REVIFÉ é revivendo com fé!

A urgente necessidade de democratização do diagnóstico do câncer

Deixe um comentário

Rubens Teixeira, Diretor Financeiro e Administrativo da Transpetro, recebeu em seu gabinete os pesquisadores do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), Dr. Gonçalo Rodrigues dos Santos e Dra. Ana Maria Baghriolli. Gonçalo foi seu orientador quando fez mestrado em engenharia nuclear no IME. Na ocasião, elaborou dissertação sobre Caracterização de fontes de nêutrons em rejeitos altamente radioativos. Sua dissertação foi orientada por dois doutores, um do IME e outro do IEN. No encontro, Rubens, Gonçalo e Ana conversaram sobre a necessidade de se adquirir um novo cíclotron para o IEN.

Cíclotron é um acelerador de partículas carregadas. Com este equipamento são produzidos os radioisótopos. Com os radioisótopos sintetiza-se os radiofármacos utilizados em exames de medicina nuclear. Ou seja, este equipamento é utilizado para a produção de radiofármacos para o diagnóstico médico, especialmente do câncer.

O equipamento em uso no IEN possui mais de 30 anos e é obsoleto.

A aquisição de um novo viabilizaria o aumento da produção de mais radiofármacos insumos para este diagnóstico tão importante. Atualmente, a Medicina Nuclear brasileira realiza 8000 procedimentos diários.

O Brasil dispõe de apenas 1 (um) cíclotorn deste tipo (em São Paulo, no IPEN), para atender a 190.000.000 de habitantes. Seus radiofármacos enviados para outras regiões do Brasil são muito caros, encarecendo o custo final dos exames, de tal modo que apenas pacientes com alto poder aquisitivos podem ser beneficiados.

Pacientes com baixo poder aquisitivo ficam excluídos. Para algumas regiões distantes de São Paulo, mesmo pacientes com algum recurso econômico também ficam excluídos. No caso de pacientes pobres, estes exames são impossíveis. A possibilidade existe apenas se instituições públicas oferecerem tal exame. Mesmo assim, estas instituições dependem do radiofármaco produzido por Cíclotron.

Assim, a democratização deste tipo de exame passa necessariamente pelo aumento da oferta de radiofármacos, o que só é possível com aceleradores cíclotron, por uma divulgação apropriada, maior interação entre instituições públicas associadas ao assunto e uma adequada informação da sociedade brasileira, principalmente populações menos favorecidas.

Desde que fez o mestrado em engenharia nuclear em 2001, Rubens Teixeira busca convencer as autoridades a darem importância ao tema. O assunto teve maior visibilidade com a luta do vice-presidente José Alencar e da ministra Dilma Roussef contra a enfermidade.

O vice-presidente chegou a declarar seu desconforto pelo fato de nem todos os brasileiros terem acesso ao diagnóstico oportuno da doença.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s