REVIFÉ é revivendo com fé!

A nova lógica da base governista

Deixe um comentário

Depois da derrota para a oposição no embate sobre a CPI da Petrobras, o governo começa a reavaliar relação com sua base de sustentação no Congresso. O requerimento que vai garantir a instalação da CPI recebeu apoio de senadores da base que habitualmente votam com o governo e até são padrinhos de cargos no governo.

– É a lógica “Eduardo Cunha” que chega ao Senado – disse um importante articulador do Palácio do Planalto.

Ele se referia à forma como o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pressiona o governo a atender seus pedidos políticos. Cunha foi o relator da CPMF na Câmara e ali mostrou seu jeito de agir. Em 2007, enquanto o presidente Lula não cedeu e oficializou a nomeação de Luiz Paulo Conde para a presidência de Furnas, Cunha não apresentou seu parecer a favor da CPMF. O atraso acabou prejudicando a tramitação do projeto de emenda constitucional no Senado e acabou sendo rejeitado.

O governo viu a situação se repetir no Senado. Um dos alvos de crítica por lá é o senador Romeu Tuma (PTB-SP) que também apresentou proposta de criação da CPI da Petrobras, que acabou lida junto com a de Álvaro Dias (PSDB-PR) na manhã desta sexta-feira. Só que o governo conseguiu retirar várias assinaturas dadas a esta CPI e ela acabou engavetada. Tuma conseguiu a nomeação de dois filhos para cargos no governo federal, mas, recentemente, pediu a promoção de Robson Tuma na empresa Liquigas, ligada à Petrobras. Não conseguiu. Tuma, apesar dos pedidos intensos para retirar sua assinatura ao requerimento de instalação da CPI, ficou distante de Brasília e manteve seu apoio à proposta da CPI.

– Por muito menos na Infraero, o governo ainda sofre com problemas no Senado – disse um aliado do presidente Lula, referindo-se à reação do líder Romero Jucá à demissão de um irmão e uma cunhada na empresa.

Os articuladores do governo tanto no Executivo quanto no Legislativo perceberam a ausência de Jucá nestas articulações de sexta-feira.

– O Jucá mora longe e viajou para lá (Roraima) quando ainda se pensava que havia acordo pela não instalação da CPI da Petrobras – disse o ministro José Múcio Monteiro, tentando aliviar a situação de Romero Jucá.

Se Jucá não foi visto nas articulações pela derrubada da CPI da Petrobras, Renan Calheiros também não. Ele também viajou para Maceió e não conseguiu tirar nenhuma assinatura dada por peemedebista ou por aliado à CPI da Petrobras.

O grande articulador do governo neste processo foi o líder do PTB, Gim Argello. Mas isso não ajudou o governo em sua estratégia de derrubar a CPI.
FONTE: http://colunas.g1.com.br/cristianalobo/2009/05/16/a-nova-logica-da-base-governista/
Este post foi publicado em Todas, sábado, (16/05/2009)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s