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Maior fonte de dados sobre genoma de cânceres infantis será disponibilizada on-line

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Para acelerar o progresso da ciência na luta contra o câncer e outras doenças, o Projeto do Genoma do Câncer Pediátrico, da Universidade de Washington e do Hospital de Pesquisa Infantil St. Jude, anunciou a disponibilização de dados sobre o genoma dos tumores para livre acesso pela comunidade científica global. A quantidade de informações que serão divulgadas mais que duplica o volume de dados sobre o tema atualmente existentes. A informação é valiosa não apenas para os pesquisadores de câncer, mas também para cientistas estudando outras doenças.

A publicação desses dados foi anunciada como parte de um trabalho publicado on-line na Nature Genetics, nesta terça-feira. As 520 sequências de genoma publicadas são conjuntos de amostras de tecido normal e tumoral de 260 pacientes pediátricos de câncer. Espera-se que o projeto sequencie mais de 1.200 genomas até o fim do ano. Cada amostra é sequenciada sob um nível de controle de qualidade conhecido por garantir o máximo de precisão.

Os pesquisadores do St. Jude estão analisando as sequências genômicas para determinar as diferenças entre as células normais e cancerígenas de cada criança, para apontar as causas de alguns dos tumores infantis mais fatais, um esforço que já produziu um número de descobertas importantes relatadas nas maiores revistas científicas do mundo. Os cientistas já realizaram progressos nos estudos sobre o câncer de retina, tronco cerebral e sangue. Mais recentemente, identificaram uma mutação genética associada a uma forma crônica e muitas vezes fatal de neuroblastoma, uma descoberta que fornece o primeiro indício sobre a base genética da ligação há muito reconhecida, mas pouco compreendida, entre o resultado do tratamento e a idade em que o diagnóstico é feito.

 

Enquanto a maioria das iniciativas relacionadas ao genoma foca apenas os genes, que constituem uma pequena parte do genoma, os cientistas envolvidos no projeto preferiram uma abordagem diferente. Eles estão sequenciando o genoma inteiro, ou seja, todo o DNA, no tumor de cada paciente, o que proporciona um retrato mais rico e completo das mudanças do DNA no processo de desenvolvimento e progressão da doença de cada um.

“Identificamos alterações incomuns, ‘enigmáticas’, nas células de muitos doentes de câncer, que não teríamos encontrado usando outros métodos – comenta Richard K. Wilson, diretor do Instituto Genoma, da Escola de Medicina da Universidade de Washington. “Esse trabalho gerou mais descobertas do que acreditamos ser possível” – disse James Downing, diretor científico da St. Jude, que lidera o projeto no hospital. Queremos tornar essa informação disponível para a comunidade científica, para que, coletivamente, nós possamos explorar novas opções de tratamento para essas crianças. Ao dividir esses dados, mesmo antes de analisá-los, esperamos que outros pesquisadores possam usar essa rica fonte para descobertas em muitos outros tipos de doença em crianças e adultos”.

Lançado em 2010, o projeto do Genoma do Câncer Pediátrico é o maior esforço e investimento global já feito para entender as origens genéticas dos cânceres infantis. O custo estimado do projeto, de três anos, é de U$S65 milhões.

Pesquisadores do mundo todo poderão acessar os dados pelo site http://www.ebi.ac.uk/ega/organisations/EGAO00000000046.

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