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Câncer de mama: detecção precoce pode reduzir mortalidade em até 30%

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Radioterapia é um dos tratamentos mais comuns nesse tipo de diagnóstico

Mulheres com diagnóstico de tumor de mama em fase inicial são o alvo dos trabalhos do seminário Controvérsias no tratamento de câncer de mama no estadiamento inicial, que acontece no Rio de Janeiro. O evento, promovido pelo Instituto Nacional de Câncer, vai debater novos paradigmas do uso da ressonância magnética para diagnóstico e da radioterapia no tratamento do problema.

Um dos assuntos mais relevantes que serão debatidos no seminário é a administração da radioterapia – tratamento que, ao diminuir as chances de um novo ataque da doença, colabora para a redução de mortalidade por câncer de mama.

Os ciclos de radioterapia duram de cinco a seis semanas e, em todo o Brasil, há muita demanda pelo tratamento.

— Ocorre que esses tratamentos, muitas vezes, não são concluídos em razão do tempo prolongado — diz o oncologista clínico e coordenador do Grupo de Câncer de Mama do Instituto Nacional de Câncer, José Bines.

O que os profissionais do INCA pretendem discutir são formas de otimizar o tratamento com menos sessões de radioterapia sem prejuízo da sua efetividade, de forma que mais mulheres possam ser tratadas.

— Sem dúvida, a oferta poderia ser aumentada, caso a duração dos ciclos fosse mais curta — pontua.

Novos paradigmas já apontam para a utilização de ciclos mais curtos, em torno de três semanas, para determinadas pacientes.

— A Inglaterra e o Canadá, por exemplo, já oferecem séries de radioterapia mais curtas — diz Bines.

Curva de mortalidade

Nos países desenvolvidos, a curva de mortalidade por câncer de mama revela queda, em até cinco anos, devido à ampliação da detecção precoce da doença e do tratamento do câncer em seu estágio inicial. Os dados estão em estudo recente realizado na Noruega.

As ações de detecção precoce podem ser oferecidas a mulheres sem sintomas de câncer de mama (rastreamento), ou para aquelas que, através do diagnóstico precoce, apresentem sinais iniciais da doença. O rastreamento diminui a mortalidade em cerca de 30% nas mulheres entre 50 e 69 anos de idade.

De acordo com José Bines, é importante uma instituição brasileira reunir especialistas brasileiros e internacionais para fortalecer a discussão em torno do assunto.

— O tratamento do câncer em estágio inicial tem potencial de cura com cirurgia e radioterapia, além de tratamento sistêmico – pelo corpo todo – mas há controvérsias que precisam ser avaliadas para aperfeiçoar esse tipo de cuidado — afirma Bines.

Ainda segundo Bines, existe hoje um debate científico sobre a indicação da ressonância magnética para diagnóstico do câncer de mama.

—Em muitos países, há um exagero de pedidos, que podem levar a biópsias desnecessárias. Isso está em discussão fora do Brasil — alerta, acrescentando que a ressonância é um exame caro, que necessita de aplicação de contraste e de pessoal especializado para realizar o procedimento.

BEM-ESTAR

 

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