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Conexões que curam

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Você é jovem e está no auge da vida. Seus planos para o futuro estão definidos e, então, vai vivendo normalmente – até descobrir que tem um câncer no cérebro. Sabendo pouco sobre a doença, mas tendo a consciência de que ela é séria, percebe seu cotidiano mudar completamente e em uma velocidade descomunal.Radiografias, medicamentos que nunca ouviu falar, exames e mais exames. E o pior: as pessoas lhe vendo e lhe tratando de uma forma diferente. Nada é ou será como antes e, neste combo de medo, ansiedade e todas as emoções à flor da pele, perguntas sem respostas começam a pipocar em sua mente:
– Por que eu?

– Posso trabalhar tendo câncer?

– Posso me reunir com os amigos para um happy hour?

– Posso fazer algo para mudar isso?

Esses questionamentos e muitos outros passaram pela cabeça de Salvatore Iaconesi em 2012. E ele achou uma resposta pouco convencional para a cura de seu tumor. O artista e professor italiano descobriu que poderia reverter esse quadro usando a tecnologia; transformando sua doença em código aberto. Enquanto estava no hospital, Iaconesi pediu uma radiografia de seu tumor e conversou com ela: “Tá legal, câncer, você não é tudo de mim. Eu sou mais do que só você. Uma cura, qualquer que seja, vai ter que lidar comigo por inteiro.” No outro dia, deixou o hospital – contra as recomendações médicas – e decidiu aprender mais sobre a doença antes de tomar uma atitude. Acostumado a usar tecnologias open source devido ao trabalho como artista, ele criou La Cura, uma página para compartilhar seus dados médicos com várias pessoas. Mas, para publicar os exames em seu site, foi preciso hackear os arquivos. Eles estavam formatados de maneira que só médicos e profissionais da área conseguiam ler. Então, acabou decodificando todos os exames e os publicou abertamente, por meio de programas acessíveis, para que qualquer pessoa pudesse analisar seu tumor. A La Cura começou a dar resultado em pouco tempo e viralizou. Em uma palestra para o TED Talks, o italiano conta que recebeu rapidamente mais de 500 mil contatos, entre e-mails, manifestações artísticas, vídeos e outros formatos, até mesmo uma escultura em 3D de seu tumor, feita por Patrick Lichty. Muitos sugeriram como curar seu câncer, inclusive, 60 médicos entraram em contato para opinar sobre a doença. Com a página na web, Salvatore teve acesso a 50 mil opções de estratégias para tratar o tumor – desde terapia tradicional a magia – e 200 pessoas o ajudaram na classificação do material recebido. O projeto open source levou à formação de uma equipe composta por neurocirurgiões, médicos, oncologistas e voluntários diversos para discutir informações sobre a doença. Juntos, eles pensaram em uma estratégia para curar Salvatore e, com as informações decodificadas, ficou mais fácil e eles obtiveram o sucesso esperado.   Nesse caso a tecnologia contribuiu consideravelmente para que o artista voltasse a ter a vida de antes. A La Cura causou comoção, permitiu que milhares de pessoas compartilhassem suas histórias; fez com que médicos repensassem a forma com que tratam seus pacientes e fossem mais humanos. A internet uniu pessoas de vários lugares do mundo, com crenças e experiências diversas; e tudo por uma boa causa. Mas, não foi a tecnologia em si que salvou o criador do projeto. Na verdade, a cura foi realizada a partir de seu empenho e, de certa forma, teimosia. Salvatore queria viver e “fez arte”. Compartilhou sua experiência com outras pessoas, sem se importar com a profissão, religião ou de onde elas vinham. Criou uma poderosa comunidade online. Fez juz ao próprio nome – que em italiano, significa “salvador”.

Para conferir o projeto de Salvatore, acesse: http://www.opensourcecureforcancer.com

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