Células raras do câncer aparecem em nova técnica

Um microchip que captura e armazena imagens de células raras do câncer em circulação  na corrente sanguínea pode oferecer uma forma de monitorar pacientes após cirurgias e no futuro talvez venha a orientar os tratamentos, disseram pesquisadores dos EUA em um estudo publicado na quarta-feira.

As células tumorais circulantes (CTCs) se separam do tumor como sementes e podem se transformar em novos cânceres. A presença de CTCs no sangue pode indicar aos médicos que um câncer tende a se espalhar pelo corpo, segundo artigo publicado na revista Science Translational Medicine.stm.sciencemag.org/). (

As CTCs também podem ajudar os médicos a avaliarem rapidamente se um paciente está respondendo bem à quimioterapia ou outros tratamentos, segundo o artigo.

– Estamos muito interessados nessas células, porque acreditamos que sejam elas que vão nos dar mais informações sobre a biologia do câncer, e também pistas sobre como o câncer desenvolve metástases –, disse Shannon Stott, principal autora do estudo, do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola Médica de Harvard, em Boston.

Com a ajuda de uma substância que funciona como uma “cola” biológica, o microchip captura apenas as células que os pesquisadores querem examinar, disse Stott. No caso, foi o antígeno específico da próstata, que sinaliza a presença de câncer de próstata. O dispositivo é acoplado a um microscópio que faz pelo menos 6.000 imagens das células, explicou Stott.

– Não há pré-processamento. Você simplesmente tira o sangue e o coloca no dispositivo –, afirmou ela.

A esperança é de que a técnica permita que os médicos saibam mais sobre os tumores sem terem de cortar os pacientes, acrescentou a cientista.

– Você pode simplesmente fazer esse exame de sangue, então é como uma biopsia sanguínea para entender as propriedades biológicas do tumor.

No estudo, Stott e seus colegas recolheram e, pela primeira vez, contaram as CTCs de 55 pacientes com câncer. A equipe monitorou as células antes e depois de cirurgias.

– Pode-se ver não só o número absoluto de CTCs, mas também se elas têm ou não essa capacidade de se proliferar e se dividir –, afirmou.

A equipe concluiu que, em alguns pacientes, as CTCs desapareciam rapidamente depois da cirurgia, enquanto em outros elas persistiam durante meses.

Os pesquisadores ainda não sabem se a persistência ou desaparição das células tem ligação com a recorrência do câncer, disse Stott, salientando que ainda se trata de um estudo-piloto que será ampliado.

Fonte: Jornal Correio do Brasil


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