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LILIAN MARIA DE SOUZA BORGES – 2 – LUTO !!!!

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O fim de uma batalha pela vida

Jovem não resistiu à luta para conseguir, na rede pública de saúde, transplante de fígado, exames para detectar câncer e radioterapia

POR PÂMELA OLIVEIRA, RIO DE JANEIRO
http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2009/6/o_fim_de_uma_batalha_pela_vida_17401.html

Rio – Símbolo da luta por transplantes no Rio, Lília Borges foi sepultada ontem, aos 24 anos. Submetida em julho a um transplante de fígado devido a um câncer, ela morreu de parada cardíaca com metástase óssea no Hospital do Fundão. O câncer não foi o único adversário: a jovem precisou esperar 8 meses por cintilografia, exame que detecta possíveis novos tumores. E lutou para conseguir radioterapia e medicamentos na rede pública.

Os sonhos de estudar Direito e ter uma filha chamada Júlia morreram com ela. Mas a indignação diante da precariedade do serviço público, não. “A direção do Fundão foi omissa. Houve falha e demora para conseguir a cintilografia. Precisamos recorrer à Justiça para que o exame fosse feito. Sabíamos que o risco de metástase era grande já que o tumor do fígado estava muito grande quando foi feito o transplante, mas com esse exame os tumores poderiam ter sido detectados antes e o tratamento poderia ter lhe dado mais algum tempo de vida” , disse Kátia Gomes, tia de Lília, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju.

Kátia conta que a sobrinha, que recebeu o diagnóstico de câncer em 2006, estava feliz em janeiro, quando voltou a trabalhar, mas logo começou a sentir dores na coluna, onde foi descoberto novo tumor.

“Ela foi operada duas vezes, mas o tumor voltou. O que a matou foi parar de andar. Ela me disse que não queria viver sem andar e sem enxergar. Ela desistiu”, disse a tia, acrescentando que Lília já estava com problemas de visão devido ao câncer.

Sérgio Borges, pai de Lília, contou que após a cirurgia da coluna, a filha precisou ficar internada por mais de uma semana no Instituto de Traumato Ortopedia (Into), onde foi feito o procedimento, porque o Fundão, hospital de onde Lília era paciente, não tinha condições de oferecer radioterapia nem de levá-la até o Inca onde foi feito o tratamento. “Domingo, o Fundão não tinha um remédio que ela precisava. O médico me deu a receita e chegou a se oferecer para me dar o dinheiro para comprar”, relata.

Em nota, ontem, o Hospital do Fundão afirmou que o atendimento realizado “esteve de acordo com recursos disponíveis no momento”.

Sofrimento de duas mães

O fígado que recebera há 11 meses do bombeiro Paulo Freitas, morto em acidente, foi o único órgão de Lília não atingido pelo câncer. Ontem, lado a lado, duas mães choravam a ausência de uma filha: Lilian Costa, 73, avó que a criou após a morte da mãe da jovem, e Enedir Freitas, 60, mãe de Paulo, o doador que permitiu que Lília vivesse por quase um ano. “Estou passando pelo sofrimento que vivi há um ano. Valeu a pena ter convivido com ela e sua família”, disse Enedir, inconsolável. “Somos uma família”.
Lilian contou que a moça estava sofrendo: “Mas tinha muita vontade de viver”.

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