REVIFÉ é revivendo com fé!


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Revifé em Ação! Natal no Hospital Mário Kröeff


Quarta Ação e Doação no hospital Mário Kröeff, em parceria com o grupo Abração Solidário, realizamos o Natal dos pacientes!

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“Existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói” – Márcia Cabrita


O paciente tem direito de dizer: “Está doendo!”

A atriz Márcia Cabrita foi diagnosticada com câncer em 2010 e lutou, por 7 anos, contra a doença, tendo falecido ontem 10/11/17.

Com este trecho da fala da própria Márcia Cabrita, homenageamos todos os homens e mulheres que travam, cotidianamente, uma luta severa e dolorosa contra o câncer.

Texto de Marcia Cabrita
Eu fiquei gravemente doente. Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói. Nãnãninã não! Quem recebe uma notícia dessas não consegue ter pensamentos belos. Bem… eu não conseguia. A cobrança de positividade acabou se tornando um problema. Olhava-me no espelho branca, magrela e de cabelos curtinhos (antes de caírem) e achava que estava pronta para fazer figuração em “A lista de Schindler”. Achava que não tinha chance de sobreviver à cirurgia, só pessoas que não tinham maus pensamentos sobreviviam. Muitas vezes deixei de comprar coisas para mim porque tinha que deixar tudo para minha filha. Bem, se na minha cabeça era esse o pensamento que reinava… Sem chance.

O mundo moderno é incrível. Tudo é maravilhoso, não existe sofrimento! As separações são sempre amigáveis e sem lágrimas, as mães não têm mais o direito de embarangar e ficar em casa lambendo a cria. Um mês depois estão lindas, magras, com barriga sarada! Os atores não ficam desempregados, estão sempre felizes com um convite que ainda não pode ser revelado! Quimioterapia é moleza! Vem cá, só eu que não moro na Disney?

Hoje percebo que precisei viver esse luto. Ele passou. Apesar do medo, fui confiante para o hospital. Mas outras angústias vieram. Sofri pelo que é “o de menos”, chorei pelos cabelos, pelas sobrancelhas, pelos cílios e pelo… resto que vocês sabem. Chorei pelas dores, enjoos, injeções e tudo mais. Eu me dei esse direito. Eu me dei o direito de ser humana. A Mulher Maravilha mora na televisão, eu moro na Gávea mesmo. A Mulher Maravilha dá aquele giro e sai linda e poderosa correndo para salvar pessoas. Se eu fizesse a mesma coisa, cairia estabacada com a careca no chão. Então meu giro foi bem devagarzinho, segurando na mão de minha mãe, de minha irmã e de meus queridos amigos e familiares. Girei amparada por Dr. Eduardo Bandeira, por Virginia Portas, Dr. Celso Portela e todos os enfermeiros e profissionais de saúde que foram maravilhosos comigo.

Marcia Cabrita.

Leia o texto na íntegra no jornal O Globo.


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Coordenadoria da Obra Social do Rio de Janeiro lança o projeto “Transformando o Seu Quadrado”


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Nesta última sexta, 10, a Presidente do REVIFÉ Sandra de Andrade participou da primeira reunião realizada pela coordenadora da Obra Social da cidade do Rio de Janeiro, Sylvia Jane Crivella, no Palácio da Cidade onde fora apresentado o projeto “Transformando o seu Quadrado” que visa fomentar o trabalho voluntário em todas as camadas da sociedade carioca. Com princípios de mudança em pequena escala, mas de forma organizada e crescente cerca de duzentas mulheres influentes em todos os segmentos, entre elas a Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos Teresa Bergher, a deputada estadual Tia Ju, a juíza federal Claudia Valeria, a Dra Mônica Curvello Machado e a Missionária Claudia Semblano, se propuseram a participar do movimento e buscar realmente uma cidade mais humana e com coração voluntário. Em breve mais novidades que contemplarão todas as mulheres que tem vontade de participar e fazer mais pelos cidadãos do Rio de Janeiro.

Texto e Fotos: Carol de Andrade


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Sylvia Crivella, Madrinha do Hospital Mário Kroeff


Estivemos acompanhando a Coordenadora de Obra Social Sylvia Crivella e a deputada federal Rosângela Gomes em visita ao Hospital Mário Kröeff e fomos recepcionadas pelas diretoras, Dra Catia Fernandes e Dra Marina Kröeff que nos levaram para uma visita a todas as dependências do hospital.

Neste dia, a direção convidou a primeira dama do Município do Rio de Janeiro para ser a Madrinha do hospital e com muito carinho, Sylvia Crivella aceitou o convite.


O  Revifé foi representado por sua presidente, Sandra de Andrade e Joelma Ali representando o grupo Poderosas e as duas representando o Clube das Amigas da Mama.

REVIFÉ e o Hospital Mário Kröeff

Em breve estaremos reiniciando nosso trabalho voluntário e de Capelania hospitalar com o aval e apoio da direção do Hospital que começa a viver uma nova etapa, começa a escrever um novo capítulo em sua história de amor e cuidado para com seus pacientes! 

#hospitalmariokroeffnaoestafechando #éhoradecuidardaspessoas #revife #cancernaoeumasentençaéapenasumapalavra


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É amanhã! 7 DE MARÇO – Quarta Pedalada e Caminhada conta o Câncer de Mama em Angra dos Reis


Limites

               PEDALADA E CAMINHADA CONTRA O CÂNCER DE MAMALogo_Revife_altaresolução

A PIB da Japuíba, na pessoa do seu pastor Alcir Bahia, há quatro anos abraçou a visão do REVIFÉ para a realização deste evento.Logo_pib_alta

É interdenominacional e você está sendo convidado a fazer a diferença neste dia 7 de março.

Estaremos nos encontrando na porta da PIB da Japuíba, Angra dos Reis, às 9h.

Venha caminhar ou pedalar conosco!
Vamos celebrar a vida e a derrota desta enfermidade que assola a humanidade.

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Caminhada contra o câncer de mama reúne 3,5 mil pessoas em Porto Alegre


12ª edição da ‘Caminhada das Vitoriosas’ foi realizada neste domingo (17).
Participantes fizeram trajeto do Parcão até a Redenção animados por trio.

Vanessa FelippeDa RBS TV

Caminhada tem camiseta personalizada na cor rosa (Foto: Vanessa Felippe/RBS TV)Caminhada tem camiseta personalizada na cor rosa (Foto: Vanessa Felippe/RBS TV)

Cerca de 3,5 mil pessoas participaram da 12ª edição da Caminhada das Vitoriosas na manhã deste domingo (17) em Porto Alegre, segundo estimativa da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). A atividade simboliza a luta contra o câncer de mama no Rio Grande do Sul.

Os participantes, a maioria mulheres que já se curaram ou ainda lutam contra a doença, caminharam do Parque Moinhos de Vento, o Parcão, até o Parque Farroupilha, a Redenção. Um trio elétrico animou os participantes durante o percurso. Também marcaram presença homens, crianças, amigos e parentes das “vitoriosas”.

Na caminhada, a maioria vestiu a camiseta personalizada do evento, na cor rosa, com o tema “a cada passo, uma vitória”. De acordo com o Instituto da Mama no Rio Grande do Sul (Imama), o objetivo é comemorar a vitória das mulheres contra o câncer e chamar a atenção para os problemas de diagnóstico e tratamento que muitas delas ainda enfrentam no sistema público de saúde.


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Seminário} Como criar uma ONG e realizar projetos


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Devido a grande procura de orientações em como criar uma ONG, inúmeros comentários e solicitações por e-mail, estremos realizando um seminário sobre como criar uma ONG – passo a passo – e também como preparar projetos para obter patrocínios.

Ainda não temos a data, mas o primeiro será realizado no Rio de Janeiro ainda este ano de 2014.

Será em um sábado e com previsão de 7h de duração.

Juntamente com a ONG Jovens Rio, na pessoa de sua presidenta professora Gloria Ventapane, estaremos ensinando e orientando passo a passo com material através de apostilas e modelos de estatutos e projetos.

Para se cadastrar, iremos formar uma turma com o mínimo de 30 pessoas e no máximo de 60, envie um e-mail com seus dados e contatos para revife@gmail.com  e no assunto coloque SEMINÁRIO e ao atingirmos o número mínimo de pessoas imediatamente a data será marcada.

Atenciosamente,

Sandra de Andrade – Presidenta do REVIFÉ


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Longe da escola, menina aprende a ler e escrever no hospital


Lara

NATÁLIA CANCIAN, DE SÃO PAULO

Foram três dias de aula até que um exame revelou o diagnóstico: a pequena Lara, 6, teria que deixar temporariamente a nova escola para ser internada com urgência no Hospital Infantil Darcy Vargas, em São Paulo.

Tudo começou quando a mãe estranhou o pescoço e a barriguinha inchados e manchas nos braços da filha. Passou por consultas —no início, um médico sugeriu que ela tivesse apenas uma dor de garganta. Até que um exame trouxe o diagnóstico: leucemia.

“Não gosto nem de lembrar. Chorei muito. Ela brincava, pulava e de uma hora para outra ficou doente”, conta a manicure Juliana Roberto de Souza, 29.

Entraram no hospital em 14 de fevereiro. “Levei um susto tremendo. Ela chegou e foi direto para a UTI”, diz a mãe.

Foi lá, onde a menina ficou por 23 dias, que a mãe soube da existência de uma “escola” dentro do próprio hospital: uma chance para Lara, que havia iniciado o 1º do ensino fundamental, continuar a aprender a ler e escrever.

Sala de aula e de quimioterapia

Lara, 6, diagnosticada com leucemia, tem aulas em uma escola dentro do próprio hospital, em SP. A menina começou a ter aulas ainda no quarto e, dias depois, no espaço de uma brinquedoteca. Por vezes, encontra a professora e faz exercícios de português e matemática até na quimioteca, onde recebe parte da quimioterapia

A garota começou a ter aulas ainda no quarto e, dias depois, no espaço de uma brinquedoteca. Por vezes, encontra a professora e faz exercícios de português e matemática até na quimioteca, onde recebe parte do tratamento.

A iniciativa, chamada de classes hospitalares, ainda é pouco conhecida no país. Hoje, ao menos 146 hospitais têm professores e salas de aula para atender crianças em tratamento de saúde, segundo levantamento coordenado pela professora Eneida Simões da Fonseca, da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

O número ainda é baixo, se comparado à quantidade de hospitais existentes no país —são 5.552 unidades ligadas ao SUS, segundo o Ministério da Saúde.

‘NÃO ENTENDI NADA’

Um desses hospitais com aulas é o Darcy Vargas, onde está Lara, uma figura miudinha, de sorriso aberto.

Para iniciar as aulas, a mãe foi até a escola onde estudava Lara –a escola municipal Paulo Setúbal, na zona sul. Lá, buscou livros didáticos, provas e lições de casa. A partir daí, a sala de aula de Lara mudou de lugar.

Do alfabeto, a menina passou a aprender a formar palavras.

“No início ela relutou muito, porque ela achava que não sabia nada. Ela me olhava de cara feia e falava: ‘Eu já não disse que eu não sei, você não entendeu?’”, conta Dilma de Moraes, um dos sete professores da rede estadual de SP que atendem no Darcy Vargas.

“Quando ela viu que podia aprender, aí ela se empolgou. O dia que eu não dou nada para ela, ela vem na brinquedoteca e me cobra”, diverte-se a professora.

CONTINHAS E LÁPIS

Três meses depois, Lara vive de juntar as letras e resolver “continhas”, de lápis na mão. Mas gosta mesmo é de escrever o nome dela e das pessoas da família, uma forma de amenizar a saudade por ver os irmãos só aos finais de semana —um deles tem apenas dois anos e não pode ir ao hospital.

Nas horas livres, também solta a criatividade: neste mês, criou até uma bandeira do Brasil para colocar em cima do travesseiro enquanto assiste aos jogos da Copa. “Eu que fiz”, entrega, ainda tímida.

Na última quarta-feira (11), quando a Folha estava no local, ela também se revezava entre desenhos, livros e um caderno de caligrafia. De férias, faz as lições deixadas pela professora.

“Ela aprendeu a escrever aqui. Antes, só sabia o abecedário e os números. Agora, já junta as palavras, lê e faz frases curtas. Também adora caça-palavra e matemática”, conta, orgulhosa, a mãe. “Foi fundamental porque, quando ela voltar para a escola, já vai saber tudo”, completa.

Segundo a mãe, o retorno está previsto para agosto, após o último “bloco” de quimioterapia —quando Lara é internada por alguns dias para receber a medicação. O tratamento, no entanto, deve continuar.

“Sempre ouvia falar sobre câncer, mas jamais imaginei que pudesse acontecer com a minha filha. Pensei que ela fosse reagir de outra forma, mas está lidando bem. Ela nasceu de novo. Tenho fé que vai se curar”, diz a mãe, que já se prepara para convencê-la a voltar à escola nos próximos meses. “Ela não quer, quer ter aula aqui”, ri.