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Família realiza último desejo de vítima de câncer e doa corpo para pesquisa

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Estudante de 23 anos tinha tumor raro e queria ajudar no tratamento de outras pessoasPOR MARTA SZPACENKOPF


Gustavo Barud após uma cirurgia de remoção de tumor no seu cérebro – Acervo pessoal/Rômulo Barud

RIO — Uma corrente de soliedariedade nas redes sociais conseguiu realizar o último desejo do estudante Gustavo Barud, de 23 anos, morto na manhã da última segunda-feira, vítima de um tipo raro de câncer no cérebro. O jovem pediu à família que seu corpo fosse doado para pesquisas científicas, com o objetivo de ajudar no tratamento de outras pessoas que sofram da mesma doença.

Sem saber como proceder, o irmão mais velho do estudante, o professor Rômulo Barud, fez uma postagem em seu perfil nas redes sociais pedindo ajuda. Depois de mais de mil compartilhamentos, Rômulo conseguiu entrar em contato com Fabio de Almeida Mendes, professor do Programa de Graduação em Anatomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que recebeu o corpo do jovem.
— O Gustavo sempre foi muito altruísta, sempre tentou ajudar os outros. Eu fiz a postagem para conseguir ajuda porque no Inca (Instituto Nacional do Câncer) ninguém sabia o que fazer. Os funcionários me falaram que as pessoas nunca se manifestaram para doar o corpo para pesquisa — contou Rômulo.

Gustavo sentiu os primeiros sintomas em outubro de 2015, quando uma forte dor de cabeça o fez desmaiar no ônibus na volta de uma entrevista de emprego. Sem plano de saúde, a mãe do jovem o levou para o Hospital Salgado Filho, no Centro do Rio, onde ele foi diagnosticado com uma mera enxaqueca.
Rômulo Barud – publicado no Facebook na segunda, 13/2

Amigos, conseguimos fazer ontem, aproximadamente às 16 horas, a transferência do corpo do Gustavo para a UFRJ CCS. Obrigado por toda ajuda e pelos compartilhamentos. Recebi ligações de Franca, ABC paulista das universidades públicas e privadas do Rio e dá região serrana, dentre outras. Gustavo mesmo em morte nos deixou mais uma lição: a de que com pequenos gestos podemos perceber o quanto somos empáticos e altruístas. Obrigado a todos por nos ajudar a conseguir seu pedido. Agora ele não apenas descansará em paz, mas ajudará novos alunos, pesquisas e estudos na área de saúde.

POR MARTA SZPACENKOPF


Gustavo Barud após uma cirurgia de remoção de tumor no seu cérebro – Acervo pessoal/Rômulo Barud

RIO — Uma corrente de soliedariedade nas redes sociais conseguiu realizar o último desejo do estudante Gustavo Barud, de 23 anos, morto na manhã da última segunda-feira, vítima de um tipo raro de câncer no cérebro. O jovem pediu à família que seu corpo fosse doado para pesquisas científicas, com o objetivo de ajudar no tratamento de outras pessoas que sofram da mesma doença.

Sem saber como proceder, o irmão mais velho do estudante, o professor Rômulo Barud, fez uma postagem em seu perfil nas redes sociais pedindo ajuda. Depois de mais de mil compartilhamentos, Rômulo conseguiu entrar em contato com Fabio de Almeida Mendes, professor do Programa de Graduação em Anatomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que recebeu o corpo do jovem.

— O Gustavo sempre foi muito altruísta, sempre tentou ajudar os outros. Eu fiz a postagem para conseguir ajuda porque no Inca (Instituto Nacional do Câncer) ninguém sabia o que fazer. Os funcionários me falaram que as pessoas nunca se manifestaram para doar o corpo para pesquisa — contou Rômulo.

Gustavo sentiu os primeiros sintomas em outubro de 2015, quando uma forte dor de cabeça o fez desmaiar no ônibus na volta de uma entrevista de emprego. Sem plano de saúde, a mãe do jovem o levou para o Hospital Salgado Filho, no Centro do Rio, onde ele foi diagnosticado com uma mera enxaqueca.

— Exaqueca não causa isso… O Gustavo falava que sentia muita dor e que já não enxergava bem. Minha mãe tinha uma reserva de dinheiro e o levou para um hospital particular, onde descobriram um tumor muito grande no cérebro. Meu irmão não tinha condições de ficar lá e aí começou a rede de contatos — lembrou.
Gustavo foi levado para o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, onde foi operado com urgência uma semana depois. A cirurgia foi bem sucedida, mas o jovem perdeu a visão periférica do olho direito e ficou uma grande cicatriz na cabeça. Porém, após realizar a biopsia no tumor, os médicos descobriram que aquele não seria o último.

— Em janeiro de 2016, ele passou mal de novo, levamos de volta ao Gaffrée e descobriram mais três tumores pequenos na cabeça do Gustavo. Ele foi operado novamente e, dessa vez, conseguimos encaminhá-lo para o Inca devido a periculosidade do tumor — disse.


Gustabo Burado mostra força de vontade em hospital – Acervo pessoal/Rômulo Barud

O jovem fez sessões de radioterapia e quimioterapia durante fevereiro e março e mais rodadas fortes de quimioterapia de maio a outubro. Os exames mostraram que os tumores tinham sumido, mas em novembro Gustavo começou a ter problemas motores e perda de reflexo e de memória. A família voltou ao Inca, e foram descoberto mais cinco tumores pequenos, que cresceram muito rápido e comprometeram a capacidade motora.

— Em fevereiro ele piorou muito e, na semana passada, não conseguiu mais sair da cama, gritava de dor. Desde que meu irmão descobriu que o câncer dele era raro e que os pacientes não duravam muito tempo, ele disse que quando morresse não queria ser cremado ou enterrado. Queria que seu corpo fosse estudado para ajudar outras pessoas a não passar pelo que ele passou, para que não sofressem o mesmo — lembrou, emocionado.

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