Luz artificial e câncer: ligação comprovada

Há anos a Universidade de Haifa, em Israel, conduz estudos sobre o câncer na tentativa de ajudar na prevenção da doença e no desenvolvimento de remédios contra o mal. Recentemente, um novo estudo da universidade encontrou mais uma relação entre luz à noite (a chamada “light at night”, ou LAN) e o câncer.

A correlação, estudada há anos pelo professor Abraham Haim, seria a seguinte: quanto mais tempo uma pessoa passa em ambientes com iluminação artificial, principalmente à noite, quando não há iluminação natural, mais essa pessoa estápropensa a desenvolver alguns tipos de câncer – principalmente os de próstata (em homens) e mama (em mulheres). Isso vale, especialmente, para as grandes cidades.

Tel Aviv à noite: luzes e mais luzes, como em todas as grandes cidades

A hipótese é a de que a LAN prejudica a produção de melatonina, um hormônio liberado pela glândula pineal, localizada no centro do cérebro, a cada 24 horas. A melatonina está ligada ao ciclo dia/noite ao qual o corpo humano é preso. Quando esse hormônio é suprimido, a ocorrência de câncer aumenta.

Trocando em miúdos: a luz artificial noturna “engana” a tal glândula, que acha que ainda é dia e produz, então, menos melatonina.

Para provar a teoria, um grupo de pesquisadores da universidade usou ratos de laboratório nos quais foram injetadas células cancerígenas. Os camundongos foram separados em quatro grupos.

• O primeiro foi exposto a “dias longos” de 16 horas de luz e apenas 8 horas da escuridão, simulando exposição à luz artificial
• O segundo grupo também encarou os mesmos “dias longos”, mas foi tratado, paralelamente, com melatonina.
• O terceiro grupo de animais foi exposto a “dias curtos”, com 8 horas de luz e 16 de escuridão.
• No quarto grupo, os roedores tiveram “dias curtos”, mas, durante as horas de escuridão, ficaram expostos a uma luz artificial a cada meia hora.

Os resultados foram claros. Houve um aumento significativo nos tumores câncerígenos dos camundongos expostos a “dias longos” e a “dias curtos” com iluminação artifical esporádica.

“A chamada Poluição Luminosa é um problema que está ganhando conscientização em todo o mundo”, disse o professor Haim.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) já classificam osturnos noturnos de trabalho como os com maior risco de câncer para os empregados”.


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