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Glamour no câncer !?!?


Era final de junho de 2014.

Enquanto curtia férias, em plena Copa do Mundo, aconteceu algo que mudaria toda a minha vida:

O telefone tocou. Era da Ostalb-klinikum.

Certamente, iriam dar o resultado da biópsia.

Enquanto a minha amiga conversava com eles em alemão, eu tentava sentir uma entonação diferente, uma expressão facial, algo que me desse uma pista do resultado.

Meu coração batia tão acelerado que quase podia escutá-lo.

Acho que, no fundo, eu já sabia a resposta.

Estava pressentindo…

Quando ela desligou o telefone, foi direta, sem rodeios: “É câncer, amiga”.

Faltou o chão. Não podia ser! Não queria acreditar!

A única coisa que pensava era que não queria morrer.

Não, eu não chorava, urrava!

Não me lembro de ter chorado tão alto e tão sentido em toda a minha vida!

Não conseguia pensar em nada mais, só a ideia da morte preenchia o meu pensamento.

E, com ela, a sensação de fracasso, de que ainda não tinha realizado a metade do que gostaria, que a vida tinha passado muito rápido.

Só pensava que não queria morrer! Não queria! De jeito nenhum!

Fiz uma mastectomia radical, 16 ciclos de quimioterapia, 28 sessões de radio e farei hormonoterapia por 10 anos.

Como alguém que sobreviveu ao Câncer e ajuda outras pessoas a superarem essa doença devastadora, com leveza, posso garantir que há muita dor envolvida na vida de quem recebeu um diagnóstico de câncer.

A Prevenção e Conscientização do Câncer de mama não pode se resumir a lacinho cor de rosa, camisetas rosas,corridas ou badalações.

Não é bonito ter Câncer…Definitivamente não!

E não há nada que comemorarmos: 1 a cada 8 mulheres serão diagnosticadas com Câncer durante a vida.

Apesar do Câncer de mama ter um bom prognóstico ( até 90% de chances de cura), esse é o Câncer que mais mata mulheres em nosso país.

O que você vai fazer a respeito disso?

#NãoHáGlamourNoCâncer

Autora – Patricia Figueiredo

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Morre aos 73 anos o catarinense que doou sangue 187 vezes durante a vida


Orestes Golanovski era de Canoinhas e começou a doar em 1958.

Em 1991, o comerciante fundou uma associação de doadores na região.

Géssica Valentini Do G1 SC

Homem doou sangue 187 vezes entre 1958 e 2006 (Foto: Diego Redel/Agência RBS)
Homem doou sangue 187 vezes entre 1958 e 2006 (Foto: Diego Redel/Agência RBS)

O comerciante catarinense que doou sangue 187 vezes entre 1958 e 2006 morreu aos 73 anos, na sexta-feira (14), em Curitiba, onde foi internado por causa de um câncer. Orestes Golanovski era de Canoinhas, no Norte de Santa Catarina, e doou mais de 90 litros de sangue no período. O enterro foi por volta das 17h30 desde sábado (15), em sua cidade natal.

De acordo com o filho Silmar, a primeira doação do pai foi em 1958, quando Orestes prestava o serviço militar, no Rio de Janeiro. Em 1969, quando já estava de volta a Canoinhas, uma mulher grávida estava com hemorragia e precisava de sangue. “Meu pai foi doar, mas não foi suficiente. Outra pessoa foi chamada, mas queria cobrar pela ação. Então ele decidiu doar pela segunda vez no dia”, conta o filho. Ainda assim, as doações não foram suficientes. A criança foi salva, mas a mulher morreu. “Isso fez com que ele prometesse que a partir daquele dia nunca mais deixaria ninguém da cidade morrer por falta de sangue”, complementa Silmar.

A partir de então, Golanovski começou a mobilizar a comunidade e alertar para a importância de doar sangue. Em 1991, fundou a Associação dos Doadores de Sangue da Região de Canoinhas (Adosarec). O grupo começou com 15 pessoas e neste ano ultrapassa 4 mil doadores. “O maior legado dele é que conseguiu estabelecer na cidade a cultura da doação de sangue. A situação em outros locais geralmente é crítica. Aqui, para cada bolsa de sangue que nós necessitamos, coletamos outras três para serem distribuídas no restante do estado”, conta Silmar, orgulhoso do pai.

Ainda conforme o filho, o trabalho foi estruturado a partir de grupos. São mais de 70 cadastrados na associação. Cada grupo possui um coordenador, que é acionado quando há falta de sangue em algum local. Ele marca um horário com os doadores disponíveis e um microônibus vai buscá-los e os leva para a coleta. “Todos fazem isso sem receber nada, sem perguntar para quem é, sem conhecer quem recebe. Isso se repete 10, 20 e até 1000 vezes no ano. Já levamos doadores para São Paulo e Porto Alegre diversas vezes, quando não há pessoas suficientes neste locais”, relata ele, que também é doador, a exemplo do pai.

Há cerca de 15 anos, Golanovski representou a Associação em um evento da Federação Internacional das Organizações de Doadores de Sangue, que ocorreu no Brasil. “Neste dia eles apresentaram um italiano como o maior doador do mundo. Porém, ele estava com mais de 80 anos e havia doado 130 vezes. Meu pai ainda era doador na época e já contabilizava mais de 160. Ao se apresentar, foi então considerado o maior de que tinham notícia”, completa Silmar.

A última doação de Orestes foi em junho de 2006, quando completou 65 anos, idade limite para doar. “Ele cumpriu a promessa e vamos continuar trabalhando para que ela não seja quebrada”, finaliza o filho.


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@padilhando – Indepedente de precisar com urgência ou não…


Ministro Padilha,

Independente de precisar ou não com urgência NUNCA que um gerente de comunicação de uma instituição tão importante para o Brasil e referência para o mundo, o INCA, poderia agir como este senhor agiu.

Precisamos de doadores de sangue e de medula óssea.

Se o INCA vier a receber, e seria maravilhoso, excesso de doadores de sangue eu tenho a certeza que aqui mesmo no Rio de Janeiro vários hospitais e pacientes agradeceriam a iniciativa do Ministério da Saúde através da atitude “humanitária” do INCA.

Relembrando a postagem anterior:

@padilhando MUITO IMPORTANTE} Funcionário do INCA envia comentário criticando nossa campanha de doação de sangue