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Demora no tratamento do câncer de mama reduz expectativa de vida

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Diversos estudos mostram a importância da detecção precoce do câncer de mama. Se diagnosticado em estágio inicial e, claro, tratado adequadamente, as chances de sobrevivência da paciente por pelo menos cinco anos são de 98%. Agora, uma pesquisa feita por especialistas da Ohio State University Comprehensive Cancer Center, nos Estados Unidos, decidiu investigar a importância do tratamento precoce quando o câncer de mama é descoberto já em fase avançada. Os resultados foram divulgados segunda-feira (19) no Journal of Clinical Oncology.

Para isso, foram examinadas 1.786 mulheres inscritas no sistema de saúde North Carolina Medicaid diagnosticadas com câncer de mama entre janeiro de 2000 e dezembro de 2002. Todas foram acompanhadas até julho de 2006. O tempo médio entre o diagnóstico por biópsia e o início do tratamento foi de 22 dias. Do total, 66% iniciaram tratamento no prazo de 30 dias e 90% no prazo de 60 dias. Uma em 20 mulheres estudadas, entretanto, iniciou o tratamento 60 dias depois do diagnóstico.

Os dados mostraram que entre aquelas com câncer em estágio avançado, uma demora de mais de 60 dias no tratamento foi associado a um risco 85% maior de morte decorrente de problemas associados à doença. O risco de morte por outras causas, por sua vez, foi 66% maior em comparação às mulheres que começaram o tratamento antes.

Para os pesquisadores o estudo não só reforça a importância de realizar exames preventivos como ainda a de aderir ao tratamento, ainda que o diagnóstico aponte para a doença em estágio avançado. Em outras palavras, é sempre possível ajudar o paciente.

Isso é o que defende a psico-oncologista Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia. Segundo ela, o tratamento mais tóxico e agressivo do câncer em estágio avançado não significa, obrigatoriamente, maior sofrimento ou expectativas menos otimistas para o paciente. “Hoje são tantas as opções de tratamento e medicamentos que controlam os efeitos colaterais que é possível proporcionar bastante conforto ao indivíduo”, conta.

Vale lembrar ainda que cada caso é um caso. “O prognóstico de um colega não pode ser comparado ao seu”, alerta a psico-oncologista. Embora sejamos bombardeados diariamente com notícias negativas a respeito da doença, o futuro de cada paciente é diferente. Afinal, os tratamentos estão cada vez mais individualizados, aumentando as chances de sucesso e reduzindo os efeitos colaterais.

Para isso, entretanto, é fundamental comparecer às consultas e agendar exames com disciplina. Oferecer um mundo de opções ao paciente só terá algum valor se ele aderir ao tratamento. Lembre-se ainda de que não é preciso enfrentar a doença sozinho. Levar acompanhantes ao médico e receber o apoio da família ajuda e muito na luta.

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