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Raios ultravioleta chegam ao extremo no Rio, diz Inpe

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DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

Os raios ultravioleta chegaram a condição extrema de radiação nesta quinta-feira no Rio, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Departamento de Meteorologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Especialistas afirmam, porém, que não se trata de um caso excepcional porque os raios sempre atingem a intensidade máxima e ficam mais fortes e perigosos no verão carioca.

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“O que a gente está alertando é aquela tradicional orientação de usar protetor solar constantemente a partir da numeração 30, porque o 15 é totalmente ineficiente. Tentar evitar crianças expostas ao sol entre 10h e 16h. O índice de raios ultravioleta vai de 1 a 14 e nós estamos com 14, que é a condição extrema de radiação. Ficamos com esse índice de hoje até terça ou quarta-feira da semana que vem”, afirmou o professor de meteorologia da UFRJ, Isimar de Azevedo Santos.

O especialista afirma que a camada de ozônio funciona como um filtro de raios ultravioleta, assim como as nuvens. Como no Rio o céu está raramente encoberto, o carioca fica mais exposto a radiação solar.

“A nebulosidade é atenuador da luz solar e o alerta é em função disso. A pouca nebulosidade é porque não tem frentes frias previstas para os próximos dias. Elas estão passando pelo Rio Grande do Sul e indo pra o mar e com isso só estão ocorrendo as tempestades de verão como em São Paulo”, afirmou o professor da UFRJ.

Santos afirmou ainda que o alerta é válido não só para o Rio, mas para todo o país. “Essa informação é geral e se soma ao fato dos próximos dias apresentarem poucas nuvens em todo o Brasil”, disse.

De acordo com o professor, a localização geográfica do Rio é um dos fatores prejudiciais a condição extrema de radiação ultravioleta. Segundo ele, no hemisfério Sul os raios são mais intensos por causa da proximidade do buraco de ozônio que está sobre a Antártica desde os últimos 30 anos.

“Obviamente as coisas vem melhorando nos últimos cinco anos devido a substituição de gases CFC (clorofluorcarbono) do sistema de ar-condicionado e geladeira, mas ele [buraco de ozônio] ainda é vigente. E no hemisfério sul os raios ultravioleta são mais intensos”, disse o especialista.

Barracas não protegem

De acordo com o professor da UFRJ, as barracas de praia podem amenizar a radiação solar, mas é aconselhável sempre usar o protetor solar. “Barraca protege, mas não é suficiente. Por isso, mesmo na barraca devemos usar o bloqueador solar com numeração a cima de 30”, afirmou.

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