“Não me levem para o hospital – por favor!”
A cena não fazia sentido!
Ali estava ele sangrando na rua.
O motorista que o atropelara fugira.
Ele precisava de atendimento médico imediato.
No entanto, continuava suplicando:
-Por favor, não me levem para o hospital!
Todo mundo perguntou espantado:
-Por quê?
O homem respondeu em voz suplicante:
-Por que faço parte do quadro do hospital, seria embaraçoso me verem nesse estado. Jamais fiquei desse jeito, sujo e sangrando. Eles sempre me veem limpo e sadio. Olhem para mim!
-Mas o hospital é para pessoas como você. Não podemos chamar a ambulância?
-Não, por favor. Eu fiz um curso de segurança para pedestres e o instrutor me criticaria por ter sido atropelado.
-Mas quem se incomoda com o que o instrutor pensa? Você precisa de tratamento.
-Há também outras razões – a encarregada das admissões ficaria aborrecida.
-Por quê?
-Ela sempre me aborrece quando a pessoa a ser admitida não tem tudo o que é necessário para preencher o registro. Eu nem vi quem me atropelou e não sei a marca nem o número da licença do carro. Ela não compreenderia. Faz questão de todos os detalhes. Pior ainda, não tenho comigo meu cartão de seguro médico.
-Que diferença isso faz?
-Se não me reconhecessem por causa do meu estado, não deixariam que eu entrasse. Não admitem ninguém nessas condições sem o cartão do seguro. Eles querem ter certeza de que não terão de incorrer em despesas. Deixem-me na calçada, eu dou um jeito. A culpa foi minha, deixe-me atropelado. Porque as enfermeiras teriam de sujar seus uniformes por minha causa? Elas sem dúvida me criticariam.
Depois de ter dito estas palavras, ele tentou rastejar até a sarjeta, enquanto todos ficaram só olhando. Talvez tenha conseguido escapar, talvez não. Talvez esteja ainda tentando fazer parar o sangue.
Essa história lhe parece estranha e ridícula?
Poderia acontecer em qualquer Domingo…
Numa igreja típica…
Na verdade se fôssemos apanhados – colhidos repentinamente por um pecado – talvez o último lugar que iríamos seria a uma igreja.
A igreja é um lugar para os santos de imitação, bem vestidos e perfumados.
Não para os que estão sangrando, que sabem ter sido atropelados, mas querem curar-se? De alguma forma a pergunta deixa de ser para a igreja inteira e se torna especialmente minha, nossa – um indivíduo – um pecador salvo pela graça – um ser humano tentando isolar-se num grupo superior ou envolver-se na necessidade total.
“VEJAM COMO ELES SE AMAM UNS AOS OUTROS”. O GANHADORES E OS PERDEDORES, OS SADIOS E OS DOENTES, OS FERIDOS E OS SÃOS. PRECISO SER UM DOADOR E UM RECEBEDOR NUMA IGREJA ONDE OS QUE SOFRERAM DIGAM ESPERANÇOSOS:
- “LEVEM-ME À IGREJA, POR FAVOR”.
*A ASSOCIAÇÃO EVANGÉLICA REVIFÉ foi impactada pelo Senhor Jesus a motivar um despertamento para que todos nós, independentemente de denominação, venhamos a ser usados como instrumentos da vontade de Deus para aprendermos a amar o nosso próximo, a sorrir e a chorar com ele como Jesus assim nos ensina.
Que o Senhor nos ajude e tenha misericórdia de cada um de nós participantes como voluntários (as), para que a nossa chamada ministerial coletiva ou individual venha a ser aprovada pelo Nosso Senhor Jesus Cristo, a Ele toda Honra, toda Glória, todo louvor, AMÉM!
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Pra Sandra de Andrade
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