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MEC defende livro com tortura que o Rio recolhe – Governo distribuiu mais de 1,7 milhão de exemplares de obra polêmica para alunos de 9 anos

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POR MARIA LUISA BARROS, RIO DE JANEIRO

Rio – O Ministério da Educação (MEC) condenou o recolhimento do polêmico livro de História com cenas de torturas indígenas utilizado por alunos da rede municipal do Rio e rejeitou o que considera uma ‘censura’. O ministério afirmou que a publicação foi distribuída este ano a 1.784.391 estudantes de escolas públicas do País. A gravura histórica do século 16 mostra o empalamento de um índio aprisionado por tupinambás. A cena, que chocou pais e levou a secretaria a substituir os exemplares, mostra uma índia introduzindo uma estaca no ânus de um inimigo.
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O DIA
Alex Simoni, pai de aluno, criticou a gravura polêmica: “É uma imagem desnecessária para um livro didático para crianças de tão pouca idade”

A nova edição do livro ‘Projeto Pitanguá’, da Editora Moderna, que será usada em 2010, não tem mais a gravura. Ainda que a imagem fosse mantida, o MEC afirmou que não recolheria os exemplares que retratam cena clássica de canibalismo. Segundo o ministério, a publicação que traz a gravura do francês Theodore de Bry, feita em 1540, foi aprovada página por página por uma comissão de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e incluída no Programa Nacional do Livro Didático.

Veja vídeo sobre livro para crianças tem gravura de tortura:

A secretária Cláudia Costin esclarece que os livros utilizados no município são escolhidos pelo próprio professor, a partir de uma lista do MEC. “Infelizmente esse livro estava na lista. A imagem é totalmente inadequada para o 4º ano”.

Ontem a secretaria iniciou o recolhimento dos exemplares. “É inaceitável que falhas como essa ocorram. Precisamos proteger os alunos e todo cuidado é pouco”, avaliou Cláudia Costin, orientando os pais a devolver o livro às escolas ou alertar para outras cenas impróprias no site da secretaria (www.rio.rj.gov.br/sme). Após a denúncia de O DIA, a secretária determinou levantamento para saber quantos exemplares foram adotados. A secretaria ainda vai insistir com a editora que substitua o livro por uma edição sem esta gravura, mas com o mesmo conteúdo.

Apostila vai substituir obra recolhida
POR MARIA LUISA BARROS, RIO DE JANEIRO

Estudantes do 4º Ano do Ensino Fundamental de escolas que adotaram o ‘Projeto Pitanguá’ vão receber apostilas elaboradas pela própria secretaria para concluir o ano. Ontem, alunos da Escola Municipal Cel. PM Flávio Martins Albuquerque, em Sulacap, ainda não haviam sido avisados do recolhimento.

Pais, como o segurança Alex Simoni, 32 anos, aprovaram a decisão: “Isso precisa realmente ser revisto. É uma imagem chocante para crianças de tão pouca idade”. A operadora de caixa Luzimilde Lima, 34 anos, concorda. “É uma imagem forte para crianças e desnecessária. A decisão de tirar a imagem foi acertada”, disse.

Cada uma das 1.062 escola da rede pública municipal do Rio recebeu R$ 550 para compra de livros no 11° Salão do Livro para Crianças e Jovens aberto ontem. O objetivo é aumentar o acervo das bibliotecas.

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