REVIFÉ é revivendo com fé!

PRONTUÁRIO MÉDICO – definição

1 comentário

PRONTUÁRIO MÉDICO

Celso Schamalfuss Nogueira

DEFINIÇÃO

‘O prontuário médico é constituído de um conjunto de documentos padronizados, contendo informações geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência prestada a ele, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo.

As anotações no prontuário ou ficha clínica devem ser feitas de forma legível, permitindo, inclusive, identificar os profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente.

O médico está obrigado a assinar e carimbar ou, então, assinar, escrever seu nome legível e sua respectiva inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM). É importante enfatizar que não há lei que obrigue o uso do carimbo. Nesse caso, o nome do médico e seu respectivo CRM devem estar legíveis.

LEGISLAÇÃO

Artigo 69 do Código de Ética Médica: “É vedado ao médico deixar de elaborar prontuário médico para cada paciente”.

Artigo 39 do Código Ética Médica: “É vedado ao médico receitar ou atestar de forma secreta ou ilegível, assim como assinar em branco folhas de receituários, laudos, atestados ou quaisquer outros documentos médicos.”
IMPORTÂNCIA

Instrumento valioso para a paciente, para o médico e demais profissionais de saúde. O correto e completo preenchimento do prontuário tornam-se grandes aliados do médico para sua eventual defesa judicial junto a autoridade competente.

Importante para a instituição que a atende, bem como para o ensino, a pesquisa, a elaboração de censos, propostas de assistência à saúde pública e para a avaliação da qualidade da assistência médica prestada.

DOCUMENTOS PADRONIZADOS DO PRONTUÁRIO MÉDICO

1.Formulários com dados de identificação

2.Folha de anamnese e exame físico

3.Evolução e prescrição médica

1.nos doentes internados a evolução e prescrição devem ser diárias, com data e horário em que foram realizadas;

2.nas Unidades de Terapia Intensiva, a evolução e a prescrição podem ser realizadas em folhas separadas, devido ao grande número de informações e medicamentos usados

4.Evolução e prescrição de enfermagem e de outros profissionais assistentes (fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, etc)

1.nos doentes internados a evolução e prescrição devem ser diárias, com data e horário em que foram realizadas;

2.nas Unidades de Terapia Intensiva, a evolução e a prescrição podem ser realizadas em folhas separadas, devido ao grande número de informações e medicamentos usados;

5.exames complementares (laboratoriais, radiológicos, ultra-sonográficos e outros) e seus respectivos resultados;

1.devem ser colocados em ordem cronológica para facilitar a consulta pelos profissionais envolvidos;

2.exames radiológicos devem ficar em envelopes ou pastas próprias;

6.formulário de descrição cirúrgica;

7.partograma (em obstetrícia);

8.anestesia – ficha de avaliação pré-anestésica, ficha de anestesia, ficha da sala de recuperação pós-anestésica;

9.formulário de débitos do centro cirúrgico ou obstétrico (gastos de sala);

10.formulários de interconsultas;

10.1 quando há necessidade de consultar médico de outra especialidade;

11.resumo de alta;

12.outros

1.atendimento ambulatorial ou de urgência – devem ser anexados e arquivados juntamente com o prontuário médico

2.formulário da Comissão de Controle da Infecção Hospitalar (CCIH)

Obs.: o nome completo da paciente deve constar em todas as folhas do prontuário.

O QUE NÃO DEVE SER FEITO NO PRONTUÁRIO

1. Escrever à lápis
2. Usar líquido corretor, conhecido como “branquinho”
3. Deixar folhas em branco
4. Fazer anotações que não se referem ao paciente

TEMPO DE ARQUIVAMENTO E RESPONSABILIDADE PELA GUARDA DO PRONTUÁRIO

1.O prontuário médico é um documento de manutenção permanente pelos médicos e estabelecimentos de saúde (Resolução CFM nº 1331/89). Ele pode ser, posteriormente, utilizado pelos interessados como meio de prova até que transcorra o prazo prescricional de 20 (vinte) anos para efeitos de ações que possam ser impetradas na Justiça.

2.Todos os documentos originais que compõem o prontuário devem ser guardados pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos, a fluir da data do último registro de atendimento da paciente. Ao final desse tempo, o prontuário pode ser substituído por métodos de registro capazes de assegurar a restauração plena das informações nele contidas (microfilmagem, por exemplo) e os originais poderão ser destruídos.

3.Compete ao médico, em seu consultório, e aos diretores clínicos e/ou diretores técnicos, nos estabelecimentos de saúde, a responsabilidade pela guarda dos documentos.

ACESSO AO PRONTUÁRIO

1 – Solicitação pelo próprio paciente

Artigo 70 do Código de Ética Médica: “É vedado ao médico negar ao paciente acesso a seu prontuário médico, ficha clínica ou similar, bem como deixar de dar explicações necessárias a sua compreensão, salvo quando ocasionar riscos para o paciente ou para terceiros.” .
Artigo 71 do Código de Ética Médica: “É vedado ao médico deixar de fornecer laudo médico ao paciente, quando do encaminhamento ou transferência para fins de continuidade do tratamento ou na alta, se solicitado.”

Artigo 11 do Código de Ética Médica: “O médico deve manter sigilo quanto às informações confidenciais de que tiver conhecimento no desempenho de suas funções. O mesmo se aplica ao trabalho em empresas, exceto nos casos em que seu silêncio prejudique ou ponha em risco a saúde do trabalhador ou da comunidade”.

É importante salientar que o prontuário pertence à paciente e que, por delegação desta, pode ter acesso ao mesmo o médico. Portanto, é um direito da paciente ter acesso, a qualquer momento, ao seu prontuário, recebendo por escrito o diagnóstico e o tratamento indicado, com a identificação do nome do profissional e o número de registro no órgão de regulamentação e controle da profissão (CRM, Coren etc), podendo, inclusive, solicitar cópias do mesmo.

2 – Solicitação dos familiares e/ou do responsável legal do paciente

Quando da solicitação do responsável legal pelo paciente – sendo este menor ou incapaz – o acesso ao prontuário deve ser-lhe permitido e, se solicitado, fornecer as cópias solicitadas ou elaborar um laudo que contenha o resumo das informações lá contidas.

3 – Solicitação de autoridades policiais ou judiciárias

4 – Solicitação por outras entidades

Convênios médicos e as companhias de seguro são os principais solicitantes. Salvo com autorização expressa da paciente, é vedado ao médico fornecer tais informações.
Bibliografia

1.Processo Consulta nº 1.401/02-Conselho Federal de Medicina (30/02), de 21 de junho de 2002.

Fonte: UNIMES

Anúncios

Um pensamento sobre “PRONTUÁRIO MÉDICO – definição

  1. Este é o artigo mais completo sobre o assunto que encontrei. Parabéns!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s