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Eu quero viver, quero poder conhecer meus netos…


Pacientes reclamam de falta de remédios em hospital do RJ

Pacientes têm o tratamento interrompido no Hospital Clementino Fraga Filho.

Pessoas com câncer dizem que falta o medicamento Docetaxel.

Do G1 Rio

Assistam a entrevista:

Pacientes com câncer estão tendo tratamentos contra a doença interrompidos por falta de medicamentos no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, como mostrou o RJTV 1ª edição desta segunda-feira (29).

Andreia Almeida, que tem câncer no fígado, no pulmão, na coluna e nos ossos, se surpreendeu ao chegar no hospital, na última quinta-feira (25), e descobrir que não ia poder fazer a quimioterapia porque o medicamento Docetaxel está em falta.

“Me disseram que não tinha o remédio e que há duas semanas as medicações estavam presas na alfândega. Também não não uma previsão para a chegada dos remédios. Tenho medo de perder para a doença”, lamentou Andreia.

Ao ligar para o hospital, a paciente foi avisada por uma funcionária do hospital que não existe uma data para o recebimento do medicamento. A funcionária ainda chegou a dizer que é igual papagaio, que “só escuta e repete o que falam”.

Para a paciente Maria Clara, que tem câncer de mama, faltavam apenas mais duas sessões para terminar a quimioterapia, até que ela descobriu, há duas semanas, que o remédio está em falta.

A filha de Maria Clara Paes procurou o hospital, mas a ouvidoria mostrou um ofício da empresa que fornece o remédio, que relata que a culpa da falta do remédio é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Uma greve de funcionários estaria atrasando a liberação do docetaxel. A Anvisa informou que não existe nenhuma greve e que a última aconteceu há quatro anos.

“A gente não sabe o que vai acontecer. Como vai ser nosso tratamento? Eu quero viver, quero poder conhecer meus netos. A gente tenta viver com dignidade, mas se não temos nosso tratamento, não estamos tendo dignidade”, disse Maria Clara, emocionada.


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O sofrimento dos pacientes em tratamento contra o câncer no Rio de Janeiro


DIVULGAÇÃO

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Pacientes que lutam contra o câncer no Rio de Janeiro não estão conseguindo medicamentos nem tratamentos no Hospital Mario Kroeff, que é considerado referência no tratamento da doença.

Eu tenho duas crianças para sustentar. Eu estou desesperada.
Assista a reportagem, clique aqucâncer de mama,
Rosângela Souza Gomes,  paciente

A falta de medicação é apenas um dos dramas de que se trata na unidade, que está passando por uma crise administrativa e financeira. Nesta terça-feira (23), os funcionários entraram em greve por falta de pagamento de salários. Quem tinha cirurgias marcadas ou sessões de quimioterapia e radioterapia, voltou para casa.

Renata Capucci

Rio de Janeiro, RJ


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MP investiga refeição servida com larvas em hospital público do Acre


Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió

O fornecimento de refeições com larvas a pacientes em hemodiálise do Hospital das Clínicas, em Rio Branco, será investigada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) e pela Secretaria de Saúde.

As marmitas foram entregues a pacientes na noite da sexta-feira (15), que reclamaram o problema e devolveram a refeição.

As larvas estariam no frango cozido.

A direção do Hospital das Clínicas confirmou ao UOL, em nota oficial, que pelo menos quatro das 50 marmitas ofertadas estavam com larvas e que o caso já está sendo investigado internamente.

Nesta segunda-feira (18), a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde instaurou procedimento inicial para apurar o caso. Segundo o MP-AC, mais de 30 pacientes teriam constatado a presença de vermes no alimento.

Ainda segundo a promotoria, caso se comprove a denúncia, o MP-AC deve converter o procedimento em inquérito civil para investigar o caso e oferecer denúncia contra os responsáveis.

Fundação diz que caso é o primeiro da história do hospital

Em nota, a Direção da Fundação Hospitalar do Acre informou que esse foi o primeiro caso registrado em 20 anos de existência do Hospital das Clínicas, e que um inquérito administrativo já foi instaurado.

A Fundação disse que cerca de 6.000 refeições são fornecidas por dia a servidores e pacientes e que toda alimentação é produzida por uma equipe comandada por nutricionistas.

Após perceber o problema, as refeições foram recolhidas para análise, e lanches foram servidos aos pacientes.

O hospital explicou ainda que a refeição é feita em “intervalo mínimo entre a saída do forno e a entrega aos pacientes.”

Segundo a nota oficial, “microrganismos encontrados em quatro refeições, das 50 que foram entregues à nefrologia, não sobrevivem a altas temperaturas e não poderiam ter sido provenientes de larvas colocadas por moscas, já que as mesmas levam de 12 a 24 horas para se reproduzirem e as refeições foram servidas com menos de duas horas entre o início do preparo e a descoberta dos microrganismos”, disse o texto.

Governador diz que episódio foi “maldade armada por alguém”

Nesta segunda-feira, o governador Tião Viana (PT) comentou o caso em entrevista à imprensa acriana e disse acreditar que tudo se tratou de uma armação.

“Aquilo foi uma maldade armada por alguém, mas a polícia vai descobrir, vai provar [a armação] e a população vai ter a verdade”, explicou.

O governador ainda defendeu os funcionário da unidade. Segundo ele, a comida foi preparada às 18 horas e servida às 19h50. Viana afirmou que, nesse período, seria impossível surgirem larvas nos alimentos.

“Mesmo se o alimento congelado estivesse estragado e na hora da manipulação tivesse sido contaminado com fungo, teriam sumido com a alta temperatura a que a comida é submetida. Sei do serviço de nutrição e dietética, de responsabilidade, como trabalham com zelo, o cuidado que a gente tem”, afirmou, segundo a agência de notícias oficial do governo.


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No Guarujá, vereador Mauro Teixeira (PRB) raspa cabeça em apoio a munícipe


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A Câmara de Guarujá foi palco, ontem (24), de uma atitude solidária há muito não vista na região. Sob os olhos dos demais colegas de plenário, funcionários da Casa e dezenas de munícipes presentes na sessão, o vereador Mauro Teixeira (PRB), raspou a cabeça em apoio a auxiliar de serviços gerais Ana Paula Costa Puosso e em repúdio à falta de atenção do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Desde a última segunda-feira, Ana Paula e o marido vêm protestando na porta do posto do INSS, na Avenida Adhemar de Barros, por ter seu benefício (R$ 1.300,00) suspenso pelo órgão. Ontem, Ana Paula raspou a cabeça no Legislativo e, logo, teve o apoio do republicano que, igualmente, raspou a cabeça em solidariedade à munícipe.
Mauro_interna“Sou testemunha que dezenas de pessoas com problemas psiquiátricos e outras enfermidades têm seus pedidos indeferidos pelo INSS. Por isso, em apoio à Ana Paula, que conheci hoje aqui na Câmara, resolvi raspar também a cabeça”, disse o vereador, que espera que o protesto sensibilize o órgão federal a avaliar os casos com mais cuidado e justiça.
Também em solidariedade, o presidente da Câmara, vereador Marcelo Squassoni (PRB), disse que irá providenciar os remédios para Ana e dispôr de uma comissão de vereadores para acompanhar o caso da munícipe junto ao INSS.

Confira o vídeo:

A doença de Ana Paula


Ana Paula sofre de uma cardiopatia congênita — doença na qual há anormalidade da estrutura ou função do coração, que está presente no nascimento. Ela e a família — marido, o filho de sete anos e a sogra — sobrevivem porque se alimentam de comida vencida que pegam no lixo de supermercados.
Em entrevista ao jornal Diário do Litoral, Ana Paula revelou seu drama. “Eu tinha uma microempresa que prestava serviços de mão-de-obra na construção civil. Hoje, tenho que apelar para a comida descartada do supermercado. Meu marido não pode trabalhar porque sua mãe, que vive com a gente, teve um acidente vascular cerebral (AVC) e se locomove em uma cadeira de rodas”.
Ana Paula também sofre problemas psicológicos — depressão, bipolaridade e síndrome de pânico — dependendo de remédios controlados com dosagens altas. Para piorar, ela conta que seus medicamentos estão faltando na rede municipal de saúde.
Daniel faz tudo em casa em função da doença de esposa e da mãe. Ele gostaria de trabalhar de madrugada para poder sustentar a família, mas não consegue emprego. “Eu faço qualquer serviço. Se minha esposa estivesse com saúde, ela ficaria com minha mãe, que não consegue ir sequer ao banheiro”, afirma o marido de Ana Paula.

População também mostra apoio
Ivan Pereira de Lima, um dos cidadãos que estava nas galerias, disse que a situação não é boa para a Cidade. “Enquanto muitos têm privilégios, uma pessoa que necessita de cuidados não vem sendo atendida. Isso é péssimo”.
Luiz Carlos de Brito disse que a situação é escandalosa. “Conheço pessoas que não precisariam estar afastadas e estão. Li a reportagem hoje e acredito que ela tem direito ao benefício”.
Osmir Antônio de Ângelo disse que Ana nada mais está fazendo do que buscando seus direitos e a Câmara seria um ambiente propício. “Também acredito que ela deveria acionar o Ministério Público porque, realmente, o INSS é uma vergonha. Minha mãe amputou uma perna e o órgão disse que ela poderia trabalhar”, exemplificou.
O ex-vice-prefeito Gentil Nunes revelou que os vereadores podem se articular e pressionar as autoridades e os órgãos públicos no sentido de dar atenção ao caso. “Aposentados e beneficiários do INSS vivem sendo penalizados. É preciso uma mudança radical nos serviços sociais brasileiros para que, um dia, se faça justiça”.

Texto extraído de Diário do Litoral – Foto: Luiz Torres/DL – Alterado por Danielli Guerson / PRB São Paulo / www.sandradeandrade.com.br

 


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VERGONHA NA SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA!


Sem condições de atender, emergências de hospitais dispensam pacientes

POR ALESSANDRO LO-BIANCO

Rio –  A falta de médicos, materiais hospitalares e remédios está levando hospitais federais do Rio a negar atendimento emergencial a diversos pacientes, que estão sendo orientados a procurar Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e clínicas da família.

Por causa da carência de especialistas, o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), no Hospital Federal do Andaraí, ameaça ser fechado. Ontem, o aposentado Manoel Mozart, de 69 anos, ficou oito horas numa cadeira de rodas aguardando um urologista avaliar um exame feito pela manhã na unidade. “Estou o dia todo sem conseguir andar nem comer, e morrendo de dor. Não tenho mais idade para ser humilhado desta maneira”, desabafou.

Viviane não conseguiu atendimento para o filho de três anos, que tem um pino cirúrgico saindo pelo pé | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Viviane não conseguiu atendimento para o filho de três anos, que tem um pino cirúrgico saindo pelo pé | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

O mesmo drama era sentido pelo securitário Edinaldo Martins, de 58 anos, que aguardava atendimento no local havia mais de cinco horas: “Me orientaram a ir para a UPA, mas lá não tem um especialista. Já são 19h e falaram que o urologista chegaria às 16h. Há uma semana só consigo falar com enfermeiros, que só receitam remédios para dor”, disse, nervoso.

No Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, a emergência funciona precariamente em duas salas, pois há um ano as obras na antiga emergência não são concluídas. “Os pacientes que chegam aqui são orientados a marcar o atendimento pela Clínica da Família. Isso é só para dispensá-los, pois estas unidades não marcam atendimentos para outros hospitais”, denunciou uma funcionária sem se identificar.

Mesmo com pé ferido, criança não é ajudada

Depois de ir ao Hospital Federal de Bonsucesso ontem, a dona de casa Viviane Reis, de 29 anos, voltava desesperada para São Gonçalo sem conseguir atendimento para o filho de três anos que precisou colocar um pino no pé em razão de uma doença congênita. Os arames rasgaram o pé da criança e estavam para fora.

“Há uma semana que ele está assim. Eu mesmo estou fazendo os curativos, mas estou com muito medo porque o pino saiu pela pele e está do lado de fora. Eles disseram para eu voltar semana que vem, pois não há pediatras para atendê-lo hoje”, disse.

O mesmo problema também atinge os serviços da emergência do hospital pediátrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que havia sido interrompido. Ontem, a Defensoria Pública solicitou a reabertura do setor, situado na Ilha do Fundão, em até 24 horas, sob pena de medidas judiciais. 


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Atenção Ministério da Saúde – Denuncia recebida!!! – Atendimento humanizado???


remanso_juazeiro

Sou renal crônico moro em Remanso, Bahia, faço tratamento em Juazeiro 3 vezes por semana são 220 km pra ir e 220 km pra voltar é muito cansativo estamos indo toda vez com medo sendo que em novembro passado o veiculo virou com a gente dentro, o caso foi registrado na delegacia de Casa Nova,a secretaria da saúde de remanso não fizeram nada nenhuma providência foi tomada quase morremos e desde então o veículo vem quebrando direto toda semana nessa semana quase houve um acidente por que o motorista cochilou todo dia esse motorista vai pra juazeiro é muito desgastante.
Já falamos na secretaria da saúde mais nada si resolvem eles não tem um mínimo de respeito para conosco quando o veículo quebra na estrada não tem carro de apoio ficamos horas e horas a espera de carona tem idosos que passam mal,estamos sujeito a qualquer coisa chega de sofrimento precisamos rever nossos direitos uma vez que eles são respeitado por aqui nada acontece eles nos ignoram, o que fazer!
Grato
Antonio Santos
dsanto13@hotmail.com</strong></strong></strong>


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CAOS E HORROR! Governo chinês reconhece existência de “aldeias de câncer”


 Frederic J. Brown/AFP

Poluição de um rio em Tianjin, sudeste de Pequim

Poluição de um rio em Tianjin, sudeste de Pequim: a poluição na China aumentou consideravelmente com a rápida industrialização do país.

Pequim – O ministério chinês do Meio Ambiente reconheceu a existência de “aldeias de câncer”, vários anos depois de relatos de um número de casos da doença maior do que a média em algumas regiões do país, particularmente poluídas.

“Alguns produtos químicos tóxicos e prejudiciais provocaram inúmeras situações de emergências para a água e atmosfera, e alguns locais apresentam até mesmo “aldeias de câncer””, admitiu o ministério em um relatório divulgado esta semana e anexado ao plano quinquenal 2011-2015.

A expressão “aldeias de câncer” nunca tinha sido utilizada pelas autoridades, que precisam enfrentar o descontentamento dos habitantes ante a degradação do ambiente por resíduos industriais, substâncias tóxicas na água e ar carregado de partículas finas.

A poluição na China aumentou consideravelmente com a rápida industrialização do país durante as últimas três décadas.

Muitas cidades chinesas estão entre as mais poluídas do mundo, mas a poluição não está limitada as cidades.

Não existe uma definição precisa para “aldeias de câncer”, mas o termo é muito difundido nos meios de comunicação, especialmente após a publicação em 2009 por um jornalista chinês de uma mapa com dezenas destas aldeias.

O governo reconhece que “produtos químicos tóxicos e prejudiciais”, geralmente proibidos nos países desenvolvidos, são usados na China e “são potencialmente perigosos para a saúde humana e o meio ambiente a longo prazo”.

Esta é a primeira vez que o termo “aldeia de câncer” aparece em um documento oficial do ministério, de acordo com o advogado especialista em questões ambientais Wang Canfa, que dirige um centro para vítimas da poluição em Pequim.

“Isso mostra que o ministério do Meio Ambiente reconheceu que a poluição provoca câncer”, declarou Wang à AFP, acrescentando que agora, perturbações para a saúde e a degradação ambiental vão “chamar a atenção “.

Um funcionário do ministério não quis confirmar se a menção de “aldeias de câncer” foi realmente feita pela primeira vez, destacando que o governo tinha estabelecido no passado uma ligação entre o meio ambiente e a saúde.


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Bomba! O que os hospitais não contam para você


Infecções, erros grosseiros, amputações desnecessárias – as

armadilhas que se escondem sob a face tranquilizadora da

medicina moderna; e um guia para defender seu bem mais

precioso: a saúde

CRISTIANE SEGATTO

Quando atravessamos a recepção elegante de um hospital de boa reputação, somos encorajados a pensar que ele funciona como um território vigiado. Cada funcionário em seu lugar, trabalhando de acordo com padrões, atento ao fato de que deslizes serão notados, anotados e corrigidos. Quem conhece os bastidores das mais respeitadas instituições tem outra visão. “A realidade é mais parecida com o Velho Oeste”, diz o médico americano Martin Makary, um observador privilegiado das entranhas dos mais badalados hospitais dos Estados Unidos. Sem meias palavras, Makary expõe verdades incômodas no livro Unaccountable: what hospitals won’t tell you and how transparency can revolutionize health care (em português, Sem prestar contas: o que os hospitais não contam e como a transparência pode revolucionar a assistência à saúde). É hora de quebrar o silêncio.

Hospitais: o que eles não contam e como se proteger (Foto: ÉPOCA)

>>O que é um bom médico? – leia a coluna de Cristiane Segatto

A obra de Makary, comentarista das redes de TV CNN e FoxNews, recém-lançada nos Estados Unidos e ainda sem editora brasileira, não passou despercebida. “A cada colega que me considerou um traidor por escrever esse livro, cinco me agradeceram”, disse Makary a ÉPOCA. “É um sinal de que o tempo da transparência chegou.” Cirurgião especializado em aparelho digestivo, Makary trabalhou em várias das mais respeitadas instituições médicas dos Estados Unidos. Fez pesquisas sobre saúde pública na Universidade Harvard, em Boston, e atualmente atende no Hospital Johns Hopkins, em Baltimore. Ele não está sozinho. Há um movimento crescente, observável também no Brasil, em defesa de uma medicina mais transparente. Essa corrente acredita que qualquer cidadão deveria ter acesso a informações objetivas sobre a qualidade dos hospitais.

>>Leia também: O paciente de R$ 800 mil

Qual é a parcela de pacientes que contrai infecção em determinada instituição? Qual é o índice de complicações cirúrgicas? Qual é a sobrevida dos doentes depois de um transplante ou operação cardíaca? Quantos recebem medicações erradas durante a internação? No Brasil, os melhores hospitais são avaliados periodicamente nesses quesitos e em muitos outros – num total de 1.300 itens. Eles fazem parte de uma elite de 21 instituições (leia a lista abaixo) num universo de 6.500 hospitais do país. Só elas dispõem do selo de qualidade emitido pela Joint Comission International (JCI), uma espécie de norma de controle de qualidade da área da saúde. Esse é o selo mais prestigiado do mundo. Além dessas, 180 instituições têm certificados emitidos por outras entidades.

COMO ESCOLHER UM HOSPITAL?
Saber se ele tem um selo de qualidade internacional é um bom parâmetro. No Brasil, apenas 21 instituições conquistaram o certificado mais valorizado no mundo. Ainda assim, não existe hospital 100% seguro
SÃO PAULO
Hospital Albert Einstein
Hospital Sírio-Libanês
Hospital Samaritano
Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Hospital do Coração/HCor
Hospital Paulistano
Hospital Total Cor
Hospital São José/Beneficência Portuguesa
Hospital Nove de Julho
Hospital São Camilo Pompeia
Hospital Santa Paula

RIO DE JANEIRO
Hemorio/Secretaria Estadual de Saúde
Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia/ Ministério da Saúde
Hospital do Câncer I/ Instituto Nacional do Câncer
Hospital do Câncer II/ Instituto Nacional do Câncer
Hospital São Vicente de Paulo
Hospital Copa D’Or

PORTO ALEGRE
Hospital Moinhos de Vento
Hospital da Criança Santo Antônio/ Santa Casa de Misericórdia
Hospital Mãe de Deus

RECIFE
Hospital Memorial São José

Fonte: Consórcio Brasileiro de Acreditação/ Joint Commission International

 >>Leia as colunas de Cristiane Segatto sobre saúde & bem-estar

Nos Estados Unidos e no Brasil, as informações detalhadas sobre cada hospital existem, mas são guardadas a sete chaves. Raras são as instituições que divulgam um ou outro indicador de qualidade. Makary defende a divulgação desses dados. Uma forma simples e objetiva de dar poder aos consumidores do bem mais precioso do mundo: a saúde. Se podemos escolher um hotel ou um restaurante a partir de critérios técnicos, por que não temos o direito de fazer o mesmo por nossa vida?

Esse é um debate que faz cada vez mais sentido no Brasil. Nos últimos dez anos, o número de brasileiros que dispõem de planos de saúde privados cresceu 50%. São hoje 47 milhões. Nas grandes cidades, as obras de expansão dos hospitais particulares avançam em ritmo acelerado. Mal são inauguradas, as novas alas se mostram insuficientes para atender tanta gente – principalmente nos prontos-socorros. “Há filas de quatro horas e reclamações por todos os lados”, diz Francisco Balestrin, presidente do conselho da Associação Nacional dos Hospitais Privados. “A pressão dessa demanda exacerbada tira a qualidade do atendimento.” O excesso de doentes é um complicador, mas não explica todas as falhas.

>>Mais notícias de saúde

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Harvard em dez bons hospitais americanos expôs um fato conhecido no meio médico: 25% dos pacientes internados sofrem algum tipo de dano. Mesmo nos centros americanos de alta tecnologia, pequenas falhas ou erros gravíssimos ocorrem rotineiramente. Esponjas cirúrgicas são esquecidas no corpo dos pacientes, membros errados são operados, crianças recebem excesso de medicação por causa da terrível caligrafia dos médicos.

A CULTURA DO CHECKLIST Miguel Cendoroglo Neto, superintendente do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Um checklist parecido com o dos pilotos de avião reduz o risco de erros.“Foi difícil mudar a cultura dos médicos, mas hoje eles gostam” (Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA)
A CULTURA DO CHECKLIST
Miguel Cendoroglo Neto, superintendente do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Um checklist parecido com o dos pilotos de avião reduz o risco de erros.“Foi difícil mudar a cultura dos médicos, mas hoje eles gostam” (Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA)

Em vez da cura, mais doenças (Foto: reprodução)

O excesso de confiança dos profissionais, a falta de comunicação entre os integrantes da equipe e o descuido em relação às normas de segurança (parece incrível, mas muitos médicos não lavam as mãos antes e depois de atender um paciente no quarto ou na UTI) expõem os pacientes a riscos desnecessários. No Brasil, o diagnóstico é semelhante. Os avaliadores de hospitais flagram erros de identificação, falta de pessoal qualificado, desleixo em relação à estrutura física (leia o quadro ao lado). O cenário é hostil, principalmente porque escolhemos hospital da forma mais subjetiva possível. Somos influenciados pelo marketing, pela decoração e pela opção das celebridades. Esta, por sinal, pode ser a pior maneira de eleger um médico. Makary relembra um caso exemplar. Trocando o nome dos envolvidos, poderia ser uma história bem brasileira.

Em 1980, Mohammad Reza Pahlavi, o xá do Irã, era um dos aliados mais importantes dos Estados Unidos. Quando um câncer no sistema linfático (linfoma) o fez adoecer de repente, Washington fez questão de oferecer o que havia de melhor na medicina americana. Michael DeBakey, o mais famoso cirurgião do mundo, chegou rapidamente ao Oriente Médio. Recomendou uma cirurgia imediata de remoção do baço. Nesse tipo de operação, há o risco de perfurar o pâncreas acidentalmente. Para evitar complicações, uma precaução básica é instalar um dreno cirúrgico. Ele evita que o fluido pancreático fique acumulado no corpo do paciente e provoque uma infecção. Confiante em sua habilidade, DeBakey não colocou o dreno. Ao final da cirurgia, declarou que a operação fora um sucesso. Recebeu medalhas e virou um herói no Oriente Médio. Pouco tempo depois, o xá começou a ter febre e vômitos. A infecção, combinada ao agravamento do linfoma, debilitou-o até a morte.

O erro do governo americano, do xá e de sua família foi não ter percebido que DeBakey era um excelente cirurgião cardíaco – não de abdome. Dos 479 artigos científicos que DeBakey assinara, mais de 95% eram sobre cirurgia cardiovascular. Apenas um mencionava o baço, e, ainda assim, ele não era o autor principal. A aura de superstar ofuscou a razão de todos os envolvidos. DeBakey errou duplamente. O excesso de autoconfiança o impediu de fazer o básico. Ou de pedir a ajuda de um especialista. Se até os poderosos erram ao escolher cuidados médicos, como o cidadão comum pode se defender?