Apresentado em 7 Capítulos – por David Wilkerson

Inicialmente ….. Introdução

Capítulo 1. …… Dois Eus

Capítulo 2. …… Porque Parei de Julgar os Pecadores

Capítulo 3. …… Poder Contra o Pecado

Capítulo 4. …… O Novo Plano

Capítulo 5. …… Você Tem o Direito de Ficar Livre

Capítulo 6. …… Livre para Escolher

Capítulo 7. …… Como Acabar com Essa Luta

  • Prefácio

David Wilkerson diz:

Este bem pode ser um dos livros mais importantes que você lerá. Ele pode dar uma virada em sua vida nas próximas horas, que é o tempo que levará para lê-lo.

Este livro foi escrito para um grupo seleto. É para aqueles que estão buscando real paz de espírito, e libertação de um mal que controle suas vidas. Até o pessoal do agito tem de enfrentar a solidão do íntimo depois que a música cessa. Os machões choram a sós. Na hora que os bares e as danceterias fecham, a tristeza bate. E, para milhões, os domingos são realmente de arrasar. Em alguma hora desta marcha, a verdade sobre nós mesmos terá de ser enfrentada.

Às vezes somos atores de dar dó, usando falsas máscaras, e representando falsos papéis . Contudo, em algum lugar no mais íntimo do nosso ser, há um permanente desejo de conhecer e de agradar a Deus.

Este livro não tem absolutamente nada a dizer aos pecadores orgulhosos e arrogantes que se recusam a enfrentar a verdade sobre suas fraquezas. Foi escrito para aqueles que buscam desesperadamente a vitória sobre si próprios, e que honestamente admitem que precisam de ajuda.

Introdução.

Iniciei este livro num esforço para levar pessoas, que tenham problemas que estejam controlando suas vidas, à uma vida liberta do poder do pecado. Mas logo descobri que é mais do que isso. É uma busca pessoal de vitória total em minha própria vida. Mesmo sendo um ministro, sofro como todo mundo. Necessito de poder sobre o pecado, tanto quanto qualquer outro pecador sobre a terra.

Minha busca de poder sobre o pecado me levou a uma jornada de dez anos por bibliotecas, artigos, conferências com estudiosos bíblicos e a um estudo completo da Bíblia – especialmente no livro de Romanos. Aprendi bastante sobre a condição humana da fraqueza e a sempre presente luta contra o pecado – mas pouco sobre a cura.

O que aprendi sobre libertação do poder do pecado veio através do meu próprio desespero para me livrar da escravidão ao mal.

Você não experimentará o poder convincente deste livrinho, enquanto não o ler por inteiro. O que ler poderá, no começo, lhe deixar com raiva; mas não o ponha de lado enquanto a mensagem por inteiro não tiver sido digerida. Você vai descobrir que a verdade pode lhe libertar.

Só peço que o leia inteiro, com a mente aberta.

[assinado] David Wilkerson

NT: a versão bíblica de J. B. Phillips (esgotada em português), usada no texto original pelo autor, foi substituída pela edição revista e atualizada, ou pela versão Bíblia Viva (BV).

Capítulo 1- Dois Eus

Sou uma pessoa estranha, com duas mentes opostas em um corpo. Duas forças distintas em mim ficam tentando controlar minhas ações.

Há coisas em mim que me dão medo. Coisas como uma grande necessidade interior, que não pode ser explicada. Como a necessidade constante de amor e de realização. Também, aqueles desejos sutis que aparecem de surpresa certas horas, me fazendo desejar ter experiências contrárias à minha melhor natureza.

Não sei explicar porque sou uma pessoa tão dividida na hora do certo e do errado. O mal que detesto está sempre presente em mim. Os desejos bons e éticos também estão presentes e deixam a minha cabeça o tempo todo agitada. Não é uma briga de todo dia, e nem dura o tempo todo, mas o mal, às vezes, tenta me dominar.

Bem na hora que eu acho que consegui controlar a situação, tudo despenca e mais uma vez estou fazendo coisas que realmente não quero fazer.

Essa guerra entre o bem e o mal fere toda a humanidade. Um pastor, que teve seu adultério revelado confessou: “A minha natureza má exercia uma estranha força sobre mim. Me fazia buscar falsos sonhos que eu sabia não iriam dar em nada. Me amarrava à uma lascívia que finalmente me destruiria. Me forçava a concessões que me enfraqueciam. Suas promessas de amor acabavam em miragem. E mesmo sabendo que continuaria me machucando com isso, eu seguia os ditames de minha mente má como escravo obediente.”

Um indivíduo, que antes era do grupo de Jesus, e que tocou num conjunto religioso, tenta explicar porque voltou para a velha turma, para as drogas e para o álcool.

“O que eu sei é que há uma terrível luta buscando o controle do meu corpo. Sempre havia uma presença má em minha mente, tentando pôr um fim nas coisas boas e decentes que eu tentava fazer. Essa minha parte ruim ficava me puxando para baixo, me levando a fazer coisas que eu realmente não queria fazer. Era uma presença tremendamente dominadora. “Eu obedecia todas as ordens, e ficava com sentimento de culpa, solidão e vazio.”

“Porém, quando eu fugia de todos os ruídos da multidão e me isolava dos prazeres, o meu eu, então só e pobre lá no fundo, chorava em busca de satisfação, como o grito doloroso de uma criança com fome. A voz gritava: ‘Por favor não me deixe sozinho; me alimente; me ajude; me dê amor.’

“Às vezes uma parte de mim ficava zangada com Deus por não tirar o pecado do meu coração. Cansei da batalha dentro de mim. O inimigo de minha alma parecia tão forte, e eu me sentia tão fraco. A minha natureza de justiça queria que Deus pisoteasse essa iniqüidade, arrancasse meus fortes desejos malignos, e me libertasse do pecado.”

“Sei que uma parte de mim quer obedecer a Deus. Não tem nada a ver com igreja, pastores ou com os caretas moralizadores. É ainda mais do que um desejo de perdão. É mais do que apenas ser salvo. Não tem nada a ver com medo do inferno ou condenação. É até maior do que a necessidade de paz e preenchimento. É uma necessidade, bem no fundo da alma, de conhecer a Deus de um jeito muito pessoal, e sentir Seu amor. Algum dia espero voltar para Deus e ficar livre.”

Centenas de alcoólatras e viciados derramam suas sofridas histórias para mim em meu escritório. Quase sem exceção, ouço a mesma confissão: “Odeio isto! Me fez virar um animal! No começo era uma curtição, mas agora está me arrebentando. Sou como duas pessoas. Estou preso a um hábito na cabeça; agora não consigo parar. Mas no fundo do coração, quero ser livre. Me mostre como sair dessa.”

Um de meus jovens amigos viciados, desesperado, deitou na cama, tirou das veias uma seringa cheia de sangue, e respingou no teto: SOCORRO, DEUS!

O dilema homossexual é uma das lutas interiores mais complexas entre duas naturezas, apesar de que a maioria dos gays não considera sua preferência sexual como sendo um problema que controla suas vidas. Para eles, homossexualismo é normal e se ofendem quando se sugere que sofrem com seu estilo de vida. A maioria afirma que não sofre.

Desde a rua Castro em São Francisco até Greenwich Village em Nova York, tenho ouvido inúmeros gays me dizendo o quanto são bem ajustados. Vangloriam-se de que não há mais culpa neles, e que têm orgulho de serem gays. Vivem me repetindo que só gays confusos e paranóicos querem mudar.

Um líder gay ativista em São Francisco me preveniu: “Não há um único gay nesta cidade que queira mudar. Os pastores simplesmente estão perdendo tempo. Não somos doentes – não estamos precisando de uma chamada cura. Temos orgulho, somos mais ajustados que os não gays – e temos todo o direito de nos sentirmos ofendidos por fanáticos religiosos que entram em nossa região para tentar nos mudar. Volte lá para os seus heterossexuais, que fazem troca de esposas, vivem em fornicação, e faça-os mudar. Nos deixem em paz!”

Mesmo assim, a comunidade homossexual não consegue explicar porque um número crescente de gays admite agora perceber lutas tremendas com seu estilo de vida. A bebedeira, a alta porcentagem de suicídio, a psicanálise constante, são indicadores que sugerem que a luta entre as duas naturezas ainda fere dentro dos corações e das mentes dos gays.

Tenho um amigo homossexual que me conta de sua batalha íntima contra a lascívia e da luta para ser livre. Ele diz:

“Quando comecei no homossexualismo, uma parte de mim curtia e outra parte detestava. E eu me odiava. Uma estranha sensação passou a me dominar, e comecei a me sentir como se houvessem dois eus – duas partes de mim que se opunham – e me deixavam frustrado e deprimido. Fui desenvolvendo um apetite insaciável por sexo e no começo o desejo expulsava a culpa. Fiquei obcecado pelo meu corpo. O triste é que a luxúria consumia todos os meus pensamentos e energia, e eu não tinha força para reagir contra isso. Eu sentia a mente rasgando em duas direções opostas. Uma parte de mim curtia o sexo selvagem, porque me dava alívio temporário; a outra parte adoecia pelos terríveis atos que eu odiava. Eu estava numa armadilha. Apesar de todo o sucesso, me sentia só. Quando o impulso sexual vencia, eu buscava o álcool para me aliviar. De algum jeito, eu sabia que o que eu fazia destruía todo o meu corpo.”

“Comecei a me perguntar como poderia haver um Deus que me criasse com desejo por este tipo de sexo, e me deixasse prisioneiro do próprio corpo. Abandonei qualquer possibilidade de fuga. Eu simplesmente faria o melhor possível. Iria arranjar um jeito de viver uma vida dupla, e aceitaria o meu modo de ser. Desistiria de lutar para mudar.”

“Comecei a xingar Deus por me deixar nascer com esse peso todo. Sentia que Deus tinha me abandonado. Agora, outra pessoa me controlava. Ela falava comigo de longe, de um túnel profundo e escuro. O outro eu, o eu bom e espiritual, ficava só choramingando. A homossexualidade dominou completamente a minha personalidade. Tomou o comando da minha vida e fiquei muito frágil para resistir.”

Ouvi um homossexual na região do Tenderloin em São Francisco descrevendo o terror de sua alma: “Amigo”, disse, “a troca de corpos num bar gay é a coisa mais insensível da terra. É degradante e repugnante, porque a maioria dos bares gays agora são prostíbulos informativos, espalhando fofocas, panfletos e levantando dinheiro para causas políticas.”

“É terrível ter de resolver suas necessidades sexuais nas ruas. Pego alguém na rua, e espero que algo de bom aconteça. Continuo na esperança de que o amor aconteça. Toda sexta e sábado à noite vem a esperança de que talvez desta vez vai acontecer: o meu grande amor vai aparecer e me libertar da prisão de desespero.”

“Mas nunca acontece. Fico carregando uma sensação profunda de engano, de que fui enganado. Todas as promessas, que dou ou recebo para um compromisso eterno são rompidas, e o que deveria ser o grande amor da minha vida vai murchando e morre. E de novo volto à caça, tentando acabar com um prurido que não consigo localizar. Volto a ter nojo de mim mesmo e a me sentir abandonado.”

Outro gay, vestido inteiro de drag queen e se chamando de Renee, me diz como efetivamente deu permissão para que parte dele surgisse, e se integrasse com a outra parte de seu eu.

“Reverendo”, disse ele, “posso desfilar por aí desse jeito porque estamos numa zona segura para os gays. O seu terror é causado pela tentativa de controlar o impulso sexual de maneira correta; o meu é causado pela tentativa de conseguir o maior número de resultados. A maioria dos gays do meu círculo é tão insegura quanto eu, com medo do fracasso. Os acertos para transa, feitos por códigos, mantém você atento. Você fatura mais um, e volta rapidinho, querendo faturar mais pontos. A fome nunca é satisfeita; nunca é o suficiente! Mas, cara, com certeza isso deixa cicatrizes. Até meus amigos gays olham para mim como que dizendo ‘bichona poderosa’. O riso deles é mais cruel do que o dos não gays.”

“Um dia resolvi agir como o deslocado que eu achava ser. Cansei de sonhos não realizados, da dor contínua, da solidão constante. Fiz minha escolha – resolvi me libertar. Sabia que tinha uma dualidade de identidade, que eu era na verdade duas pessoas, e só uma no fim iria vencer. Abandonei o aconselhamento, pus de lado os comprimidos, e resolvi fazer amizade com o corpo, e mostrar isso como quisesse. Renee é o nome que dei ao meu eu dominador. Durante o dia, sou professor numa sala de aulas; à noite, deixo que Renee venha à tona, entrando na competição, na caça de troféus masculinos.”

“Em meus momentos de honestidade, sei que é tudo superficial. Vejo meus amigos abatidos e abandonados, magoados e feridos por toda essa competição destrutiva. Alguns de meus melhores amigos cometeram suicídio. Me sinto terrivelmente triste quando estou só, mesmo quando não tenho motivo para me sentir assim. Os domingos são um horror. Dia terrível de escuridão e dor. Sei que sou gay, mas digam o que quiserem, não dá para se alegrar com isso. Renee agora me chateia. Os meus amigos na verdade não se preocupam comigo.Os cigarros já estão fedendo. Ser popular e ficar por cima não tem significado. As bebidas simplesmente me deprimem. Rapidinho fico agitado. O que estou fazendo está na cara que é fim de linha. Sou um gay de quarenta e dois anos, drag queen, que sai se pavoneando por aí e tentando negar uma tragédia.”

Sei de um homossexual que achou que uma transformação de sexo mudaria a agitação interior. Ele escreve: “Não suportava agir como homem. Eu tentava; até me casei, mas logo me divorciei. Resolvi que não havia socorro para mim, então entrei no mundo gay e me entreguei aos desejos.”

“Os meus desejos dominaram minha razão. Eu era duas pessoas ao mesmo tempo. Eu queria ser mulher; pensava como mulher; então por que não poderia ser mulher? Arranjei um médico e fiz uma operação que mudou meu sexo. Eu achava que tinha ido longe demais para Deus me perdoar, então aparecia em um night-club como bailarina exótica. Mas minha mudança de sexo não trouxe paz ao coração. Me defini a favor da luxúria, da excitação do momento, das baladas, das roupas caras, de comidas finas, jóias, bebidas e companhias atraentes.”

“Mas quando estava só, eu continuava tendo de enfrentar a mim mesmo. No espelho, uma mulher me espreitava mas, por dentro, eu era a mesma pessoa que sempre tinha sido. Continuava me sentindo só, rejeitado e minha guerra continuava.”

“Descobri que não era fácil sair. Sempre há a culpa e o medo de ser descoberto. Mas lentamente você se endurece até que a coisa pára de lhe incomodar tanto. Há dias em que ela ainda lhe incomoda, mas a gente arranja desculpas ou então, fica bêbado para esquecer. No princípio o corpo se rebela contra atos antinaturais, mas você força a se conformar, até que pára de doer. Aí você acaba dizendo a si próprio que estes atos são naturais e belos. Dias, semanas e meses passam, e as desculpas fazem com que você nunca enfrente a verdade.”

 

 

A Luta Para Ser Santo

Li dolorosas confissões de monges que se trancaram em mosteiros durante anos, tentando dominar suas malignas paixões. Mesmo assim, suas imaginações más quase os deixaram loucos. Não alcançaram poder sobre a lascívia através do isolamento da sociedade. No momento em que achavam que estavam livres da luxúria, e que os desejos carnais estavam sob controle, caíam sob o domínio de paixões descontroladas e maus pensamentos desenfreados.

Certo monge viveu por cinquenta anos numa caverna subterrânea, tentando levar seu corpo em sujeição ao Espírito. Outros se enterraram em areia fervente até o pescoço, esperando “queimar” as iniquidades.

Li sobre monges que dormiam em cima de blocos de espinhos e pilhas de vidro quebrado. Outros prendiam um pé e ficavam saltitando sobre um pé até perder o uso do outro. Um monge obrigou o corpo a se moldar à curva da roda de uma carroça, e ficou na posição fetal por dez anos, tendo de ser alimentado pelos outros.

Simão Stylites ficou por trinta anos no topo de uma coluna e, ao ficar muito debilitado para ali permanecer , construíram um poste ao qual se acorrentou. Todos estes métodos de auto-tortura foram impostos por monges tentando afastar de si a presença do mal. Tentavam aniquilar aquela sua parte que ansiava pelo pecado.

Ao longo da Idade Média, longas procissões de flageladores iam de um país para outro, lamentando-se, chorando, cantando músicas tristes de arrependimento, chicoteando as costas ao longo da marcha. Milhares juntavam-se a estas procissões num esforço para “acabar com o pecado”.

Santa Eteldra cria que sua carne era tão má e impura, que recusava-se a se lavar. Ela andava pelos lugares, sem se lavar e coberta de sujeira, e era reverenciada como santa porque ela supostamente havia conquistado a carne.

Leio a Bíblia e descubro que não sou o único pego na luta entre o bem e o mal. Davi era um homem amado por Deus. Contudo, cometeu adultério com Bate-Seba e depois assassinou o esposo dela para que não descobrisse que ela estava grávida. Foi levado ao desespero. Ele admite: “Os meus pecados estão sempre diante de mim…São demais para mim. Não me entendo…não há coisa sã em minha carne…envelheceram os meus ossos por causa do meu pecado. O meu corpo está cheio de doença repulsiva.”

Paulo, o apóstolo, diz: “Não me compreendo de modo algum, pois realmente quero fazer o que é correto, porém não consigo…Faço sim aquilo que eu não quero – aquilo que eu odeio. Eu sei perfeitamente que o que estou fazendo está errado e, a minha consciência má prova que eu concordo com essas leis que estou quebrando…Seja para que lado for que eu me volte não consigo fazer o bem. Quero sim mas não consigo. Quando quero fazer o bem, não faço; e quando procuro não errar, mesmo assim eu erro… Em minha mente desejo de bom grado ser um servo de Deus mas, em vez disso, vejo-me ainda escravizado ao pecado… QUE SITUAÇÃO TERRÍVEL, ESTA EM QUE EU ESTOU! QUEM É QUE ME LIVRARÁ DA MINHA ESCRAVIDÃO À ESSA MORTÍFERA NATUREZA INFERIOR? MAS, GRAÇAS A DEUS! ISSO FOI FEITO POR JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR. ELE ME LIBERTOU.” (Romanos 7: 15-25 BV – No original do autor: versão de Phillips)

Dois Paulos, também? Sim! Havia uma guerra desesperada nele entre uma natureza espiritual e uma natureza não espiritual, uma natureza atada à outra em constante luta. Esta tragédia desesperadora, que Paulo descreve, é a experiência mais temível que uma pessoa poderia algum dia suportar. É um medo tremendo de perder o controle — um medo tremendo de aborrecer a Deus por ceder a um pecado secreto que de repente fica freqüente, ou pior, medo por ter se submetido ao controle deste pecado.

A vítima que cede à lei do pecado começa a pensar: “O que tenho de fazer para vencer este mal em mim? Chorei um mar de lágrimas — tentei força de vontade – me condenei — prometi mil vezes mudar — já li tudo no mundo que havia sobre como se tornar santo. Mas cheguei ao ponto de exaustão. Será que Deus vai desistir de mim antes de eu aprender como ficar livre? Como posso enfrentar uma força tão poderosa que me puxa para baixo? Do que adianta isso?”

Os que não têm esta tremenda luta íntima chegaram a isso pela fé, ou então são desonestos; não sentem pesar pelo pecado, porque escolhem fazer vistas grossas. Alguns se tornaram endurecidos pelos pecados, e não sentem mais dor de consciência. Outros, programaram para si um esquema primoroso de desculpas e justificativas para tudo que fazem, absolvendo-se de todas as fraquezas e faltas. É prática comum dos que descobrem possuir um problema que controla suas vidas, estudar História, Psicologia, Sociologia, e Religião — para achar justificativa para seu comportamento.

Mas aquele que é honesto ao fazer sua busca, não pode arranjar desculpas tão facilmente e viver bem consigo próprio. Ele tem de enxergar seu lado carnal horrível e admitir: “Sou vendido ao pecado como escravo. Sem Deus, inexiste qualquer coisa de bom em mim. Sou fraco, frágil, inclinado ao pecado, preciso da ajuda de Deus todo dia”. Em verdade, quanto mais santo um homem se torna, mais sabedor ele se torna da própria pecaminosidade.

Há mais de cem anos atrás, o grande pregador escocês Alexander Whyte usa de honestidade ao admitir a batalha entre as duas naturezas em nós. Ele escreve:

“Os escritores têm tido medo de revelar toda a verdade sobre suas tribulações. Uma pessoa cheia de verdade tem de admitir que ‘nunca houve outra com um coração tão débil e mau quanto o meu, nenhuma vida com tanta maldade quanto a minha; nenhum pecador cercado por tantas tentações e provações quanto eu’. Ela deve admitir, por experiência própria de pecado íntimo, que seu pecado é maligno; que o pecado, às vezes, ainda tem domínio sobre ela; que um mal indescritível se oculta no coração; que tudo isso ocorre em seu próprio coração. Essa é a agonia de cada dia, de todo homem cujos olhos estejam abertos para o próprio coração.”

“Não há nada de que se possa ter tanta certeza e segurança, quanto do pecado de seu próprio coração ímpio; de seu egoísmo, de sua inveja, malícia, orgulho, ódio, espírito de vingança e luxúria.”

Capítulo 2 – Porque Parei de Julgar os Pecadores

Um dia dei uma longa e honesta olhada para dentro do meu próprio coração, e não gostei do que vi. Vi um ministro pregando santidade para os outros, só para travar uma guerra particular contra a mesma presença maligna que há nos outros pecadores. Descobri desde então, que alguns destes ministros famosos, que gritam tanto contra a corrupção da sociedade e contra o mal na terra, estão lutando suas próprias batalhas pessoais contra a lascívia. É possível ser um evangelista famoso mundialmente, apregoar sobre a moral corrompida do pecador, e ser tão falso quanto o pior hipócrita do mundo.

“Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?” (Romanos 2:21- Rev. e Atualiz. Original: versão Phillips).

Estou naquele ponto em que se acha que o cristão sem caridade, duro e sem perdão, é o responsável por afastar o pecador do poder redentor de Cristo. A igreja muitas vezes leva aquelas pessoas, cujos problemas controlam suas vidas, a um abandono e a um desespero devastadores, através de uma falsa e sacrossanta fúria contra o pecado. Cristãos, eles próprios vítimas de todos os tipos de tentação, muitas vezes afastam os freqüentadores dizendo-lhes que seus casos não têm cura. Essa atitude condenatória diz aos pecadores: “Continue se afundando no pecado! Você não tem solução! A Bíblia lhe condena, então caia na iniqüidade. Você já está perdido, por isso não vamos desperdiçar tempo tentando lhe ajudar.”

Uma jovem lésbica que assistiu uma de minhas reuniões, me disse de sua dificuldade em ser aceita pelas pessoas da igreja — mesmo depois de sua conversão a Cristo.

“Gostaria que os cristãos parassem de ‘cutucar’ os pecados e tratassem todo mundo igual. Eles tendem a pôr os homossexuais no último lugar quando se trata de se preocupar com eles, e em primeiro lugar na hora de achar que não têm mais esperança”.

“Fico cansada de ver os cristãos aceitando os adúlteros, as prostitutas, os alcoólatras e os masturbadores que se convertem, e depois se encolhendo como víboras quando os homossexuais procuram ajuda. Dá a impressão que estão quase vomitando quando falam comigo; ficam de olho em cada movimento meu; fixam o olhar e ficam me analisando, buscando erros. Eles não conseguem esquecer o meu passado, como se Jesus tivesse vindo a este mundo para salvar todos, menos os homossexuais.”

Não é de se admirar que o pecado funciona por baixo do pano; não é de se admirar que pessoas que possuam hábitos controladores de suas vidas tendam a reagir com violência. Estas almas atormentadas são desprezadas; o escárnio é jogado em cima delas por uma igreja que não quer ter nada a ver com “bichas” e “sapatões”. Todos nós, ficamos muito adeptos da idéia de tratar com desdém pessoas que achamos serem pecadoras e que não têm mais jeito. O desprezo e o sorriso forçado dos cristãos estão dentre as causas maiores de trauma para as pessoas que caem na sensualidade.

Estigmatizamos pessoas portadoras de problemas que estejam controlando suas vidas. Deduzimos a respeito de seus caracteres, e achamos que estão presas para sempre. Ficamos tão ofendidos com suas práticas, tornamos seus pecados tão escandalosos, que as transformamos em degredadas, sem chance de volta. Ajudamos a destruir sua fome de Deus, arrastando-as na avalanche da reprovação e da raiva sem perdão.

Se você rouba do pecador o seu caráter, se você remove sua dignidade, se você se concentra só em seus fracassos, se você o trata como algo não humano, se você bloqueia todas as estradas para um escape — ele é levado ao endurecimento. Ele fica calejado e começa a reagir porque só lhe sobra isso. É fácil pular do endurecimento à violência. Humilhe o pecador, remova seu senso de valor, e logo você o terá levado ao total remorso. Se não há Deus nele para o sustentar, ele vai perder a esperança, e finalmente se entregará àqueles que o aceitarão. Então, ele muitas vezes usa esta hostilidade como desculpa para permanecer em pecado.

A minha compaixão pelos pecadores endurecidos tem sido seriamente testada. Já vi gangues de sado-masoquistas em trajes de couro desfilando pela rua Folson em São Francisco, exibindo a perversão. Eles andam com cintos cheios de pregos, correntes pesadas, chicotes e outros instumentos sado-masoquistas.

Drag queens se empavonam, orgulhosos, mostrando a cara a pessoas decentes. Um número incontável de gays já me chamou de fanático e impostor. Xingam meus esforços honestos para os ajudar — jogam meus livros na sarjeta, pulam em cima deles e ofendem o autor com torrentes de palavrões.

É nessa hora que pensamentos horríveis começam a surgir em mim. Vou pensando: “Deus, não há jeito para eles. Eles não Te querem; não querem ajuda. Estou perdendo o meu tempo. Talvez um terremoto seja a única linguagem que consigam entender. Por que pregar cura para pessoas orgulhosas que nem admitem que precisam de ajuda?”


Mas quando vou para a região do Tenderloin em São Francisco, e converso com os que chegaram ao fundo do poço — e estão drogados, estourados, no fim da linha — algo de belo acontece. Os pecadores tendem a ser honestos na hora do desespero. A verdade vem à tona no fim do jogo. O falso atrevimento, a fachada de faz de conta, tudo desmorona. E de repente você encontra apenas mais um pobre e perdido pecador, precisado do amor e da compaixão de Cristo. Eles deixam escapar dolorosas confissões de terem sido jogados de um lado para outro, de terem sofrido abusos, de terem sido usados, rejeitados e mal compreendidos.

Não dá para explicar a alegria de ver corpos e mentes em frangalhos sendo restaurados pelo poder de Deus. É isso que faz com que de tempos em tempos voltemos novamente para as ruas, dispostos a sofrer maltratos dos endurecidos adversários de Cristo. Pode ser só um em mil que admita a necessidade, ou sofra o suficiente para querer mudar. Mas Deus nos guiará à esta pessoa — e não há poder na terra ou no inferno que possa impedir o Espírito Santo de limpar este coração faminto trazendo a cura.

Paulo o apóstolo diz: “Deus me mostrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo” (Atos 10: 28).

Procurando a Solução

Durante anos tentei achar a chave do poder contra o pecado. Vejo em mim tantas coisas nocivas e anseio ficar livre da escravidão da carne.

A procura de poder contra o pecado levou-me à uma peregrinação de dez anos por bibliotecas, artigos, conferências com eruditos bíblicos, e a um estudo completo da Bíblia – especialmente do livro de Romanos. Tudo que li e ouvi descrevia claramente a situação humana de fraqueza, e a sempre presente luta contra o mal. Desde Paulo o apóstolo, até líderes da igreja como Orígenes, Cipriano, Crisóstomo — de Agostinho até Lutero, Calvino, Zuínglio, Wesley, e mesmo teólogos e estudiosos modernos — todos descreviam a batalha, e todos admitiam que eles, também, estavam na mesma luta. Por um lado, isto me reassegurava que eu não era um tipo excêntrico de cristão, e que a vergonha pelo pecado do coração era compartilhada pelos homens mais piedosos que já viveram na terra. Mas por outro lado, era desencorajador aprender tanto sobre a luta, e tão pouco sobre a cura. Como Paulo, todos faziam a grande pergunta: “Quem vai me livrar dessa desventura que há em mim? Como posso ficar livre desta natureza pecaminosa?” E, como Paulo, todos respondiam: “Através de Jesus Cristo, o Senhor.”

Ótimo! Cristo é a cura. Paulo sabia disso; os pais da igreja sabiam disso; e eu sei. Mas o que exatamente isso significa? É como dizer: a luz é produzida pelo sol. Como Cristo é a cura? Como recebo Seu grande poder em meu corpo tão fraco? Como me ligar à essa fonte sobrenatural de retidão? Não é suficiente dizer que Jesus pode me salvar e me guardar do pecado. Não basta me dizerem: “A libertação vem pela fé.”

Paulo tenta explicar os passos para o poder contra o pecado na carta aos Romanos. Ele fala sobre a luta entre um velho homem e um novo homem. Ele admoesta os cristãos contra a tendência à carnalidade – uma mente carnal – e previne que a vitória contra o pecado é possibilitada pela inclinação ao espiritual – uma mente espiritual.

Dois homens em mim? Duas leis agindo em mim? Duas mentes tentando me controlar? Dois espíritos em combate? Francamente, é muito confuso. Li muitas interpretações eruditas do que Paulo supostamente está dizendo, e fiquei ainda mais confuso. Os intelectuais discordam quanto ao real significado da mensagem de Paulo em Romanos. Até Pedro tinha dificuldades em entender certos argumentos de Paulo: “Ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas cousas difíceis de entender.” (2 Pedro 3:16).

Não posso acreditar que o caminho para o poder sobre o pecado seja um segredo negro e profundo, que se leva anos para aprender. Veja, estou precisando de ajuda já. Não dá para esperar dicas. Se eu não entender como Deus funciona, e o que Ele espera que eu faça, para mim acabou. O pecado pode me derrotar e destruir, a menos que Deus me jogue uma corda de salvamento com a verdade.

O que preciso mesmo é que Deus chegue até esta minha alma tão ligada às coisas terrenas, tão confusa, tão inclinada a pecar, e me mostre como romper este encantamento do pecado.

Capítulo 3 – Poder Contra o Pecado.

Eu achei que o jeito de ter poder contra o pecado seria estudando a origem dele. Em outras palavras, de onde veio o pecado, e como fui infectado por ele? Mas como esse estudo é longo e complexo. Trata-se de uma história um tanto quanto complicada de uma guerra nas estrelas que ocorreu antes de eu nascer, quando o anjo chefe, Lúcifer,levou um exército de um terço dos anjos de Deus a uma inssurreição

A origem do pecado também tem a ver com o fato de o homem nascer com livre arbítrio, incluindo alternativa para praticar o mal. Tem a ver com Satanás trazendo esta alternativa à atenção de Eva, a primeira dama da criação. Tem a ver tanto com Adão, quanto com Eva, tendo seus olhos abertos para a luta interior que eles introduziram em seus corpos e mentes. Como o pecado foi comunicado de Adão para o resto da raça humana, é outro daqueles problemas teológicos que ainda se discutem.

Decidi-me não tentar buscar a origem do pecado de Adão. Estou mais preocupado com a minha própria luta. Uma pessoa com câncer não está preocupada em se envolver num estudo sobre como o câncer se originou. Ela simplesmente quer a cura para a doença dela. É verdade que o médico deve entender a causa da doença a fim de achar uma cura. Mas o corpo aflito está mais interessado em ajuda imediata.

Simplesmente pedi ao Espírito Santo que me mostrasse como honestamente lidar com o mal, que agora mesmo está presente em mim. Para mim não importa de onde ele veio, como se originou, ou como entrou em minha mente — o que eu sei é que ele existe, que não quero que ele me domine, e que preciso de ajuda para superá-lo. Pedi que Deus me desse a resposta em termos simples que eu pudesse entender. Com fé como a de uma criança, topei com três absolutos que abriram minha mente para uma nova vida de liberdade em relação ao domínio do pecado. Eles são a chave para a minha vitória contra o engano do pecado. Se você, também, está procurando verdadeira libertação, estude estes absolutos cuidadosamente.

Absoluto 1:
Todos Somos Pecadores

A Bíblia diz: “Todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado” (Romanos 3:9).

Algumas pessoas são melhores do que as outras? Os heterossexuais são melhores do que os homossexuais? Os abstêmios são melhores do que os que bebem? Os esposos e esposas fiéis são melhores do que os vizinhos adúlteros?

A Bíblia deixa a coisa clara, de uma vez por todas. NINGUÉM É INOCENTE. Todos pecamos.

“Ninguém é bom – ninguém no mundo inteiro é inocente. Ninguém jamais seguiu realmente as veredas de Deus, nem mesmo desejou verdadeiramente fazê-lo. Todos se desviaram; todos caíram no erro. Ninguém, em parte alguma, fez só o que é direito durante toda a sua vida – nem uma só pessoa” (Romanos 3: 10-12 – Bíblia Viva)

A Bíblia não desperdiça palavras na descrição do que está no coração do pecador. É um quadro feio com o qual todos estamos familiarizados. O que está no coração do homem sai pela sua boca.

“O que falam é abominável e tão sujo quanto o mau cheiro de uma sepultura aberta. Suas línguas estão cheias de mentiras. Tudo o que dizem tem o ferrão e o veneno de serpentes mortíferas. Suas bocas estão cheias de maldição e de amargura. Estão prontos para matar, odiando qualquer um que não concorde com eles. Por onde quer que vão eles deixam a miséria e o transtorno atrás de si. Nunca chegaram a saber o que é sentir-se seguro e desfrutar das bênçãos de Deus. Não se importam com Deus, nem tampouco com o que Ele pensa deles” (Romanos 3: 13-18 – BV).

É muito importante a maneira pela qual vejo meu pecado. A Bíblia diz que minto se vanglorio-me dizendo que não há pecado em mim. A única maneira pela qual posso alcançar a Deus, é primeiro ir fundo em meu próprio coração, arrastar para fora toda a imundície – as coisas más escondidas lá – e deixar que Sua luz revele tudo.

A Bíblia diz: “Desde a planta do pé até à cabeça não há nele cousa sã (em nós)” (Isaías 6:1). Pecado é a palavra que polui cada parte de nossos corpos e mentes.

A Bíblia diz que o meu coração é “Enganoso…, mais do que todas as cousas” (Jeremias 17:9). Por que será, então, que não vemos nosso pecado como sendo algo mal e perigoso, e por que damos desculpas para ele?

Saimos por aí enganando a nós mesmos na crença de que o pecado não é tão pecado quanto Deus diz que é, e que não somos tão maus quanto realmente somos. Inventamos uma lenga-lenga enorme de palavras suaves e frases nebulosas, formadas para dar uma explicação quanto à corrupção do pecado.

O pecado raramente se apresenta a nós em suas cores verdadeiras; ele não aparece e diz: “Sou seu inimigo mortal; estou prestes a lhe enganar, lhe destruir, e mandar para o inferno”. Antes, o pecado nos chega como uma aparição angelical, com um beijo, um braço estendido, palavras de elogio. O pecado raramente parece pecado no começo. Mas, mesmo que se disfarce o pecado com nomes suaves não se consegue mudar seu caráter.

A teologia aberta e liberal que nos empurram atualmente, é uma praga moderna que não consegue trazer conforto nem mesmo a quem a prega. Temos um número excessivamente grande de falsos profetas nos púlpitos que são hábeis enganadores. Eles tentam absolver o pecado pintando-o inteiro de cinza. Para eles, ninguém está certo e ninguém está errado. Todo mundo vai se salvar; Deus ama a todos; pecado é apenas inospitalidade ou ódio pelo semelhante.

Mas estes mesmos “silenciadores do pecado” compartilham com todos os pecadores o mesmo tormento interior, o mesmo sentimento de culpa e corrupção. Deixam a solidão, o vazio, e o desespero para fora de suas considerações. Eles podem tentar tornar o pecador confortável em seu pecado, mas não conseguem supri-lo de descanso e paz duradouros. Não conseguem aquietar a voz interior profunda que clama: “Apesar de tudo isto,você ainda é culpado.”

O pecado se manifesta de duas maneiras: primeiro, parecendo insignificante e inocente; e segundo, parecendo encantador, prazeroso e reconfortante.

O pecado quase sempre cria uma falsa sensação de paz e “correção”. Dois amantes, pegos em um caso secreto ilícito, dizem para si: “Isto não é pecado; me dá tanta paz e alegria. Me sinto tão completo, mais do que tudo na vida”.

Essa paz falsificada leva o pecador a imaginar que não está pecando. Eles presumem que o quê estão fazendo está correto, pois sentem-se tão satisfeitos, e assumem que não estão fazendo mal a ninguém. Mas a satisfação que o pecado cria está baseada numa ilusão. É uma liberdade falsa alicerçada no erro. E quando a ilusão se esvai, não sobra nada senão a dor e o desespero. É por isso que o pecado leva à depressão.

O pecado produz orgulho. E o orgulho aborta todo desejo de verdade e retidão. O resultado final é uma arrogância que ridiculariza Deus e os inimigos. A Bíblia descreve claramente o estilo de vida do pecador orgulhoso:

“O perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações …quanto aos seus adversários, ele a todos ridiculariza…A boca, ele a tem cheia de maldição, enganos e opressão; debaixo da língua, insulto e iniqüidade…Põe-se de tocaia nas vilas… Diz ele, no seu íntimo: Deus se esqueceu, virou o rosto e não verá isto nunca” (Salmo 10:4-11).

Os pecadores muitas vezes se acham livres dos pecados aos quais estão mais escravizados. Não há renovação ou conversão porque não podem ser convencidos de qualquer erro ou culpa.

Alguns prefeririam morrer a abandonar a sensualidade. Como disse um gay: “Prefiro morrer e ir para o inferno, a deixar de ser gay. Para mim não existe céu sem gays. É melhor vender a alma a ter que mudar”.

O pecado reina de modo tão completo, que leva à uma total desilusão consigo mesmo. Leva as vítimas a desconhecerem a si próprias, de modo que não sabem o que realmente pensam, o que amam ou detestam, ou que se habituaram a algo e estão aprisionadas. Os pecadores com o tempo minimizam tanto a Cristo, que dificilmente voltam a pensar em salvação ou justiça. Ouvem tanto sobre Cristo e sabem tão pouco sobre Ele – pois o pecado destrói a compreensão das coisas espirituais. Ele estreita a liberdade de escolha que possuem, que se reduz a objetos de auto gratificação, e rouba-lhes o poder de servirem a Deus.

A mente fica tão distorcida pelo pecado, que leva os homens a temerem o câncer, mas a rirem do inferno. Buscam ajuda por uma dor de dente — porém permitem que suas almas entrem em decadência, e se percam pela negligência. Que pena! Que estupidez!

Só com o passar do tempo o pecado revela sua verdadeira natureza cancerosa. O homem peca e, porque não cai morto, ele acha que não é perigoso. Sua consciência cauterizada não lhe causa nenhuma dor no corpo, o peso do pecado cresce devagar, e o indivíduo não tem idéia do quanto está carregado dele.

O pecado mantém controle sobre o pecador prometendo mais e mais liberdade pela vida à fora.

O pecado possui sua própria lei oculta da gravidade, que provoca rebaixamento automático. Quanto mais baixo se vai, maior se torna a amplitude. É sempre contagioso, e leva para o fundo todos que estiverem ligados a ele.

O pecado é mais perigoso no pecador, quando este está ouvindo o chamado de Deus. O pecado vai se utilizar de qualquer tipo de engano para não deixar de ter controle sobre suas vítimas. O pecado se torna sutil quando o evangelho está perto. Ele não sugere: fuja ou zombe; ele prefere sugerir: Espere! Não se apresse! Mais tarde! Se isso não funciona, o pecado vai fingir ser a VOZ DO ESPÍRITO, dizendo ao homem interior: “Renda-se a Deus; transforme-se — daqui a pouco”.

O pecado oferece serviço à humanidade em substituição ao serviço para Deus. O caminho para a dignidade e a satisfação é então através da ajuda aos necessitados: levantamento de fundos, envolvimento social em muitas e diferentes causas. Torna-se uma religião substituta de boas obras e atos de caridade. A Bíblia denuncia esta religião de boas obras.

“A salvação não é uma recompensa pelo bem que fizemos, portanto nenhum de nós pode obter qualquer mérito por isso…” “Devido à Sua (de Deus) bondade é que vocês foram salvos, mediante a confiança em Cristo…” (v. Efésios 2:8,9 BV).

Sejam eles cometidos abertamente ou em segredo, todos os pecados precisam ser renunciados e confessados — ou Deus não poderá lhe ajudar a se apartar deles. A CAUSA DA AGONIA MAIOR É A MANUTENÇÃO DE ALGUM PECADO OCULTO. Ele cega os olhos da alma, e os enfraquece para que não vejam a triste situação.

Nenhuma pessoa pode ser um crente verdadeiro, enquanto o pecado não se tornar para ela a maior dor e apreensão. Toda alma que vem a Deus deve admitir “a pecaminosidade” de seus maus procedimentos.

 

Absoluto 2:
Nossos Pecados nos Tornam Escravos

Jesus deixou bem claro que qualquer homem que comete pecado se torna escravo dele. Ele diz: “Vocês são escravos do pecado, todos vocês” (João 8:34 BV).

Temos o temível poder de escolher nossos próprios senhores. Paulo diz: “Será que vocês não compreendem que podem escolher seu próprio senhor? Podem escolher o pecado (com a morte) ou então a obediência (com a absolvição). Aquele a quem você mesmo se oferecer, este o tomará, será o seu senhor e você será escravo dele” (Romanos 6:16 BV).

Passo a passo, o pecado secreto leva a vítima a um estado de cativeiro desesperador. Cada vez que se cede a ele, é uma nova corrente sendo colocada. Leva à uma “fixação” pelo que é corrupto. Quando a mente descobre que o corpo está preso por um hábito cruel, ela simula desamparo. “Fui destinado à escravidão”, argumenta a mente. “Deus me fez assim. Como Ele vai poder me julgar, se não sou responsável por essa maligna tração magnética que sofro? Sou assim desde a infância”.

Não é assim, segundo a verdade de Deus. Escravizamo-nos a nós mesmos seguindo nossas cobiças até o ponto sem volta. Somos afastados e seduzidos pelas cobiças que guerreiam em nossos corpos.

Não vem naturalmente, pois todos nascemos com livre arbítrio para escolher o certo ou o errado.

Paulo diz: “…vocês…embora… tivessem escolhido ser escravos do pecado…” (Romanos 6:17 BV).

Você pode rejeitar este conceito de escravidão como sendo um processo aprendido de comportamento. Você pode pôr a culpa em algum tipo de defeito de personalidade, neurose, ou algum outro fator de stress. Você pode ficar repetindo a si próprio que não é responsável por seus atos — MAS VOCÊ NUNCA SE LIVRARÁ DO SEU PECADO ENQUANTO NÃO ACEITAR A RESPONSABILIDADE DE TRATAR COM ELE. VOCÊ TEM DE QUERER LIBERTAÇÃO.

Se continuar acreditando que o pecado é herdado, e que você é igual à uma rolha levada por uma enorme correnteza, você finalmente se renderá à escravidão: que adianta lutar se não dá para vencer? Por que procurar cura, se não há nenhuma? Por que falar de cura se você não admite que está doente?

Esta abordagem fatalista é uma mentira esperta de Satanás para manter os escravos em fila. Não há um til de verdade nisso. Inexiste pecado muito difícil para Cristo curar, cativeiro muito poderoso para Ele romper. Você pode achar que está inevitavelmente acorrentado a um hábito, ou aos encantos físicos de algum homem ou mulher, mas Cristo pode derreter estas correntes como se fossem cera.

Há vinte e dois anos atrás fui para os cortiços de Nova York para trabalhar com os viciados em drogas. As maiores cabeças científicas e religiosas daquele tempo diziam que os viciados em drogas não tinham cura. O então governador do estado, Nélson Rockfeller, tinha acabado de completar um programa multi- milionário de pesquisas, sem um único resultado positivo. Em reuniões médicas, uma após a outra, eu ouvia “especialistas” dizendo: “Não há cura conhecida para o viciado em drogas. Ele é uma pessoa psicológica e fisiologicamente acabada. O máximo que se pode fazer é oferecer metadona como droga substituta”.

Comecei o trabalho para Deus em um velho e deteriorado casarão em Brooklin. Porém, eu ficava com aquele pensamento me incomodando no fundo da cabeça: “Talvez eles não possam se curar. Talvez haja personalidades que já tenham uma tendência, e sejam destinadas a viverem como escravas das drogas”.

Todo viciado em drogas que entrava pela nossa porta repetia a frase dos especialistas. Toda hora repetiam: “Não tem jeito. Não dá pra segurar. Uma vez drogado,sempre drogado. Nasci para acabar assim mesmo”.

Era uma tremenda mentira do diabo. Deus nos ajudou a mostrar isso com um grau documentado de 85 por cento de cura, e hoje milhares de viciados em drogas e alcoólatras, ficaram totalmente libertos da escravidão. A maioria não tem sequer o menor desejo por aquela coisa que no passado os escravizava.

Creio que o mesmo é verdade no homossexualismo. Ouço os especialistas, mesmo dentro da religião, me dizendo que este problema é diferente. Me dizem que os homossexuais nascem assim. Que se trata de um padrão psicológico de comportamento tão profundo, que nada pode alterar seu curso. Igrejas e ministérios capitulam, e alguns agora rejeitam a possibilidade ou a necessidade de cura. No entanto, centenas de gays e lésbicas estão agora mesmo encontrando poder para transformar suas vidas através de Jesus Cristo. Uma fome espiritual está se desenvolvendo no coração dos homossexuais por todo o mundo. Acho que é o resultado de uma obra soberana do Espírito Santo, para mais uma vez provar que Cristo pede cura, não capitulação. Tão certo quanto o Espírito Santo quebrou as pernas do vício das drogas e do álcool, Ele quebrará o mito de que o homossexualismo é incurável.

Pode-se justificar qualquer tipo de escravidão, se você comprar a mentira de que Deus lhe pregou uma peça, e o escolheu como vítima para ser acossado. Que alívio poder pôr a culpa nos pais, em Deus, no destino. E que final devastador este engano pode trazer!

Os convertidos estão constantemente sendo tentados a cair de novo neste engano. A batalha estará perdida, desde que a mente se convença de que nada pode ser feito em relação ao problema do pecado. Quando desejos antigos retornam, a presença do mal sugere: “A sua liberdade nunca será definitiva. Entregue-se ao inevitável. Você não muda. Como o leopardo, suas manchas não podem ser removidas. Volte; você está perdendo tempo; o destino está contra você. Isso nasceu com você; é a sua natureza; pare de lutar contra. Saia do armário, e viva com isso”.

A vitória é possível só quando a verdade se desenha de modo claro e definitivo:

– NÃO NASCI PARA SER ESCRAVO.

– POSSO DESAPRENDER TUDO QUE APRENDI!

– ESCRAVOS PODEM SER LIBERTOS!

– SATANÁS NÃO PODE ME FAZER CULPAR A DEUS POR TER ME MARCADO!

– NÃO SOU DEFEITUOSO!

– NÃO ESTOU PRESO PARA SEMPRE. EU APRENDEREI A SER LIVRE!

Com Deus não há essa coisa de “no fundo do poço”, ou “envolvido demais”, ou “tarde demais”, ou “muito difícil”.

“Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Marcos 10:27 – Rev. e Atualiz. – Original: versão de Phillips).

Absoluto 3:
Um Plano Foi Desenvolvido Para a Nossa Liberdade

A lei do Velho Testamento levou a humanidade à culpa e à condenação, porque mesmo mostrando o pecado com clareza, faltava a ela o poder para produzir obediência. Era impossível a qualquer ser humano cumprir inteiramente todas as leis e mandamentos de Deus.

Paulo diz: “Vocês podem ver agora? Ninguém pode jamais ser declarado justo aos olhos de Deus por fazer o que a lei ordena. Quanto mais conhecemos as leis de Deus, mais claro fica que não as obedecemos, pois que suas leis nos fazem ver que somos pecadores” (Romanos 3:20 BV).

Suponha que você tropece em um homem lá no meio da selva distante, longe dos recursos do conhecimento. Ele está sentado no chão, cercado por uma variedade de coisas que ele não tem idéia como usar. Ele tem um pedaço de carne crua, uma vasilha de água, um pequeno pote com terra, correntes de ferro, roupas feitas de peles, e um fogo queimando.

Ele fica com sede, então pega o pote e o joga no rosto, deixando-o com os olhos assombrados. Ele fica com fome, então mastiga as próprias roupas. Ele fica com frio, então senta-se na vasilha com água. Ele sente dor no tronco, então ele o bate com correntes de ferro. Quando fica cansado, ele se deita no fogo. Ele tenta forçar a carne ouvido a dentro, para acabar com uma dor de ouvido.

Que tormento este pobre homem teria de suportar por não ter idéia de como usar as coisas à sua disposição. Ele não entende a lei do fogo, da dor, da fome, ou da sede. Suponhamos que você se aproxime deste homem, e lhe mostre como cozinhar e comer a carne, como usar as correntes para puxar a lenha para a fogueira, como vestir as roupas quando estiver com frio, como beber água para matar a sede. A partir daí, ele irá saber que é errado fazer do jeito antigo..

Você mostrou a ele como é errado deitar no fogo, só para colocá-lo sob cativeiro? Você o fez para roubar-lhe a liberdade de escolha? Não! Você o fez para salvá-lo da auto-destruição.

Dessa maneira, as leis de Deus e os Seus mandamentos são para o nosso próprio bem. Não objetivam limitar nosso livre estilo, ou impedir nossa liberdade. Elas são feitas para nos ensinar a maneira apropriada de usar as coisas criadas por Deus. As leis de Deus são designadas para nos mostrar que se usarmos de maneira inapropriada o mundo e as coisas que estão nele, isso nunca poderá trazer felicidade ou satisfação – que apenas acrescentaremos à dor e ao erro de procedimento, as coisas designadas para nos auxiliar.

Quero lhe mostrar a fraqueza de tudo isto, e porque um novo plano tinha de ser desenvolvido. Você pode mostrar àquele homem mal orientado, o quão prejudicial pode ser a maneira que ele usa para fazer as coisas; você pode lhe mostrar como fazer da maneira certa – mas você não pode forçá-lo a fazer do jeito certo. Ele pode voltar a golpear o peito com a corrente, jogar terra nos olhos, e sentar na água fria num esforço para se esquentar, simplesmente porque ele está acostumado a fazer desse jeito.

Deus tinha de enviar Cristo para morrer na cruz. Teimosos como somos, continuamos fazendo as coisas do jeito que queríamos, e a nos destruir. Deus nos deu a lei para nos mostrar a maneira tola pela qual conduzíamos nossas vidas, e para nos avisar das conseqüências, mas preferimos continuar fazendo do jeito que estávamos acostumados. Então a lei falhou em nos levar a fazer o que era certo. A lei era uma aula ilustrada à qual ninguém prestava muita atenção.

Eis porque um novo plano para salvar a humanidade foi desenvolvido. Um novo caminho tão simples que até uma criança pode compreender. O novo plano consisitiu em crer, em vez de fazer.

Capítulo 4 – O Novo Plano.

“Agora, porém, Deus nos mostrou um caminho diferente para o céu – não o fato de sermos ‘bonzinhos’ e procurarmos guardar suas leis, mas um novo caminho” (Romanos 3:21, 22-BV)

Que situação difícil! Tudo que Deus queria era compartilhar Seu amor, e tornar Sua criação feliz e plena, mas agora o pecado O estava levando além do Seu amor. Se o ser humano continuasse nesse curso, Deus no final das contas não teria ninguém querendo Seu amor, e toda a humanidade estaria se escondendo de Sua presença. Ele não podia permitir isto.

O homem acaba em um dilema angustiante. O homem natural, criado com fome pelo amor divino, não consegue compreender ou captar este amor. Então o homem sai buscando métodos de satisfazer esta fome por meios carnais.

Alguns acham que a fome se origina no ventre. A comida se torna seu deus. “Cujo deus é o ventre”, dizem as escrituras. Confundem o apetite por Deus com apetite por alimentos, e se tornam glutões. Na solidão, comem. Na depressão, comem. Quando aquela fome desconhecida, íntima e profunda começa a roer por dentro, tentam afogá-la num avalanche de comida. Não adianta. Nunca se satisfazem.

Esta fome leva a humanidade para o álcool! Recentes pesquisas revelam que uma maioria impressionante da população agora bebe regularmente. Quanto mais o homem se desgarra do amor de Deus, mais ele bebe. Ele pode afugentar a fome por algumas horas, mas ela sempre volta com intensidade maior.

Outros, acham que o apetite está na região lombar, no tronco. Desenvolvem um apetite insaciável por sexo. São vencidos pelo instinto de serem segurados, tocados, abraçados, profundamente amados. Pulam de uma pessoa para outra, na tentativa de satisfazerem este desejo profundo e íntimo. Alguns cobiçam homens; outros, cobiçam mulheres. Infelizmente para eles, o espírito não está ligado ao tronco. É por isso que o sexo não pode produzir amor. O tronco de uma pessoa tem tanta chance de produzir amor quanto o ventre. Nem pessoas legalmente casadas conseguem produzir amor com sexo. Eles podem se entregar ao sexo com freqüência, e ainda assim não satisfazerem sua real necessidade de amor. O amor é uma dádiva espiritual divina que não é produzida com sexo. Duas pessoas fazendo sexo é igual a duas pessoas almoçando. Ambas atividades estão satisfazendo uma fome espiritual, mas de modo algum produzem real amor. O sexo pode temporariamente satisfazer a fome humana, mas não consegue satisfazer a fome do homem interior.

Em relação à atual geração pode se dizer que “…o tronco é o seu deus”. Em vez de adorar a Deus, e aceitar Seu amor, buscam satisfazer a fome na adoração do corpo, e tornando o sexo o seu deus. Mas não demora muito para descobrirem que o sexo não produz felicidade, alegria duradoura, ou paz.

Perversão não é praticar um ato sexual ilegal; é recusar o amor de Deus, substituindo-o por amor a si próprio. É a adoração do próprio corpo. É fazer do tronco o seu ídolo. E todos os problemas do homem resultam da recusa de ele reconhecer que suas reais necessidades são espirituais, e não física.

A Solução Final

Sendo o homem culpado, estando ele com medo de Deus e escondendo-se dEle, Deus decidiu Ele mesmo entrar na raça humana através de Seu Filho Jesus. O trabalho de Jesus era muito simples: Ele foi enviado para trazer a humanidade de volta para Deus.

“Pois Deus estava em Cristo, recuperando o mundo para Si, não levando mais em conta os pecados dos homens contra eles, e sim apagando-os. Esta é a mensagem maravilhosa que Ele nos deu para transmitir aos outros” (2 Coríntios 5:19 BV).

Pense nisso! Deus estava naquele Homem Jesus, movendo-se na tentativa desesperada de restauração da humanidade ao Seu glorioso amor. A comprovação é impressionante:

“Deus, no entanto, mostrou seu grande amor por nós, enviando Cristo para morrer por nós enquanto ainda éramos pecadores” (Romanos 5:9 BV).

Deus se cansou de permitir que obstáculos se colocassem entre Ele, e o Seu objeto de amor. Ele resolveu que nunca mais coisa alguma separaria o homem do Seu amor. Porém, o pecado ainda era a grande força que separava o homem de Si, Deus. Toda vez que o homem pecava, ele corria e se escondia de Deus. Adão fez isso; Caim fez isso; Davi fez, e nós ainda estamos fazendo. Deus disse: “CHEGA!”

Deus resolveu colocar todos os pecados da humanidade sobre o Seu próprio Filho, deixando que Ele morresse como condenado cheio de culpa, e através disso deixando o homem livre de pagamento e castigo. Seria mais ou menos como um juiz escolhendo uma pessoa inocente para pagar por todos os crimes de cada um dos prisioneiros de todas as cadeias, sentenciando-a à morte, abrindo as prisões, e deixando que todos os prisioneiros saíssem em liberdade. Será que soa ridículo que uma pessoa possa pagar pelos crimes de todos os infratores? Claro que sim! Mas por um ato de amor que denominamos de GRAÇA, Deus fez exatamente isto.

Deus resolveu libertar, soltar, perdoar a dívida pelos pecados do mundo inteiro. Cristo foi crucificado, e ressuscitou; e Deus disse: “O Meu plano foi completado. O homem agora pode retornar ao Meu amor, porque livremente o perdôo. Eu libero-o de toda culpa; não tenho absolutamente nada contra ele. O pecado já não pode mais interpor-se entre nós”.

Perdoados? Perdoados de adultério? de homossexualismo? de assassinato? Estupro? Incesto? Vício em drogas? Alcoolismo? Roubo? Jogatina? Lascívia? E perdoados de todos os outros pecados conhecidos pela humanidade? Exatamente isso! Perdão integral sem ter de trabalhar por isso, sem o merecer! É uma dádiva de Deus, tornada possível pela morte de Cristo, recebida pela fé.

Alguém perguntou a Jesus: “O que devo fazer para ser salvo?” Em outras palavras: “Qual é o meu papel neste plano feito para me ajudar? Há algum truque? Como poderei desfrutar desta libertação do pecado e da culpa?” Jesus respondeu com uma única palavra: “Creia!”

Você ouviu isso a vida inteira: creia e seja salvo. Mas o que quer dizer isto?

Crer é consentir com algo que você ouviu.

Fé é o que você faz em relação a algo que você sabe.

Por exemplo, o diretor da cadeia chama um prisioneiro, lhe mostra um documento oficial e diz: “Tenho em mãos o seu perdão! Você crê nisso?”

O prisioneiro acena a cabeça e diz: “Sim, eu creio”.

O diretor da cadeia abre o envelope do documento, lê o perdão em voz alta, volta-se para o prisioneiro e diz: “Você é um homem livre. Você pode ir embora na hora que quiser”.

O pobre prisioneiro, equivocado, aperta as mãos do diretor da cadeia, diz: “Obrigado”, e VOLTA DIRETO PARA A CELA, E AOS ANTIGOS COMPANHEIROS!!

Ele ouviu a boa palavra; creu em cada um dos termos; até foi educado e disse obrigado. Mas se tivesse fé no que ouviu, ele teria saído do escritório do diretor da cadeia sem olhar para trás.

Até os diabos “crêem” em Deus e tremem na Sua presença. Você não será transformado simplesmente concordando com a Palavra. Não é para você dizer: “Claro, estou ouvindo; eu entendi”, e aí voltar para os pecados, sem fazer algo em relação ao que você sabe ser a verdade. O que você faz em relação ao que sabe, é a responsabilidade que Deus coloca sobre você.

“Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2:26 – Rev. e Atualiz. – Original: Phillips).

Capítulo 5 – Você Tem o Direito de Ficar Livre.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Não há nenhum outro direito pertencente à humanidade mais importante que o DIREITO DE FICAR LIVRE DO PODER DO PECADO. Permissão para pecar à vontade não é liberdade, antes, leva à uma escravidão que fica lhe cobrando.

A liberdade oferecida por Cristo é a ruptura de todas as correntes do pecado, e a saída da prisão de todos os maus hábitos. Sugerir que um pecado controlador de vidas é aceitável a Deus, é acusá-Lo de cruel negligência e de desinteresse. Que Pai amoroso aceitaria que um filho Seu permanecesse preso às correntes, e usado como escravo?

Pode o cristão continuar entregue a paixões secretas, e permanecer favorecido por Deus? A minha resposta é: por que ele iria querer isso? É como perguntar: “Será que uma pessoa pode estar ótima, acorrentada na prisão?” Por que um prisioneiro iria preferir ficar trancado, com um juiz diante de um portão aberto lhe apontando a liberdade? Não há propósito em se condenar o pecado sexual como sendo apenas uma abominação, algo não natural, uma perversão ou depravação. Estes são apenas efeitos colaterais do problema real: CATIVEIRO.

A Bíblia diz que A VERDADE LIBERTA O HOMEM. Cristo morreu para nos conceder esta liberdade, e Ele não está disposto a permitir que os homens zombem disto. Eu, em absoluto, não estou interessado nos antiqüíssimos argumentos sobre qual era o pecado de Sodoma, ou em mexer com teologias sobre o que a Bíblia diz ou deixa de dizer em relação a homossexualismo, alcoolismo, vício em drogas, ou outros hábitos controladores de vidas. Tudo que sei, é que quando as pessoas aceitam a verdade de Cristo, isso as deixa livres — ponto final! Os homens não podem explicar a liberdade cristã como sendo o direito de se pecar à vontade – Deus então define claramente o que é a liberdade.

“Porque a velha natureza pecaminosa dentro de nós está contra Deus. Ela nunca obedeceu às leis divinas e nunca o fará. É por esta razão que NUNCA PODEM AGRADAR A DEUS aqueles que ainda estão sob o controle de sua própria natureza pecaminosa, inclinados a seguir seus antigos desejos malignos” (Romanos 8: 7,8 BV).

Um Novo Amor

É impossível levar qualquer problema controlador de vidas a parar completamente, e removê-lo sem colocar alguma outra coisa no lugar. O pecado não cede quando revelado; o medo não acaba com ele; ele não se auto destrói. Não existe essa coisa de simplesmente se separar de um velho hábito.

É preciso mais do que um simples ato de resignação. É preciso mais do que um dia de repouso, ou do que tristeza na hora de dormir. É preciso mais do que um superficial arrependimento teatral. O coração não consentirá em ter uma sua afeição roubada, sem que uma outra preencha o vácuo. Ele não consentirá em ficar desconsolado sem amor, a menos que um maior amor desaloje o velho.

O coração do homem se revolta contra o vazio; ele não suporta ficar em estado de penúria, ou de sofrido esvaziamento. A natureza efetivamente abomina o vácuo, por isso romper com qualquer afeição do coração, e deixá-lo vago, se trata de uma empreitada desesperadora. O coração humano precisa se agarrar e unir à uma afeição maior. Ele tem de ter algo a que se apegar, a que se prender.

Toda pessoa que tenta arrancar do coração algum tipo de pecado prazeroso ou afeição, sem colocar outra coisa no lugar, está flertando com uma situação desastrosa.

O estado final deste homem pode ser pior do que o primeiro, com uma legião de demônios se juntando para preencher o vazio.

Cristo não é um tipo qualquer de “desligador de pecado” que sai removendo hábitos e prazeres dos pecadores, deixando-os limpos, porém vazios. Deus não tira nada de ninguém; Ele simplesmente oferece algo muito melhor. Deus não produz vazios; Ele os preenche. Nós entendemos Deus errado. Ficamos Lhe pedindo que tire algumas coisas de nós, em vez de pedir que inunde nossas almas com as poderosas cataratas do Seu amor, e nos dê algo muitíssimo maior.

O amor de Deus e o amor deste mundo são duas afeições; não apenas rivais, mas inimigas. Eles não podem habitar juntos no mesmo coração. Mas o amor de Deus é tão poderoso, tão consumidor, que sujeita todos os outros amores. Se outras afeições não cedem, Ele as expulsa.

Quando aceitamos nossa adoção na família de Deus pela fé em Cristo, Ele coloca o coração sob o domínio de uma única e gloriosa afeição, através disso livrando-nos da tirania de velhas afeições.

Você não será livre enquanto não dispuser sua mente a possuir esta afeição pelas coisas do alto. Não permita que a incredulidade lhe oculte a visão do maravilhoso amor de Deus. A melhor maneira de lançar fora as afeições impuras, é convidar uma pura para entrar.

Capítulo 6 – Livre Para Escolher.

Agora chegamos aos detalhes pequenos e importantes, ao âmago deste livro.

Será que a crença em Jesus Cristo como Senhor, fará com que todos os meus maus desejos sejam removidos? Será que nunca mais serei tentado? Se me arrepender, e entregar minha vida a Cristo pela fé, será que Ele me transformará?As paixões que têm garras de ferro sobre mim serão rompidas? Como ter poder para resistir à tentação? Será que eu realmente posso me tornar uma nova pessoa?

Primeiro, quero lhe mostrar o que a Bíblia diz sobre o assunto.

1. A Fé em Cristo Desaloja a Natureza Pecaminosa.

“Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça” (Romanos 8:10 – Rev. E Atualiz. – Original: Phillips).

2. Ele ajuda a Secionar o Nervo dos Maus Instintos.

“Se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (Romanos 8:13 – Rev. e Atualiz. – Original do autor: versão Phillips).

3. Ele Rompe a Tirania do Pecado de Uma Vez Por Todas.

“Os antigos desejos malignos de vocês foram pregados na cruz juntamente com Ele; aquela parte que em cada um de vocês gosta de pecar, foi esmagada e mortalmente ferida, de maneira tal que esse corpo, amante do pecado, não está mais sob o controle do pecado e não necessita mais ser escravo dele. Quando vocês morrem para o pecado, libertam-se de todos os seus atrativos e do seu poder sobre vocês” (Romanos 6: 6,7 BV).

Agora chegamos à grande questão — à pergunta que tem confundido a mente de crentes que amam a Deus, desde Paulo o apóstolo até hoje. É a pergunta que persegue aqueles que abandonam o caminho cristão, porque ele não parecia romper os grilhões do pecado:

SE Cristo torna os crentes mortos para o pecado, se o nervo dos instintos malignos é cortado, se a natureza má é esmagada — por que eles ainda descobrem velhos desejos maus brotando? Por que ainda existe uma presença do mal em seus corpos? Por que ainda são capazes de praticar coisas pecaminosas como os demais pecadores? Por que ser cristão, se não rompe o poder do pecado?

Os crentes realmente descobrem que velhos desejos retornam, e são forçados a dizer com Paulo:

“Não me compreendo de modo algum, pois realmente quero fazer o que é correto, porém não consigo. Faço, sim, aquilo que eu não quero – aquilo que eu odeio. Eu sei perfeitamente que o que estou fazendo está errado” (Romanos 7: 15,16 BV).

“Agora, se estou fazendo aquilo que não quero, é simples dizer onde a dificuldade está: o pecado ainda me retém entre suas garras malignas” (Romanos 7: 20 BV).

“Quanto à minha nova natureza, eu gosto de fazer a vontade de Deus; contudo existe alguma coisa bem no meu íntimo, que está em guerra com a minha mente e ganha a luta, fazendo-me escravo do pecado que ainda está dentro de mim. Em minha mente desejo de bom grado ser um servo de Deus mas, em vez disso, VEJO-ME AINDA ESCRAVIZADO AO PECADO” (Romanos 7: 22-25 BV).

Paulo não estava falando de uma experiência antes de aceitar a Cristo — pois declara: “gosto de fazer a vontade de Deus”. Também fala de sua “nova vida” que lhe manda fazer o certo. Isso não é testemunho de um pecador. Paulo, em alguma época, enfrentou esta luta após a conversão, e abriu para nós sua guerra interior. Tem sido a guerra pessoal de todo cristão honesto.

Quase que soa como sendo conversa enganadora. Soa como se os cristãos não fossem nem um pouco diferentes dos pecadores. Parece que a batalha nunca acaba.

Não é assim! Há uma explicação provando que o poder do pecado foi quebrado. Paulo diz:

“Que situação terrível, esta em que eu estou! Quem é que me livrará da minha escravidão a essa mortífera natureza inferior? Mas, graças a Deus! Isso foi feito por Jesus Cristo, nosso Senhor. Ele me libertou” (Romanos 7:25 BV).

Que descoberta Paulo fez, que conseguiu levá-lo a se alegrar e dizer: “Agora…já nenhuma condenação há” (Romanos 8:1- Rev. e Atuliz. – Original: Phillips)? Que grande descoberta fê-lo parar de dizer “Quero fazer o certo, mas não consigo”? Como Paulo conseguiu enfrentar este dilema?

Ele fala sobre UM NOVO PRINCÍPIO DE LIBERDADE. Este novo princípio de liberdade através de Jesus Cristo fez parar o carrossel do pecado, desligou o gira-gira sem fim, e o libertou de uma vez por todas de seu poder.

Em colocações simples, eis como este PRINCÍPIO DE LIBERDADE funciona. Três grandes verdades estão envolvidas.

I. Os Que Crêem Não São Mais Escravos do Pecado.

“Portanto…vocês não têm, para com a velha natureza pecaminosa, qualquer obrigação de fazer o que ela lhe pede” (Romanos 8:12 – BV; Original: Phillips).

Dizemos que a princesa Isabel “libertou os escravos” com a proclamação da Abolição. Este documento legal declarou a escravidão acabada. Todos os escravos foram libertos.

Quando a notícia começou a se espalhar pelas fazendas, muitos dos escravos não acreditaram. Continuaram escravizados aos senhores, convencidos de que a promessa de liberdade era um trote. Inúmeros fazendeiros inescrupulosos disseram aos escravos que se tratava de rumor falso, e os conservaram sob cativeiro. Mas pouco a pouco, a verdade foi crescendo neles, ao verem antigos escravos caminhando por lá, aproveitando a liberdade recém encontrada. Um a um, jogaram fora as cargas, viraram as costas para a escravidão, e saíram para iniciar vida nova.

Talvez você ainda não tenha ouvido, ou talvez soe bom demais para ser verdade, mas Cristo libertou todos os escravos do pecado no Calvário. Você pode “se mandar” do diabo! Você pode jogar fora a carga do pecado, sair do domínio de Satanás, e ingressar numa nova vida de liberdade.

Quero lhe mostrar o que a Bíblia quer dizer quando ela fala de morrer para o pecado. Quando a princesa Isabel libertou os escravos, a “questão” da escravidão morreu; não o tirano, não o escravo. Este podia sair livre, dizendo para si: A ESCRAVIDÃO É ASSUNTO MORTO. O VELHO ESCRAVO EM MIM MORREU. SOU UM HOMEM LIVRE.

Quando alguém recebe Cristo como Senhor, o que morre nele? O pecado não morre; Satanás não morre. Nem a tendência para o mal. A “questão” ou a “controvérsia” morre. O pecado criou uma controvérsia no coração do homem em relação a quem manda, e a batalha entre o bem e o mal é o resultado. Deus simplesmente libertou a mente do controle do pecado, matando a controvérsia da escravidão ao mal.

Quando a Bíblia diz, “morremos para o pecado”, simplesmente significa que para nós O ASSUNTO MORREU! Não há mais argumento — É INEGOCIÁVEL – A HUMANIDADE FOI LIBERTA NO CALVÁRIO! A questão sobre quem manda morreu!

Paulo usa termos legais para descrever a liberdade do cristão quanto à escravidão ao pecado. Os mesmos termos legais são usados todo dia no Congresso Nacional: O PROJETO É ASSUNTO ENCERRADO. A EMENDA FOI DERRUBADA. A RESOLUÇÃO CAIU.

A Bíblia diz: “…quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos” (Romanos 6: 7,8).

Isso quer dizer simplesmente: já que a questão da escravidão ao pecado é assunto morto, vendo que Cristo já lhe declarou liberto, você agora está livre para viver como nova pessoa em Cristo. Em outras palavras, você morreu para a escravidão, então por que voltar e ficar plantando milho e café para o diabo?

Agora, o escravo poderia dar uma escorregada no campo, e pegar alguns pés de milho — talvez por medo ou pelo instinto — mas isso, de maneira nenhuma, o tornava escravo outra vez. Ele estava livre, mas tinha de exercitar a liberdade. A proclamação não podia forçar obediência, e nem o senhor podia forçar o escravo a voltar. Tratava-se de uma questão da vontade do escravo.

Cristo não pode levá-lo a fazer o certo, e Satanás não pode levá-lo a fazer o errado. Cristo declara que somos livres pela fé, mas precisamos agir como pessoas livres.

Há muitas eras atrás, nas cortes do inferno, Satanás decretou uma lei segundo a qual, como príncipe do mundo, todas as almas eram seus súditos. A corte suprema de Deus MATOU ESTA LEI DO PECADO. Ela morreu porque Satanás não pôde mais impingi-la. Deus a declarou inconstitucional, e a substituiu por Sua própria lei: A LEI DO ESPÍRITO, dando a Ele todos os direitos em relação ao corpo dos crentes.

Após anos de tentativa para entender o que Paulo queria dizer por MORRER PARA O PECADO, ou MORTE DA VELHA NATUREZA, eu agora vejo o quanto isto é simples. O pecado não morre, só a ESCRAVIDÃO ao pecado é que morre! Seu poder sobre mim morre. Então agora não preciso viver tentando morrer, ou lutar para me sentir morto. Nada em mim morre, exceto a lei que me mantinha sob o controle do pecado. O pecado ainda está presente em mim, mas não estou mais sob o seu controle.

Pense na libertação do pecado como uma anulação. Cristo leva o crente até o Pai, o Juiz, e recebe uma anulação do pecado, de tal maneira que pode aceitar este mesmo crente como Sua noiva. Cristo nos amou enquanto ainda vivíamos no pecado; Ele morreu para provar este amor, e isto Lhe deu o direito de anular as reivindicações do pecado sobre nós.

Esta anulação nos torna mortos às exigências de nosso antigo caso, mas não impede o velho namorado ilícito de aparecer para assediar, seduzir, ou tentar forçar mais reivindicações. Satanás jamais aceita essa anulação sem brigar. Ele chega trazendo ameaças, acordos, ofertas sedutoras. Mas legalmente, Satanás não pode mais reivindicar nenhum crente. Paulo escreve: “…estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra” (Romanos 7:6).

Nenhum cristão pode agora dizer: “Não dá para evitar. Não consigo romper com o pecado”. Paulo finalmente ficou livre deste tipo de conversa, e assim devemos ser! Satanás não pode lhe fazer pecar agora; mas sua velha natureza de escravo pode tentar se reafirmar. Se Cristo não quebrou o poder do pecado, a crucificação foi uma piada.

Você sempre será um escravo, enquanto não parar de desculpar sua fraqueza alegando ser frágil. Você não é frágil como filho de Deus. Você não é mais o bode expiatório do diabo; então entre em ação, e discipline sua vontade feroz e teimosa. O cristão que diz “Não consigo”, está na realidade dizendo “Não quero”. Fingir ainda ser escravo, é um álibi que os cristãos usam para postergar o enfrentamento da responsabilidade da libertação.

“E assim não devemos ser como escravos medrosos e servis, mas devemos nos comportar como verdadeiros filhos de Deus, adotados no meio de sua família” (Romanos 8:15 BV).

“Foi assim que Cristo nos libertou. Agora, cuidem de permanecer livres e não fiquem novamente presos pelas cadeias da escravidão” (Gálatas 5:1 BV).

II. A Libertação da Escravidão ao Pecado Precisa Ser Aceita Pela Fé

“Tudo se trata então de uma questão de fé da parte do homem, e de generosidade da parte de Deus.”

Já declarei neste livro que a fé é algo que você faz em relação ao que sabe. O saber não quer dizer nada, a menos que você aja quanto a isso.

Os filhos de Israel receberam a boa palavra de que Deus lhes havia dado Canaã para ser a sua terra. Tal informação não lhes iria significar absolutamente nada se tivessem continuado no Egito como escravos. Mas a Bíblia diz, “Pela fé…(Israel) abandonou o Egito…Pela fé, atravessaram o mar Vermelho” (Hebreus 11: 27-31).

Os israelitas não marcharam até os limites de Canaã, nem lançaram uma saraivada de flechas, e ficaram esperando que o exército inimigo caísse morto. A terra era deles, mas eles tinham de se apossar dela “soldado a soldado”.

O que isso tem a ver com vitória contra as amarras do pecado? Tudo! Cristo definiu a questão da escravidão ao pecado me declarando liberto do seu domínio, mas tenho de crer nisso até a hora em que resolvo fazer alguma coisa em relação a esse ponto.

Não basta dizer: “Sim, creio que Cristo perdoa os pecados. Creio que Ele é o Senhor. Sei que Ele pode quebrar o poder do pecado na minha vida”. Você está mentalmente concordando com o que ouviu. Mas fé é se mover em cima desta promessa de liberdade, e agir baseado nela.

Como? Rompendo com velhos amigos que lhe arrastam para baixo; convencendo-se que a liberdade é, na realidade, sua. Reivindique-a! Se Deus disse, aja baseado nisso. Livre-se da passividade, e entre em sua nova vida de paz e liberdade, com determinação e segurança.

Enfrente os fatos. Todos os seus outros métodos para achar paz e libertação falharam. Você derramou um mar de lágrimas; fez mil promessas que quebrou; tentou auto-controle, auto-negação, e vários programas de auto-ajuda. Depois de tudo que experimentou, ainda acabou com algumas vontades, não realizadas, que não conseguia entender. Você se descobre incapaz de parar de pecar. Às vezes, foi levado ao pecado por puro tédio e depressão mental.

O problema, é que você ainda não chegou à raiz do problema. Você pode ter ouvido que Cristo o libertou morrendo na cruz, mas você nunca desfrutará desta liberdade enquanto não der a Deus o quê Ele lhe pede: ou seja, UMA MENTE QUE CONFIE. Ele quer que você creia que suas preces são ouvidas, e serão respondidas.

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que se torna galardoador dos que O buscam” (Hebreus 11: 6).

Fé é simplesmente aceitar Deus segundo Sua palavra, e agir em cima disso. O crente verdadeiro é a pessoa que pode dizer: “Deus disse, logo creio. Eu aposto minha vida, o meu futuro, a minha eternidade nisso. Se Deus decretou que sou livre, se me diz que o pecado não tem mais domínio sobre mim, se diz que minha fé torna tudo possível — ENTÃO ACEITO — ABANDONO ESTA LUTA INÚTIL — E ENTREGO TUDO A ELE. EU CREIO!”

III. Os Crentes São Auxiliados de Modo Sobrenatural na Hora da Tentação

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10:13).

Esta é a promessa mais poderosa e encorajadora em toda a Bíblia para os crentes que enfrentam tentações. Deus deixa muito claro que nenhum filho dEle é deixado sozinho na luta contra a luxúria, a paixão, ou qualquer mal hábito. Ajuda sobrenatural é necessária e é fornecida.

Crentes de todo o mundo estão se tornando fracos contra a tentação, e estão cedendo à carne em números crescentes. Parece que alguns cristãos agora acham que a tentação é um tipo de doença incurável, que não sai enquanto não destrói a vítima. Eles se mostram subservientes e com medo quando a tentação ataca, pensando: “Não! Lá vou eu de novo. Ela me pegou, e já sei que vou ceder. Não tenho força de vontade; sou muito fraco para resistir”.

Este é o pensamento derrotista dos crentes que não sabem como reivindicar o DIREITO à assistência. Qual é este DIREITO prometido a todos os crentes? É O DIREITO À AJUDA SOBRENATURAL NA TENTAÇÃO.

Será que com isso estou querendo dizer que Cristo não só livra o crente do poder do pecado, como também o ajuda a não voltar para ele? É exatamente isso que a Bíblia diz.

Quando a tentação irrompe como inundação, Cristo exerce Seu senhorio e faz algo sobrenatural para a combater. Ele “provê livramento”, tal que os crentes possam sobreviver à prova ou, em outras palavras, “a possam suportar”.

A tentação é um teste do livre arbítrio do homem; portanto, Deus não pode tirar a alternativa para pecar sem destruir este mesmo livre arbítrio. Então Deus faz algo igualmente eficiente por todos que confiam nEle. Ele dá um jeito no OBJETO DA LUXÚRIA. Ele age fora de nós na fonte exata da tentação.

Isto é melhor ilustrado pela mãe que deseja resolver a questão da tentação que o filho tem de roubar biscoitos do jarro. Ela não pode desmanchar a tentação do filho – então simplesmente põe o jarro “fora de alcance”.

É ainda ilustrada pelo pai que se muda com a família de uma zona infestada de drogas, para evitar que os filhos sejam seduzidos pelos viciados e traficantes.

Pais e familiares já se mudaram para outro continente para deixar o filho ou a filha longe de más companhias e influências. Estes pais todos agiram em amor, esperando que a intervenção temporária desse tempo aos filhos para aprenderem de cor a obedecer. Apesar de que chega a hora quando os filhos resolvem as questões sozinhos, um pai amoroso não pode ficar sem tomar atitudes, e deixar que uma criança imatura seja presa de influências do mal. Pais responsáveis ou vão deixar o filho longe da tentação, ou de algum modo deixá-la fora de alcance.

A Bíblia ilustra como Deus pode colocar objetos de tentação para fora do alcance dos Seus filhos. Por exemplo, os filhos de Israel começaram a murmurar contra Moisés por tirá-los do Egito. Eles queriam voltar à velha vida. A liberdade parecia custar muito. Então Deus fez com que se abrisse o mar Vermelho, e deixou que o exército egípcio os perseguisse sobre terra seca. Ele então fechou o mar – bloqueando qualquer chance de retornar. Deus fez isso só em resposta à fervente oração de Moisés e dos outros israelitas que desejavam a liberdade.

Assim como fez Jesus, os crentes devem resistir à tentação com a Palavra de Deus. A maioria das tentações pode se neutralizar concentrando o “laser” da verdade sobre elas. Mas há outras tentações que estão tão arraigadas, tão selvagens e tenazes — que não podem ser agüentadas sem intervenção sobrenatural. O agravamento das tentações é muitas vezes o resultado de ataque direto e pessoal de forças satânicas.

Paulo fala de “lutas por fora, temores por dentro” (2 Coríntios 7:5). Satanás efetivamente declara guerra contra certos convertidos que deixam o seu exército, porque estes no passado melhor exemplificaram seu poder de posse. Na fúria por ter perdido um “troféu” destes, ele os combate de fora, golpeando-os com uma tentação séria atrás da outra, para peneirá-los como trigo. Jesus disse a Pedro: “Eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo!” (Lucas 22:31). Em outras palavras, assim abalado, ele espera que você ceda.

Será que você é um crente que está sendo triturado por uma tentação repetitiva, que parece além de suas forças resistir? Seria um hábito que não consegue controlar? Pessoas envolvidas em casos de amor ilícitos são especialmente invadidas por tentações arrasadoras. Então muitas vezes elas cedem, e logo são devoradas por remorso, culpa, e sensação de impotência. Se são crentes, não duvidam que Cristo as libertou da obrigação de obedecer à cobiça da carne; e, em muitas áreas, têm visto progresso e vitória. Contudo, permanece um pecado que as assedia — uma tentação dominadora para que se rendam à uma certa luxúria.

Graças a Deus, há uma rota de fuga! Deus é o “interventor milagroso”. Foi preciso uma tempestade, uma baleia, e muita intervenção sobrenatural para tirar Jonas do problema. Sabe-se que Deus fez as águas ficarem “amargas”, e o maná “feder”, num esforço de tornar a obediência menos difícil.

Deus, em resposta à oração fervorosa, pode transformar seu objeto de cobiça num fedor abominável, e pode fazer com que a entrega ao pecado se torne tão amarga, que você vai hesitar quanto à possibilidade de algum dia voltar a ele. Ele pode mudar o seu curso; pode remover pessoas de sua vida; pode fazer com que o objeto de sua lascívia se torne contra você; pode colocar todos os tipos de bloqueio; pode colocar um “muro” de proteção; Ele pode simplesmente levá-lo de modo irresistível a entrar no lugar secreto de oração; Ele pode enviar alguém para lhe prevenir ou corrigir — mas de um jeito sobrenatural ou de outro, Deus responderá a oração, e intervirá, tornando possível aos crentes sobrepujar as tentações mais violentas.

Aqueles que, lá no fundo, não querem abrir mão da lascívia, e secretamente têm esperança de continuarem entregues à ela, não podem nunca receber esta intervenção milagrosa quando tentados. Deus se move para prover escape, só quando o coração está inteiramente compromissado com uma vida de separação e pureza.

Se não existe tal comprometimento, não vai funcionar. Deus não é obrigado a intervir quando a pessoa na realidade não quer libertação.

Os que ficam flertando com pecado secreto, são deixados a lutar contra a tentação com sua própria força. Aí, quando caem em pecado, culpam Deus por não lhes ter “tirado” do problema. Eles dizem: “Fiquei esperando em Deus, mas Ele simplesmente deixou que eu fossse em frente, e cometesse o erro”.

Mas o crente que honestamente deseja ficar livre do cativeiro do pecado, pode ficar seguro de que o Pai amoroso vê a sua luta, e usará todos os poderes dos céus para lhe dar assistência.

Quando estiver sendo tentado de maneira pesada, peça a intervenção sobrenatural de Deus, e peça em fé, crendo que o fará.

Deus prometeu “LIVRAR-NOS DE TODO O MAL”. Eis a prova da ajuda de Deus na hora da tentação:

“Vós que amais o Senhor, detestai o mal; ele guarda a alma dos seus santos, livra-os da mão dos ímpios” (Salmo 97:10).

“Escapamos vivos como uma ave que foge do alçapão. O alçapão se quebrou e nós ficamos livres!” (Salmo124: 7 BV).

“Sempre levanto os olhos para o Senhor, porque somente Ele pode me livrar das armadilhas desta vida” (Salmo 25:15 BV).

“Temerão, pois, o nome do Senhor desde o poente e a sua glória, desde o nascente do sol; pois virá como torrente impetuosa, impelida pelo Espírito do Senhor” (Isaías 59:19).

Não preciso mais ter medo de escorregar ou cair. Ele me guardará, me amará, e me levará à glória pelo Seu poder.

“E Ele pode guardá-los de escorregar e cair e levá-los, perfeitos e sem pecado, à sua gloriosa presença, com vigorosas aclamações de alegria perpétua” (Judas 24 BV).

Capítulo 7 – Como Acabar Com Essa Luta.

Um líder da União Gay de São Francisco escreveu o seguinte em relação a este autor: “O Sr. Wilkerson é um fanático, que estranhamente se preocupa com as preferências sexuais íntimas e pessoais dos outros. É um reacionário de cabeça muito estreita, e o que é de se dar mais risada, é que ele tem a ridícula idéia de que os homossexuais querem deixar de sê-lo pois têm um outro ego ‘mal’ dentro de si, que os faz cometer atos impuros. Sou um homossexual muito feliz, sem nenhum sentimento de culpa, ou influências ‘más’ me consumindo por dentro. Gente com culpa, para começar, simplesmente não é gente estável — são pessoas que teriam problemas fossem elas gay ou não. Só pessoas muito fracas falam da assim chamada ‘cura’”.

Não tenho senão pena do pecador que não admite mais a luta interior com o mal. Eles não lutam mais, porque se renderam às suas paixões malévolas. A Bíblia se refere à estas pessoas como estando “mortas em delitos e pecados”. Paulo diz o seguinte sobre elas:

“Estão cegos e confundidos. Seus corações fechados estão cheios de trevas; eles estão muito distantes da vida de Deus PORQUE FECHARAM A MENTE CONTRA ELE…Não se preocupam mais com o que está certo ou errado, e se entregam a práticas impuras. ELES NÃO SE DETÊM DIANTE DE NADA, E SÃO GUIADOS PELAS SUAS MENTES MALVADAS E SUA IMORALIDADE DESENFREADA” (Efésios 4:17-19 BV- no Original: versão de Phillips).

A pessoa pela qual Deus se interessa, é aquela que batalha heroicamente contra o obscurecimento vindo do mal, e sente dor e culpa quando cede à tentação. A própria luta em si é prova suficiente de que o coração ainda clama a Deus por socorro. Existe esperança para a pessoa que está experimentando luta íntima. A luta contra o pecado na vida de uma pessoa honesta, é evidência de que ele ou ela se recusa a sucumbir à essa força. A diferença entre o pecador e o cristão é como se vê o pecado. O cristão odeia o pecado; o pecador dá desculpas e o justifica.

O auxílio sobrenatural de Deus é prometido aos que guerreiam na profundidade do tenebroso útero do pecado, lutando para ficarem livres. E o sinal mais claro de que vida nova vem brotando no pecador é a URGÊNCIA PARA CHORAR. Todos recém nascidos choram assim que chegam à vida. Os que choram estão realmente à beira de uma nova vida.

O primeiro passo no sentido de acabar com a luta interior é aprender como chorar. Você se cansou do vazio, da solidão, do desespero e da inquietação? Então deixe que as lágrimas corram sem acanhamento. Ponha para fora todo o desespero preso. Humilhe-se, e deixe que as dores e o pesar causados pelo pecado transbordem do seu mais profundo íntimo. A Bíblia o encoraja a gritar para Deus em sua hora de aflição. O grito de desespero é a chave para toda libertação do pecado.

Eis prova bíblica:

“Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos” (Salmo 18:6).

“Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações” (Salmo 34:6).

“Ele se inclinou para mim e me ouviu quando CLAMEI por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, dum tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos” (Salmo 40:1,2).

“Seu CLAMOR chegou a mim numa época favorável, quando as portas do acolhimento estavam bem abertas…Agora mesmo Deus está pronto a dar-lhes acolhida. Hoje Ele está pronto a salvá-los” (2 Coríntios 6:2 BV).

O segundo passo é cultivar a dor pelo pecados, e confessá-los a Cristo. Quando você clama a Deus, Ele se aproxima de você com Sua santidade e Seu amor impressionantes.Você saberá, sem dúvida, quando Deus e você estão ligando o abismo que os separa. A presença santa dEle se fortalecendo em sua vida produzirá dor e pesar por todo pecado, egoísmo, e orgulho dos quais você é culpado. Quanto mais perto de Deus, mais você sentirá a dor e a culpa pelos pecados passados. Mas esta culpa e dor são coisas maravilhosas; não tente fugir delas. Que elas fiquem ainda mais intensas, porque este é o único caminho para arrependimento e perdão reais. A Bíblia diz:

“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte…quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós…Que defesa…que zelo…” (2 Coríntios 7:10-11).

O coração realmente contristado deseja ser perdoado. Paulo diz: “fostes contristados para arrependimento” (2 Coríntios 7:9). Em outras palavras, “vocês ficaram pesarosos o suficiente para confessarem e deixarem os pecados”. Você descobrirá uma paz que jamais pensou ser possível no momento que entregar seus pecados, e aceitar o perdão e a misericórdia.

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13).

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19).

Arrependimento é mais do que simplesmente dizer: “Deus, sinto muito! É horrível todo este mal que cometi”.

Isto é pesar, mas não arrependimento. Quando Deus diz arrependa-se dos pecados, Ele realmente quer dizer: vire as costas para eles; aprenda a odiar as coisas que antes amava, e aprenda a amar o que antes detestava. Isto é mudança total de direção, vontade de abandonar velhos amigos e hábitos para uma nova vida em Cristo. Ele não está tentando lhe transformar para que assim você possa se adequar aos valores sociais dos outros, mas sim para que experimente a alegria completa e a liberdade indescritível só conhecidas pelos que se rendem a Cristo. Devemos nos render a Ele.

“Todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).

A seguir, aceite o seu perdão pela fé, e tranque os ouvidos a todas as mentiras que Satanás vai ficar berrando. Estude as escrituras que se seguem abaixo; creia que são dirigidas a você; e faça o que Deus manda. Eis a verdade que pode lhe libertar, e lhe ajudar para sempre a acabar com essa luta.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9).

“Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus” (I João 4:15).

“Se vocês contarem aos outros com seus próprios lábios que Jesus Cristo é o seu Senhor, crendo do fundo do coração que Deus O levantou dentre os mortos, serão salvos. Porque é crendo de coração que um homem se torna reto para com Deus; e com a boca é que ele fala da sua fé aos outros, confirmando assim a sua salvação. As Escrituras nos dizem que quem crê em Deus jamais será decepcionado. Tanto o judeu como o gentio são a mesma coisa a este respeito… Qualquer um que chamar pelo nome do Senhor será salvo” (Romanos 10: 9-13 BV).

“Crê no Senhor Jesus e serás salvo” (Atos 16:31).

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17).

Agora, faça esta oração simples que se segue, na expectativa de que Deus vai lhe ouvir, perdoar e purificar de todo o pecado:

“Eu aqui e agora confesso com minha boca que Jesus Cristo é Senhor — que Ele é o Filho de Deus. Eu me arrependo, e reconheço que sou um pecador. Confesso a Ele todos os meus pecados; e me entristeço muito por eles. Creio nEle de todo o meu coração. Pela fé, aceito o perdão de todos os meus pecados, e agora entendo que sou uma nova pessoa, nascido na família de Deus. Pela fé nasci de novo, e este é o primeiro dia da minha nova vida servindo Cristo como pessoa livre.”

Uma palavra final: nunca mais tenha medo de qualquer presença maligna em sua vida. Entre no descanso que Deus lhe prometeu — e deste dia em diante, MANTENHA O SEU ÍMPETO.

A coisa mais importante que posso dizer para o crente que está sinceramente combatendo um pecado secreto é: mantenha o ímpeto! Ninguém jamais se afogou nadando rio acima em direção a Cristo. Ninguém é deixado sangrando na beira da estrada, se está ferido na luta para ser livre.

Quando você cai, ou quando está cara a cara com um vício que não sai, Deus traça uma linha exatamente onde você está. Ele diz: “Levante-se; confesse; e vá em frente. Não volte a ultrapassar a linha. Não volte à escravidão. Continue em Minha direção. Você foi liberto, então mantenha o ímpeto para a liberdade, pela fé”.

O movimento mais importante que fará em sua vida, como crente, é o movimento que você faz assim que cai. Satanás cochicha: “Você é podre até o fundo da alma; é sensual, infantil, imaturo. Você nunca será santo; nunca será nada em Deus. Então desista! Pare com isso. Não adianta tentar. Volte! Deus é elevado e santo demais; é muito complicado e difícil; você nunca vai entender. Acabou!”

Mentira — tudo mentira!

Quer dizer que você pecou após ter confessado e crido? Quer dizer que você achou que tinha liberdade, e a perdeu? E então você acha que as pessoas vão lhe chamar de falso? Quer dizer que você pecou de olhos bem abertos — sabendo das coisas — com o Espírito Santo gritando nos seus ouvidos? Quer dizer que você nunca pensou que iria fazer esta torpeza de novo? E daí? Existe uma tristeza piedosa em você agora? Você está determinado a se levantar e a se mexer? Você está humilhado, envergonhado, e arrependido? A sua queda não é fatal. Uma vez mais, confesse, aceite o perdão de Deus, e recupere o seu ímpeto! Você continua sendo filho dEle. Você não é um escravo do pecado. O carinho amoroso dEle é maior do que todos os seus pecados. Olhe para o alto, alegre-se, e crie coragem!

Pare com essa introspecção interminável. Você não vai encontrar vitória, fuçando na caixa de lixo da natureza má. Isso seria como um general em derrota, atravessar as linhas inimigas para consultar o inimigo, e perguntar: “Por gentileza, o senhor poderia me informar o que estou fazendo de errado? Quero lhe derrotar, mas parece que não estou conseguindo avançar. O que estou fazendo de errado?”

A direção certa não vem pela compreensão do errado. Ela só vem entendendo e reivindicando as abundantes promessas de Deus em Cristo Jesus. Então pare de ficar olhando para dentro; eleve seu olhar para Ele que o ama o tempo todo. Pare de tentar se entender, e alegre-se em Seu amor que restaura e cura.

Porque Deus está operando em vocês, ajudando-os a desejar obedecer-Lhe, e depois ajudando-os a fazer aquilo que Ele quer” (Filipenses 2:13 BV).

“Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou…Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia seguindo o…exemplo de desobediência (incredulidade)” (Hebreus 4: 9-11 – Original do autor: versão de Phillips).

David Wilkerson, autor

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