isso. Pra quem não é médico, um paciente consumido, provavelmente, por câncer.

E o pior ainda está por vir:

Depois de 25 minutos de consulta, VINTE E CINCO MINUTOS, orientações feitas, exames pedidos com prioridade máxima, estendo minha mão e digo: “Temos um caminho longo pela frente, mas estaremos juntos, certo?!”

E ele me respondeu: “Esta foi a consulta mais longa da minha vida. E se eu passar ao seu lado na rua, você vai me reconhecer, né. Porque você olhou no meu rosto o tempo todo. Isso é legal… (olhos marejados – e eu também). Doutora, ninguém nunca examinou minha barriga. Muito obrigado!”

E eu pensei: “Eu que te agradeço…” Ele saiu, eu fechei a porta, chorei 3 minutinhos (pensando na minha vida) e chamei o próximo.

E viva a MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE, que me ensinou que posso chorar, só um pouquinho, levantar a cabeça e chamar o próximo. Sempre haverá o próximo. E desta vez, o próximo era uma criança linda e saudável!

Amém!

Em tempo: isso foi um desabafo… faço isso, às vezes, pra não ficar doente. Não é uma crítica a nenhum colega em especial, mas dá pra ver que grande parte da tecnologia que precisamos pra ajudar nossos pacientes está em nossas Mãos!

Cena descrita pela doutora Júlia Rocha


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8 de abril – Dia Mundial de Combate ao Câncer


8

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é celebrado em 8 de Abril.

A origem do dia mundial de Combate ao câncer foi iniciativa da Organização Mundial da Saúde, e tem como meta atrair a atenção da população, líderes mundiais e a sociedade para o aumento no índice de câncer no mundo e também as ações de prevenção e combate a doença.

O Câncer é uma doença que atinge um grande número de pessoas todos os anos. Ela invade e destrói os tecidos adjacentes, e através de um processo chamado de metástase, pode se espalhar pelas mais variadas partes do corpo.

Esta doença pode surgir em indivíduos de todas as idades, porém quanto mais velha for a pessoa, maiores são os riscos. Cerca de 13% das mortes do mundo acontecem por causa do câncer, e os que mais são diagnosticados são o de pulmão, estômago, mama, fígado e cólon.

No dia 8 de abril acontece o Dia Mundial do Combate ao Câncer, quando diversos países ao redor do mundo fazem campanhas de conscientização para se prevenir da doença.

Leia o livro: Câncer não é uma sentença, é apenas uma palavra

Autora: Pastora Sandra de AndradeEditora Betel

Curta: https://www.facebook.com/REVIFE


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CÂNCER DE MAMA, CONHECER FAZ A DIFERENÇA


rosasseabrindoO que é Câncer de mama?

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. O câncer da mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A proporção de câncer de mama em homens e mulheres é de 1:100 – ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.

Tipos

Existem diversos tipos e subtipos de câncer de mama. No geral, o diagnóstico para o câncer de mama leva em conta alguns critérios: se o tumor é ou não invasivo, seu tipo tipo histológico, avaliação imunoistoquímica e seu estadio (extensão):

Tumor invasivo ou não

Um câncer de mama não invasivo, também chamado de câncer in situ, é aquele que está contido em algum ponto da mama, sem se espalhar para outros órgãos – a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo. Já o câncer de mama invasivo acontece quando essa membrana se rompe e as células cancerosas invadem outros pontos do organismo. Todo câncer de mama in situ tem potencial para se transformar em um câncer de mama invasor.

Avaliação Imunoistoquímica

Também chamada deIQH, a avaliaçãoimunoistoquímica para o câncer de mama avalia se aquele tumor tem os chamados receptores hormonais. Aproximadamente 65 a 70% doscânceres de mama tem esses receptores, que são uma espécie de ancoradouro para um determinado hormônio. Existem três tipos de receptores hormonais para o câncer de mama: o deestrógeno, o deprogesterona e o de HER-2. Esses receptores fazem com que o determinado hormônio seja atraído para o tumor, se ligando ao receptor e fazendo com que essa célula maligna se divida, agravando o câncer de mama.

A progesterona e o estrógeno são hormônios que circulam normalmente por nosso organismo, que podem se ligar aos receptores hormonais do câncer de mama, quando houver. Já o HER-2 (sigla para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano) é um gene que pode ser encontrado em todas as células do corpo humano, que tem como função ajudar a célula nos processos de divisão celular. O gene HER-2 faz com que a célula produza uma proteína chamada proteína HER-2, que fica na superfície das células. De tempos em tempos, a proteína HER-2 envia sinais para o núcleo da célula, avisando que chegou o momento da divisão celular. Na mama, cada célula possui duas cópias do gene HER-2, que contribuem para o funcionamento normal destas células. Porém, em algumas pacientes com câncer de mama, ocorre o aparecimento de um grande número de genes HER-2 no interior das células da mama. Com o aumento do número de genes HER-2 no núcleo, ficará também aumentado o número de receptores HER-2 na superfície das células.

Tipo histológico

O tipo histológico é como se fosse o nome e o sobrenome do câncer de mama. Os tipos histológicos de câncer de mama se dividem em vários subtipos, de acordo com fatores como a presença ou ausência de receptores hormonais e extensão do tumor. Os tipos mais básicos de câncer de mama são:

  • Carcinoma ducta in situ:é o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo. Ele afeta os ductos da mama, que são os canais que conduzem leite. O câncer de mama in situ não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, mas pode ser multifocal, ou seja, pode haver vários focos dessa neoplasia na mesma mama. Caracterizase pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.
  • Carcinoma ductal invasivo:ele também acomete os ductos da mama, e se caracteriza por um tumor que pode invadir os tecidos que os circundam. O câncer de mama do tipo ductal invasivo representa de 65 a 85% dos cânceres de mama invasivos. Esse carcinoma pode crescer localmente ou se espalhar para outros órgãos por meio de veias e vasos linfáticos. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.
  • Carcinoma lobular in situ: ele se origina nas células dos lobos mamários e não tem a capacidade de invasão dos tecidos adjacentes. É um tipo de câncer de mama que frequentemente é multifocal. O carcinoma lobular in situ representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama.
  • Carcinoma lobular invasivo: ele também nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum de câncer de mama. O carcinoma lobular invasivo pode invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar. Geralmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células, mas raramente a proteína HER-2.
  • Carcinoma inflamatório: raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – e também a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. O câncer de mama do tipo inflamatório também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástases são grandes.
  • Doença de Paget: é um tipo de câncer de mama que acomete a aréola ou mamilos, podendo afetar os dois ao mesmo tempo. Ele representa de 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário, sendo portando uma forma mais rara. Ele é caracterizado por alterações na pele do mamilo, como crostas e inflamações – no entanto, também pode ser assintomático. Existem duas teorias para explicar a origem da doença de Paget da mama: as células tumorais podem crescer nos ductos mamários e progredir em direção à epiderme do mamilo, ou então as células tumorais se desenvolvem já na porção terminal dos ductos, na junção com a epiderme.

Estadiamento da doença

O câncer de mama é dividido em quatroestadios ou estágios, conforme a extensão da doença, que vão do 0 ao 4:

  • Estadio 0: as células cancerosas ainda estão contidas nos ductos, por isso o problema é quase sempre curável
  • Estadio 1: tumor com menos de 2 cm, sem acometimento das glândulas linfáticas da axila
  • Estadio 3: nódulo com mais de 5 cm que pode alcançar estruturas vizinhas, como músculo e pele, assim como as glândulas linfáticas. Mas ainda não há indício de que o câncer se espalhou pelo corpo
  • Estadio 4: tumores de qualquer tamanho com metástases e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas. No Brasil cerca de 60 a 70% dos casos são diagnosticado em estadio 3 ou 4.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o câncer de mama são:

Histórico familiar

Os critérios para identificar o risco genético que uma mulher tem de sofrer um câncer de mama são:
  • Dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama
  • Um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
  • Dois parentes de primeiro grau com câncer de mama, sendo que um teve a doença antes de 45 anos
  • Um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral
  • Um parente de primeiro grau com câncer de mama e um ou mais parentes com câncer de ovário
  • Um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário
  • Três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama
  • E dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário.

Idade

As mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas de câncer de mama. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge com a chegada dessa idade. A partir dos 50 anos, particularmente, os riscos entram em uma curva ascendente.

Menstruação precoce

A relação entre menstruação e câncer de mama está no fato de que é no início desse período que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores do hormônio estrógeno. Esse hormônio em quantidades alteradas facilita a proliferação desordenada de células mamárias, resultando em um tumor. Quanto mais intensa e duradoura é a ação do hormônio nas células mamárias, maior é a probabilidade de um tumor. Se a primeira menstruação ocorre por volta dos 9 ou 10 anos de idade, é porque os ovários intensificaram a produção do hormônio cedo e, assim, o organismo ficará exposto ao estrógeno por mais tempo no decorrer da vida.

Menopausa tardia

A lógica nesse caso é a mesma do caso acima – enquanto a menstruação não cessa, os ovários continuam a produzir o estrógeno, deixando as glândulas mamárias mais expostas ao crescimento celular desordenado.

Reposição hormonal

Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Mas essa reposição – principalmente de esteroides, como estrógeno e progesterona – pode aumentar as chances de câncer de mama. Na menopausa, os tecidos ficam ainda mais sensíveis à ação do estrógeno, já que os níveis desse hormônio estão baixos devido à ausência de sua produção pelo ovário. Como alternativa à reposição hormonal, é indicada a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.

Colesterol alto

O colesterol é a gordura que serve de matéria prima para a fabricação do estrógeno. Dessa forma, mulheres que altos níveis de colesterol tendem a produzir esse hormônio em maior quantidade, aumentando o risco de câncer de mama.

Obesidade

O excesso de peso é um fator de risco para o câncer de mama principalmente após a menopausa. Isso porque a partir dessa idade o tecido gorduroso passa a atuar como uma nova fábrica de hormônios. Sob a ação de enzimas, a gordura armazenada nas mamas, por exemplo, é convertida em estrógeno. O alerta é mais sério para aquelas que apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. A redução de apenas 5% do peso já cortaria quase pela metade os riscos de desenvolver alguns dos principais tipos de câncer de mama. A constatação é de pesquisadores do Centro de Prevenção Fred Hutchinson (EUA), com base na avaliação de dados de 439 mulheres acima do peso entre 50 e 75 anos de idade.

Ausência de gravidez

Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances de ter câncer de mama devido a ausência de amamentação. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, em sua corrente sanguínea.

Lesões de risco

Já ter apresentado algum tipo de alteração na mama não relacionada ao câncer de mama também pode aumentar as chances do surgimento de tumores. Dessa forma, pequenos cistos ou calcificações encontrados na mama, ainda que benignos, devem ser acompanhados com atenção.

Tumor de mama anterior

Pacientes que já tiveram câncer de mama têm mais chances de apresentar outro tumor – nesse caso, o câncer de mama é chamado de câncer recidivo, ou um câncer de mama que sofreu uma recidiva.

Câncer de mama e seus direitos

  • Reabilitação profissional: o serviço da Previdência Social visa readaptar ou reeducar o profissional para o retorno ao trabalho, com o fornecimento de materiais necessários à reabilitação (tais como taxas de inscrição em serviços profissionalizantes e auxílios para transporte e alimentação). Todos os segurados da Previdência têm direito à reabilitação.
  • Auxílio-doença: você terá direito ao benefício mensal desde que fique por mais de 15 dias com incapacidade para o trabalho atestada por perícia médica da Previdência Social e que tenha contribuído com o INSS por no mínimo 12 meses (embora haja exceções). Compareça pessoalmente ou por intermédio de procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. O auxílio-doença deixará de ser pago quando você recuperar a capacidade para o trabalho, ou caso o direito se reverta em aposentadoria por invalidez.
  • Aposentadoria por invalidez: você terá direito ao benefício se for segurada da Previdência Social e a perícia constatar que está incapacitada permanentemente par ao trabalho. Via de regra, é preciso ter contribuído com o INSS por, no mínimo, 12 meses para obter o benefício. Compareça pessoalmente ou por procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. Você ainda pode requerer o auxílio-doença pela internet, no site da Previdência Social ou pelo telefone gratuito 135.
  • Isenção de imposto de renda: você tem direito à isenção do imposto de renda sobre os valores recebido a título de aposentadoria, pensão ou reforma, inclusive as complementações recebidas de entidades privadas e pensões alimentícias, mesmo que a doença tenha sido adquirida após a concessão da aposentadoria, pensão ou reforma. Procure o órgão responsável pelo pagamento da aposentadoria, pensão ou reforma e solicite a isenção do imposto de renda que incide sobre esses rendimentos.
  • IPTU: não existe uma legislação nacional que garanta a isenção do IPTU para pessoas com determinadas patologias, como o câncer de mama, mas, como se trata de um imposto municipal, algumas cidades já garantes a isenção. Informe-se na Secretaria de Finanças do seu município.
  • Cirurgia de reconstrução mamária: você tem direito a realizar a cirurgia reparadora gratuitamente, tanto pelo SUS como pelo plano de saúde. Se estiver em tratamento no SUS, exija o agendamento da cirurgia no próprio local e, se não estiver, dirija-se a uma Unidade Básica de Saúde e solicite seu encaminhamento para uma unidade especializada em reconstrução mamária. Pelo Plano de Saúde, consulte um cirurgião credenciado.

Compartilhando a experiência

A solidão pode ser um sentimento que assola a paciente com câncer de mama. Mas lembre-se que você não está sozinha. Peça ajuda, compartilhe sua experiência, procure centros e locais que façam terapia em grupo. Dissemine seu conhecimento e sua luta contra o câncer de mama e ajude a quebrar o estigma que existe em torno da doença. Incentive as mulheres a fazer a mamografia, converse com suas amigas e colegas sobre a importância do exame. Relate sua experiência para entidades de apoio ao paciente ou crie um blog para dividir suas questões com os leitores.

Sintomas de Câncer de mama

A maioria dos tumores da mama, quando iniciais, não apresenta sintomas. Caso o tumor já esteja perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³ – o que já uma lesão muito grande. Por isso é importante fazer os exames preventivos na idade adequada, antes do aparecimento de qualquer sintoma do câncer de mama. Entretanto, o nódulo não é o único sintoma de câncer de mama.
  • Vermelhidão na pele
  • Alterações no formato dos mamilos e das mamas
  • Nódulos na axila
  • Secreção escura saindo pelo mamilo
  • Pele enrugada, como uma casca de laranja
  • Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida.

Diagnóstico de Câncer de mama

Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não. Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica. O tratamento para o câncer de mama vai ser determinado pela presença ou ausência desses receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.

Na consulta médica

Chegando ao consultório com a mamografia suspeita para câncer de mama, o médico fará perguntas sobre seu histórico familiar da doença, idade, data de início da menstruação, se você já está na menopausa e outras questões relacionadas a fatores de risco. Depois, fará a análise da mamografia e da biópsia a fim de encontrar o diagnóstico.

Tratamento de Câncer de mama

Existem alguns tratamentos para o câncer de mama, que podem ser combinados ou não. Todo o câncer de mama deverá ser retirado ou uma cirurgia, que pode ser parcial ou total – entretanto, em alguns casos pode ser que a cirurgia seja combinada ou com outros tratamentos para o câncer de mama. O que vai determinar a escolha do tratamento é a presença ou ausência de receptores hormonais, o estadiamento do tumor, se já apresenta o diagnóstico com metástase ou não. Outro fator determinante para o tratamento do câncer de mama é a paciente e qual o seu estado de saúde e época da vida. Trata o câncer de mama em uma mulher de 45 anos, saudável, é completamente diferente de fazer o tratamento em uma mulher com 80 anos e doenças relacionadas – ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais. Nesse caso, deve ser levado em conta o impacto dos tratamentos e se eles irão interferir na qualidade de vida da paciente. Os tratamentos para o câncer de mama são divididos entre terapia local e terapia sistêmica:

Terapia local

O câncer de mama tratado localmente será submetido a uma cirurgia parcial ou total seguida de radioterapia:

  • Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga para o câncer de mama. Quando o tumor encontrase em estágio inicial, a retirada é mais fácil e com menor comprometimento da mama.
  • Radioterapia: terapia que usa radiação ionizante no local do tumor. É muito utilizada para tumores que ainda não se espalharam e não metástases, para os quais não é necessária a retirada de grande parte da mama. A radioterapia também pode ser usada nos casos em que o câncer de mama não pode ser retirado completamente com a cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de o câncer de mama voltar a crescer. Dura aproximadamente um mês.

Terapia sistêmica

O tratamentosistêmico se faz com um conjunto que medicamentos que serão infundidos por via oral ou diretamente na corrente sanguínea. Em ambos os casos, o tratamento não é feito de forma local – ou seja, o medicamento irá circular por todo o organismo, inclusive onde o tumor se encontra. Há três modalidade de terapiasistêmica:

  • Quimioterapia: tratamento que utiliza medicamentos orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. A quimio pode ser feita antes ou após a cirurgia, e o período de tratamento varia conforme o câncer de mama e a paciente.
  • Hormonioterapia: tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. A hormonioterapia, portanto, só poderá ser utilizada em pacientes que apresentam pelo menos um receptor hormonal para câncer de mama. Essa terapia no geral é feita via oral, e as drogas agem bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado.
  • Terapia alvo (anticorpos monoclonais): também conhecido como terapia anti HER-2, essa modalidade é constituída de drogas que bloqueiam alvos específicos de determinadas proteínas ou mecanismo de divisão celular presente apenas nas células tumorais ou presentes preferencialmente nas células tumorais. São medicamentos ministrados geralmente via oral. Quando o câncer de mama expressa a proteína HER-2 em grande quantidade, por exemplo, são utilizadas drogas que irão destruir essas células especificamente. Existem outras proteínas ou processos celular que podem se acentuar no tumor e intensificar seu crescimento, e as drogas da terapia alvo irão agir nesses pontos específicos.
Caso o tumor tenha grande extensão, pode ser que o médico recomende uma terapia sistêmica inicialmente, para diminuir o tamanho do câncer de mama e assim fazer a cirurgia parcial. Se o câncer apresentar metástases, a terapia sistêmica também é indicada, já que as drogas agem no corpo inteiro, encontrando focos do tumor e eliminando. A escolha do tratamento tem que levar em conta a curabilidade da doença e a tolerância à toxicidade do tratamento (algumas mulheres não podem se expor a tratamentos muito severos durante um longo período). Pacientes que sofreram metástases deverão se submeter ao algum tratamento sistêmico para o resto da vida, além do acompanhamento clínico.

Complicações possíveis

Entre as complicações do câncer de mama está a recidiva, que é a volta de um tumor já tratado. A recidiva do câncer de mama ocorre nos dois ou três primeiros anos após a retirada do tumor, por isso é necessário fazer um acompanhamento próximo nesse período, com mamografias regulares em intervalos de seis meses ou anualmente mais análise clínica do paciente. O câncer de mama também pode invadir outros tecidos e se espalhar pela circulação sanguínea ou linfática, atingindo outros órgãos como fígado e ossos – causando as chamadas metástases. Se o câncer de mama dor metastático, o tratamento deve ser sistêmico e acompanhado também individualmente.
Além disso, há os efeitos colaterais das terapias para o câncer de mama. Após a cirurgia, é necessário acompanhamento com médico e fisioterapeuta para evitar o rompimento dos pontos e necrose de tecidos – também é importante manter a higienização do local para evitar infecções. A cirurgia também envolve a modificação e pode causar uma série de alterações psicológicas na paciente, além das físicas.
A hormonioterapia pode piorar os sintomas da menopausa, favorecer a osteoporose, aumentar o risco de trombose e coágulos nas pernas – entretanto, esses efeitos colaterais são raros e as pacientes no geral tem uma alta tolerância ao tratamento.
Durante a quimioterapia a mulher pode sofrer infecções bucais, queda de cabelo, diarreia, náuseas e baixa imunidade temporária. Algumas quimioterapias também pode afetar a saúde cardiovascular – por isso é importante o acompanhamento com cardiologista. O sistema reprodutor também pode ser afetado, por isso, se você estiver em idade reprodutiva e pretende ter filhos, discuta com seu médico e parceiro(a) a possibilidade de se fazer o congelamento de óvulos. A queda de cabelo é efeito mais comum da quimioterapia e não é controlável – isso porque o tratamento irá matar tudo aquilo que está crescendo. Dessa forma, além da queda de cabelo, pode ser que você perceba as unhas mais fracas também.
A terapia anti HER-2 tem menos efeitos colaterais, mas pode induzir uma toxicidade no coração – por isso, muita atenção com o cardiologista se optar por esse tratamento. Os anticorpos monoclonais, ligando-se às células cancerígenas e destruindo-as especificamente, apresentam geralmente menor grau de toxicidade que os quimioterápicos convencionais. Ainda sim, pode gerar efeitos como falta de ar, sensação de calor, queda da pressão arterial e rubor. Notifique imediatamente a equipe que te atende ao sinal desses sintomas. Normalmente, esses efeitos diminuem nas administrações posteriores. Já a radioterapia pode causar cansaço e queimaduras leves na pele que voltam ao normal com o fim da terapia.

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Paciente com câncer terminal realiza último desejo de ver bichos em zoo


Homem trabalhou por 25 anos em zoológico de Roterdã, na Holanda.
Girafa se aproximou para último adeus a ex-funcionário com tumor cerebral.

Girafa se aproxima de paciente com câncer terminal (Foto: Reprodução/Facebook/Stichting Ambulance Wens Nederland)

Uma instituição que ajuda doentes terminais a realizar seus últimos desejos na Holanda levou o ex-funcionário de manutenção de um zoológico em Roterdã para dar adeus aos animais dos quais ajudou a cuidar durante 25 anos.

O homem de 54 anos, chamado Mario, tem um tumor no cérebro e já não fala mais. Como presente de aniversário, a ser comemorado em abril, ele desejava ver os bichos com os quais conviveu por mais de duas décadas. Mas, como a saúde do paciente está muito debilitada, a entidade Stichting Ambulance Wens resolveu antecipar a visita, já que não se sabe se Mario, que também tem deficiência mental, ainda estará em condições de ser transportado no próximo mês.

Um momento que emocionou todas as pessoas presentes na visita foi quando uma das girafas se aproximou do ex-funcionário e o tocou com o focinho. Não é incomum que pacientes terminais atendidos pela instituição tenham como último pedido uma visita a animais queridos. Em 2013, um senhor de 86 anos foi levado para se despedir dos bichos de sua fazenda.

Do G1, em São Paulo