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Uma em cada quatro pessoas admite que não se protege do sol


Chega o fim do ano, todo mundo pensa logo em aproveitar o verão e conquistar uma cor mais saudável. Mas a exposição ao sol pode colocar a saúde em risco, e é preciso pensar em cuidado e proteção.

Dezembro é, também, um mês para alertar sobre a importância da prevenção – assim como o Outubro Rosa (do câncer de mama) e o Novembro Azul (de próstata). Neste mês, a cor adotada é o laranja, e o alvo da campanha, o câncer de pele. No ano passado, 176 mil novos casos da doença foram registrados no país.

O trabalho de conscientização sobre o câncer de pele já é feito há quase 20 anos no Brasil. Mesmo assim, uma em cada quatro pessoas admite que poderia se proteger melhor do sol, mas não o faz. Entre os jovens (de 18 a 29 anos), essa taxa é de um em cada três.

O levantamento “Panorama sobre Conhecimento, Hábitos e Estilo de Vida dos Brasileiros em relação ao Câncer”, feito pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), indicou que esse tipo de tumor é um dos mais conhecidos pelos brasileiros, sendo citado por 89% deles. A maioria dos entrevistados (83%) também reconhecia que a causa direta do câncer de pele está relacionada à exposição ao sol.

Mas um dado preocupante é que 6% da população demonstra forte resistência para adotar hábitos preventivos. Entre pernambucanos, capixabas, catarinenses e rondonienses, a rejeição atinge 10%.

A engenheira química Rosa de Lima, 55, nascida e criada em Recife, não costumava usar protetor solar no dia a dia nem para ir à praia. Até ter o diagnóstico de um carcinoma em uma pinta no ombro. Trata-se de um tipo menos agressivo de câncer de pele, mas que, se não for descoberto cedo, pode ter complicações severas.

“Retirei o sinal (como recifenses chamam a pinta) com cirurgia e, depois disso, passei a usar blusa de manga e protetor solar. Hoje falo para todo mundo se proteger e mostro a cicatriz”, contou Rosa.

Trabalhadores. Com a mensagem: “Se exponha, mas não se queime”, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) enfatiza na campanha a importância de adotar hábitos cotidianos para a prevenção. Um dos focos de conscientização é o trabalhador que se expõe ao sol diariamente.

“Quem tem histórico de exposição crônica, trabalhando sempre exposto ao sol, vai ter um risco maior de câncer de pele no futuro. É um dano acumulativo ao longo dos anos, que vai fazer diferença quando a pessoa chega aos 50 anos”, explica a dermatologista Michele Diniz, coordenadora da campanha em Minas Gerais.

O sol faz parte da vida de Nilton Oliveira, 53, mensageiro do Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços em Asseio e outras categorias de Belo Horizonte, o Sindeac. Há 30 anos, ele vive em cima de uma moto ou de um cavalo – quando era policial militar – e debaixo dos raios solares.

“Passo protetor às vezes, tenho a pele negra, acredito que corro menos risco”, confessa Oliveira. Sim, as pessoas mais claras são mais propensas a desenvolver câncer, mas todos precisam de proteção, alertam os especialistas.

Oliveira sabe e destaca que o sindicato orienta os trabalhadores, principalmente os garis, que estão mais expostos, a usar filtro solar e equipamentos de proteção.

A dermatologista destaca que os casos estão aumentando, consequência da cultura antiga de não prevenir, que agora mostra seus efeitos. “Hoje em dia, as pessoas estão mais conscientes. O bronzeado não é mais sinônimo de uma pessoa saudável”, afirma Michele.

Mutirão. Nas campanhas preventivas da SBD, desde 1999, foram atendidas 500 mil pessoas no Brasil, cerca de 30 mil por ano, e detectados 40 mil casos de câncer de pele. Saiba mais em sbdmg.org.br.

Números. Cerca de 70% dos cânceres de pele são carcinomas basocelular, menos agressivos, tratados com cirurgia. Mas, cerca de 5% são melanomas, forma mais grave – 1.547 pessoas morreram em 2016 com esse mal.

 

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Câncer de pele


 

Câncer de pele: causas, sintomas e tratamentos

O que é?

O câncer de pele é extremamente prevalente na população, com registro de 135 mil novos casos a cada ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e representa 25% de todos os tipos de câncer.

A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento. História familiar para câncer de pele e alto número de pintas no corpo também são fatores de risco.

Os tipos mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele. Continuar lendo


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Raios ultravioleta chegam ao extremo no Rio, diz Inpe


DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

Os raios ultravioleta chegaram a condição extrema de radiação nesta quinta-feira no Rio, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Departamento de Meteorologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Especialistas afirmam, porém, que não se trata de um caso excepcional porque os raios sempre atingem a intensidade máxima e ficam mais fortes e perigosos no verão carioca.

Saiba como se proteger dos raios ultravioleta
Com 40,9ºC, cidade do Rio tem o dia mais quente desde 2003

Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm recordes de calor

“O que a gente está alertando é aquela tradicional orientação de usar protetor solar constantemente a partir da numeração 30, porque o 15 é totalmente ineficiente. Tentar evitar crianças expostas ao sol entre 10h e 16h. O índice de raios ultravioleta vai de 1 a 14 e nós estamos com 14, que é a condição extrema de radiação. Ficamos com esse índice de hoje até terça ou quarta-feira da semana que vem”, afirmou o professor de meteorologia da UFRJ, Isimar de Azevedo Santos.

O especialista afirma que a camada de ozônio funciona como um filtro de raios ultravioleta, assim como as nuvens. Como no Rio o céu está raramente encoberto, o carioca fica mais exposto a radiação solar.

“A nebulosidade é atenuador da luz solar e o alerta é em função disso. A pouca nebulosidade é porque não tem frentes frias previstas para os próximos dias. Elas estão passando pelo Rio Grande do Sul e indo pra o mar e com isso só estão ocorrendo as tempestades de verão como em São Paulo”, afirmou o professor da UFRJ.

Santos afirmou ainda que o alerta é válido não só para o Rio, mas para todo o país. “Essa informação é geral e se soma ao fato dos próximos dias apresentarem poucas nuvens em todo o Brasil”, disse.

De acordo com o professor, a localização geográfica do Rio é um dos fatores prejudiciais a condição extrema de radiação ultravioleta. Segundo ele, no hemisfério Sul os raios são mais intensos por causa da proximidade do buraco de ozônio que está sobre a Antártica desde os últimos 30 anos.

“Obviamente as coisas vem melhorando nos últimos cinco anos devido a substituição de gases CFC (clorofluorcarbono) do sistema de ar-condicionado e geladeira, mas ele [buraco de ozônio] ainda é vigente. E no hemisfério sul os raios ultravioleta são mais intensos”, disse o especialista.

Barracas não protegem

De acordo com o professor da UFRJ, as barracas de praia podem amenizar a radiação solar, mas é aconselhável sempre usar o protetor solar. “Barraca protege, mas não é suficiente. Por isso, mesmo na barraca devemos usar o bloqueador solar com numeração a cima de 30”, afirmou.