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‘Vou começar de novo em 2014’, diz pernambucana que venceu câncer

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Para quem enfrentou desafios, ano novo sempre é chance de recomeçar.
Flávia Rodrigues comemora avanços na luta contra tumor no seio.

Katherine CoutinhoDo G1 PE

Flávia e José Adrielson tem em comum a esperança de recomeçar em 2014. (Foto: Katherine Coutinho/G1)Flávia e José Adrielson têm em comum a esperança de recomeçar em 2014. (Foto: Katherine Coutinho/G1)

A chegada de um novo ano representa, para muitas pessoas, a chance de recomeçar. Seja pelo ritual do fim e início de ciclos ou pelas crença que oportunidades aparecerão, o novo ano traz uma dose extra de esperança para aqueles que venceram batalhas mais árduas em 2013. Para o pequeno José Adrielson da Silva, de nove anos, a comemoração vem pelo novo fígado, recebido uma semana antes do Natal. Já Flávia Rodrigues de Paiva, 32 anos, tem fé de que vai vencer de vez a lutacontra o câncer de mama.

De acordo com a coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco, Noemi Gomes, foram feitos 1.420 transplantes este ano, somente até o mês de novembro. “Esse mês de dezembro foi muito bom para nós, tivemos doações múltiplas registradas, fora os órgãos que vêm de outros estados. É muito importante que as pessoas se conscientizem”, explica a coordenadora.

Flávia admite que ainda tem medo da doença, mas que esperança é maior. (Foto: Katherine Coutinho/G1)Flávia admite que ainda tem medo da doença, mas que
esperança é maior. (Foto: Katherine Coutinho/G1)

Cirurgia, medo e esperança
O dia 27 de dezembro de 2012 foi um marco na vida de Flávia Rodrigues de Paiva. Mãe de dois meninos, Pablo, 11 anos, e Yago, de seis, ela soube que teria que começar imediatamente uma quimioterapia. Flávia foi diagnosticada com um tipo agressivo de câncer de mama, um carcinoma ductal invasivo, que já tinha sete centímetros.

Depois de 11 sessões e uma cirurgia para retirada de um dos seios, Flávia põe todas as esperanças no ano de 2014. “O medo fica, mas a esperança é maior. Eu quero muita saúde, quero voltar a trabalhar para poder ajudar meu marido a comprar uma casa, porque a gente mora em um quartinho, no fundo da casa dos meus pais. Vou realmente começar de novo em 2014”, afirma Flávia.

O ano de dificuldades trouxe lições que ela pretende carregar por toda a vida. Se antes brigava quando alguém quebrava um copo, mesmo sem querer, agora fica chateada, mas sabe que há coisas mais importantes. “A gente tem que dar mais valor à vida, deixar de lado as coisas supérfulas. Eu reaprendi o valor da vida e da família. A gente costuma não ir ao médico, diz que não tem tempo. É preciso fazer o próprio tempo”, acredita.

O tratamento continua, com remédios, fisioterapia e muito apoio da família. “Meu esposo ficou do meu lado o tempo todo. Ele ainda vem comigo ao hospital, sempre. Essa é uma doença que te deixa no chão, mexe muito com a cabeça. Quando eu descobri, só pensava que ia morrer. Se eu não tivesse me entregado de corpo e alma a Deus, acho que não tinha sobrevivido. Por isso, esse novo ano representa uma benção na minha vida e muita esperança”, explica.

Iracema se apegou ao otimismo para cuidar do filho. (Foto: Katherine Coutinho/G1)Iracema se apegou ao otimismo para cuidar do filho.
(Foto: Katherine Coutinho/G1)

Transplante bem-sucedido
José Adrielson foi um dos beneficiados pelas doações captadas pela Central de Transplantes, tendo conseguido um novo fígado no dia 17 de dezembro. Há dois anos, o menino, que sonha ser jogador de futebol, vinha apresentando problemas de saúde e acabou até mesmo interrompendo os estudos. “Ele começou com a barriga inchada, a gente não sabia o que era. Levou um tempo até conseguir descobrir”, conta a mãe do menino, Iracema da Silva.

O motivo que obrigou o menino a fazer um transplante ainda é investigado pelos médicos, mas ele só quer saber de poder voltar a levar uma vida normal. “Eu quero voltar para a escola, quero poder comer cuscuz com carne e feijão. Também gosto de arroz doce”, enumera José Adrielson, que torce pelo Flamengo e tem como jogador favorito o goleiro da seleção brasileira, Júlio César.

A família é de Maraial, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Além de José Adrielson, Iracema é mãe de outros oito, com idades entre 21 e três anos. “Ele veio para o Recife e ficou aos cuidados da minha irmã. Quando disse que ele precisava de um transplante, o médico falou que ia ter que ser em São Paulo. Eu não tinha como ir para lá, mas graças a Deus conseguimos fazer aqui no Recife mesmo”, explica.

Apesar das dificuldades, Iracema conta que tentou manter o otimismo. “Quando você diz que algo está difícil, fica ainda mais. Fiquei abalada quando soube que ele poderia ir para São Paulo, mas deu tudo certo. Agora ele vai poder voltar para casa”, diz a mãe. Dos irmãos, José Adrielson não vê a hora de rever um, em particular. “O André [que tem 17 anos]. Eu ia pegar passarinho com ele, amarrar o cavalo, cortar pinho”, diz o menino, lembrando das atividades que faz com o irmão.

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