Câncer, uma doença oportunista – A morte de Eliana Tranchesi
Um artigo direcionado principalmente para os que passaram ou estão passando por um câncer!
A morte de Eliana Tranchesi mostra claramente a questão do oportunismo de uma doença.
A doença em questão é o câncer que vitimou a dona da DASLU esta madrugada.
Na Revista Veja eu li uma declaração de Eliana onde claramente se observa o oportunismo do câncer que se aproveita da fragilidade, da tristeza, de crises e de diversos fatores que provocam um desequilíbrio em nosso sistema imunológico favorecendo a abertura para que doenças se manifestem.
Doenças que estavam no corpo esperando o momento para “surgir”.
Confira o texto da Eliana com os principais trechos da última carta escrita por ela:
Senadora Ana Amélia anuncia debate no Senado sobre problemas causados por próteses de silicones
Estudante de 17 anos que pode ter descoberto a cura para o câncer
Angela Zhang, que está no Ensino Médio, disse se sentir uma “Cinderela nerd”

A estudante Angela Zhang, de apenas 17 anos, ficou famosa por ter achado o que pode ser a cura para o câncer. Só que não foi “do nada” – ela, que sempre foi brilhante, disse que se sente uma “Cinderella nerd”.
Ela, que é filha de chineses e nasceu na Califórnia, Estados Unidos, ganhou em janeiro uma bolsa de estudos no valor de mais de R$ 170 mil pelas descobertas.
Angela parece uma adolescente normal, aprendendo a dirigir agora. Só que, na verdade, ela sempre foi brilhante: no primeiro ano do Ensino Médio fez estudos sobre bioengenharia de nível suficiente para doutorado, e no ano seguinte entrou no laboratório da Universidade de Stanford, por exemplo.
Kavita Gupta, que dá aulas de química para a garota, comentou o caso:
- Cura para o câncer. Uma garota do Ensino Médio. É tão surpreendente. Eu não consigo nem começar a compreender como ela sequer pensou nisso ou fez isso.
Sabe o que Angela disse? Isso aqui: “Esse é um momento de Cinderela para uma cientista nerd como eu”.
O estudo
A ideia de Angela foi misturar remédios contra o câncer em um polímero (ou uma grande molécula) que se juntaria a partículas menores – que se juntariam às células cancerígenas e mostrariam aos médicos exatamente onde os tumores estariam.
Uma luz infravermelha mirada na direção dos tumores derreteria o polímero e libertaria o remédio, matando as células cancerígenas e deixando as células saudáveis intactas.
Quando testado em ratos, os tumores quase desapareceram completamente. Apesar de demorarem anos até esses testes chegarem a seres humanos, os resultados parecem promissores.
Brasileiras com câncer de mama podem ganhar três novos medicamentos
Brasileiras com câncer de mama podem ganhar pelo menos três novos medicamentos contra a doença, o tipo mais comum de neoplasia feminina em São Paulo. Os remédios, entre eles um produto que evita a perda dos cabelos durante o tratamento quimioterápico, devem ser avaliados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda neste ano.
Uma das drogas já foi submetida ao órgão regulatório nacional, as demais passarão pelo procedimento nos próximos meses. A partir da entrega dos documentos pela farmacêutica, a Anvisa tem até 90 dias para analisar os medicamentos.
Os três seguem a mais nova tendência em tratamentos de câncer: a personalização. Isso porque têm como alvo características específicas de determinados subtipos do tumor.
Dia Nacional da Mamografia alerta para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama
O oncologista Sérgio Simon, do Hospital Israelita Albert Einstein, diz que essa tendência aplica-se a quase todos os tipos de câncer.
Mas, no caso das mamas, a classificação é uma das mais avançadas: há cinco subtipos da doença já identificados.
- Antigamente, achava-se que o câncer de mama era uma doença única. Hoje, sabemos que são doenças diferentes, com tratamento sob medida. Penetramos na profundidade da biologia molecular de cada tumor para entender o que aquela célula tem de errado.
Duas dessas novidades destinam-se ao tumor do tipo HER2 positivo, no qual as células têm uma quantidade anormal da proteína HER2, levando à multiplicação desordenada de células e tornando o tumor mais agressivo.
Já existe no mercado um anticorpo (trastuzumabe) que combate essa proteína. Mas, agora, pesquisadores descobriram um anticorpo (pertuzumabe) capaz de se fixar em um ponto diferente da molécula de HER2, potencializando o bloqueio à proteína, de modo a mater a doença sob controle por mais tempo.
4 de fevereiro – Dia Mundial Contra o Câncer
Palestras realizadas pelo REVIFÉ
O Dia Mundial do Câncer, instituído em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer-UICC, é celebrado todo dia 4 de fevereiro com apoio do INCA. A data tem como objetivo chamar a atenção das nações, líderes governamentais, gestores de saúde e do público em geral para o crescimento do câncer que atingiu proporções catastróficas no mundo, tornando-se uma ameaça às futuras gerações.
Mais de 12, 7 milhões de pessoas são diagnosticadas todo ano com câncer e 7,6 milhões de pessoas morrem vítimas da doença.
No Brasil, são esperados, somente para 2011, quase 500 mil novos casos. Se não forem tomadas medidas de longo prazo e largo alcance, haverá 26 milhões de casos novos e 17 milhões de mortes por ano no mundo em 2030, sendo que 2/3 das vítimas ocorrerão nos países em desenvolvimento.
Conferência de Cúpula da ONU – No centro das ações programadas para o Dia Mundial do Câncer deste ano está a mobilização em torno da Conferência de Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Doenças Não-Transmissíveis (cardiovasculares, diabetes, respiratórias e câncer), planejada para 19 e 20 de setembro de 2011. Será a terceira vez que a ONU abrirá espaço para discutir assuntos dessa natureza. Ocorreu com a poliomielite, em 1988, a partir de uma resolução da Organização Mundial da Saúde para erradicar a doença no mundo até o ano 2000; com a Aids, em 2001, e agora com as doenças crônicas não-transmissíveis.
O que dá a dimensão da importância dessas doenças e será uma oportunidade histórica para que o câncer seja incluído como prioridade na agenda do desenvolvimento global. Leia mais.
Declaração Mundial contra o Câncer – Em 2008, foi lançada a Declaração Mundial contra o Câncer, com metas para reduzir a magnitude da doença no mundo até 2020. Desde então, a UICC tem apelado para que governos, instituições e a população se comprometam com esses objetivos assinando o documento. Agora, a Declaração servirá de instrumento para mobilização no encontro de cúpula da ONU dedicado às Doenças Não Transmissíveis. Espera-se apresentar um milhão de assinaturas aos chefes de estado e autoridades presentes. E você pode participar. Assine já a Declaração. Juntos somos mais fortes!
O desafio é global, mas a solução depende de cada um de nós.
Fonte: INCA
Vaidade é saudável até que ponto?
Dono da empresa que adulterou silicone é preso na França
Jean-Claude Mas é pivô de escândalo sanitário que atinge o Brasil.
Ele foi preso na casa de sua companheira, segundo a polícia.
A polícia da França prendeu nesta quinta-feira (26) Jean-Claude Mas, o fundador da empresa PIP de próteses mamárias, que se encontram no centro de um escândalo sanitário internacional e é alvo de processos, segundo a polícia.
“Jean-Claude Mas foi detido no domicílio de sua companheira e colocado sob custódia”, afirmou a fonte.

em julho de 2010. (Foto: Interpol / Reuters / Divulgação)
Mas foi preso devido a uma investigação iniciada em dezembro na cidade de Marselha (sul da França) sobre as implicações sanitárias das próteses mamárias PIP.
A empresa está no centro de um escândalo mundial, que diz respeito a milhares de mulheres em inúmeros países, inclusive o Brasil, por causa da fabricação de implantes mamários de silicone defeituosos.
O escândalo se intensificou em dezembro, ao revelar-se que essas próteses continham um aditivo para combustíveis.
Mas negou à época que seu produto ofereça risco à saúde.
Ele deve ser processado por homicídio culposo.
Lula visita Reynaldo Gianecchini no hospital em São Paulo
Lula e Gianecchini lutam contra um câncer desde 2011. Crédito da Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visitou, na tarde desta quarta-feira (25), o ator Reynaldo Gianecchini, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde ambos fazem tratamento contra um câncer.
Entenda como é o tratamento de Gianecchini
Saiba mais sobre a doença de Lula
Em outubro do ano passado, Lula foi diagnosticado com um câncer de laringe e, atualmente, passa por sessões diárias de radioterapia. Já Gianecchini foi diagnosticado, também no ano passado, com câncer do sistema linfático e se recupera de um autotransplante de medula, realizado no último dia 12.
O encontro entre o ex-presidente e o ator durou cerca de meia hora. A ex-primeira-dama Marisa Letícia, e a mãe de Gianecchini, Heloisa Helena Gianecchini, também estavam presentes.
Luta contra o câncer
Lula descobriu que estava com câncer em outubro de 2011, após apresentar rouquidão. Assim que a doença foi descoberta, o ex-presidente se submeteu a três sessões de quimioterapia – realizadas em um intervalo de 21 dias, cada uma –, mas os médicos descartaram fazer cirurgia para retirar o tumor.
Após a conclusão da quimio, os médicos responsáveis pelo tratamento do ex-presidente anunciaram que o câncer de Lula havia regredido 75%.
Desde o dia 4 de janeiro, ele passa por sessões diárias de radioterapia, que devem durar entre seis a sete semanas. Neste período, Lula fica em um ambulatório do hospital, mas retorna para sua casa diariamente.
Já o ator global descobriu que estava com um câncer raro em agosto do ano passado, chamado de linfoma de células T angioimunoblástico. A doença atinge apenas 10% dos pacientes com linfoma do tipo não Hodgkin. Em 2009, a presidente Dilma Rousseff (então ministra da Casa Civil), também enfrentou um linfoma do tipo não Hodgkin, mas considerado mais leve (tipo B), e foi curada.
Assim como Lula, Gianecchini também teve de passar por sessões de quimioterapia no ano passado e, na semana passada, foi submetido a um autotransplante de medula. Agora, ele precisa permanecer alguns dias internados para acompanhar a evolução do tratamento.
Desde que descobriram a doença, tanto Lula quanto Gianecchini demonstraram, em entrevistas e comunicados, estarem otimistas em relação ao tratamento.
Dilma pede apuração sobre suposta negligência de hospitais a secretário
A presidente da República, Dilma Rousseff, solicitou nesta sexta-feira (20) ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apure suposta negligência de hospitais particulares do Distrito Federal no atendimento ao secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira. Ele morreu na madrugada desta quinta-feira (19) devido a um infarto no miocárdio.
Na noite desta quinta-feira, a presidente soube que houve possível falta de socorro imediato a Duvanier, que procurou três hospitais particulares de Brasília até conseguir ser atendido. Um dos hospitais disse não ter negado atendimento. Outro, que não tem registro de solicitação de atendimento para Ferreira.
Dilma teria ligado para o ministro Padilha e pedido que “providências exemplares” sejam tomadas em relação ao caso. A informação é da assessoria de comunicação do Planalto.
O Ministério da Saúde afirma que a Agência Nacional de Saúde (ANS) vai apurar se, de fato, houve recusa por parte dos hospitais em prestar socorro a Ferreira por não aceitarem seu plano de saúde. O ministro Alexandre Padilha, segundo a assessoria do ministério, entrou nesta sexta em contato com o órgão, que vai apurar se houve alguma falha entre o plano de saúde e os hospitais envolvidos.
A família de Duvanier Ferreira teria procurado os hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia.
Segundo o superintendente jurídico do Hospital Santa Lúcia, Gustavo Marinho, não foi negado atendimento a Ferreira. “Uma acompanhante do paciente perguntou se o hospital atendia pela Geap (plano de seguridade social que atende a órgãos do governo federal). A funcionária disse que não, mas que poderia atendê-lo como paciente particular. A acompanhante disse então que preferia buscar outro hospital. Em nenhum momento houve solicitação de atendimento”, disse.
A direção do Santa Luzia informou que não encontrou informações sobre pedido de atendimento para Ferreira. De acordo com a direção, os funcionários do plantão foram procurados e relataram que não houve nenhuma negativa de atendimento na noite de quinta-feira.
“O câncer me fez perceber como a vida é importante e dar valor para a saúde”
Emma Parker passou de 114 quilos para 62 em sete meses.
Um câncer mudou a vida da britânica Emma Parker – só que para melhor.
Em agosto de 2010, aos 18 anos, a jovem descobriu que estava com linfoma de Hodgkin, segundo reportagem do jornal Daily Mail.
Ao terminar o tratamento e se curar da doença, Emma aproveitou a chance de recomeçar e decidiu livrar-se da obesidade.
Juntou-se a um grupo de apoio semelhante ao Vigilantes do Peso depois de perceber que a sua tia, que participava do programa, começou a perder peso.
“Não é exatamente uma dieta. O programa é tão variado que eu não me senti entediada ou desencorajada”, disse.
Em apenas sete meses, Emma, que pesava 114 quilos, perdeu 52.
“O câncer me fez perceber como a vida é importante e dar valor para a saúde”, afirmou.
A história de Emma comprova o que todo mundo já sabe: para perder peso não adianta partir para as dietas radicais, mas sim fazer uma reeducação alimentar.
Governo e planos de saúde deverão trocar prótese com problema em mulher que já teve câncer
Representantes do governo e de sociedades médicas definiram nesta quarta-feira (18) os critérios técnicos para acompanhamento e indicação de substituição das próteses de silicone das marcas PIP e Rofil.
Mulheres com implantes podem recorrer à Justiça
Segundo a diretriz, todos os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) e de planos de saúde, que possuírem implante mamário de silicone das duas marcas e que apresentarem sinal ou confirmação de ruptura de uma ou das duas próteses deverão ser acolhidos pela rede de saúde pública e de saúde suplementar para fazer o diagnóstico da situação do implante e das condições de saúde dos pacientes.
No caso de pacientes que tenham antecedente de câncer de mama e que apresentem alguma alteração no exame clínico, independente de ter sintomas, devem ser submetidos à troca das próteses (das marcas PIP ou Rofil) em cirurgia reparadora da (s) mama (s).
Participaram da reunião técnica representantes do governo federal – Ministério da Saúde, ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária–, além das sociedades brasileiras de Mastologia e de Cirurgia Plástica.
Os principais critérios definidos foram divididos em assuntos. Veja abaixo:
Para quem não sabe a marca da prótese
Pacientes portadores de implantes mamários cuja fabricante é por eles desconhecida ou que não possuírem mais o cartão que identifica a prótese utilizada deverão procurar o médico que os operou para as devidas informações.
Na impossibilidade de localização do profissional que realizou a cirurgia, o paciente deverá dirigir-se ao hospital onde foi realizado o procedimento e solicitar às informações que constam do prontuário médico (disponível aos pacientes por até 20 anos).
Uma vez identificada a procedência da prótese – e se estas forem das marcas PIP ou Rofil – o paciente deverá procurar o estabelecimento público de saúde ou a rede de saúde suplementar onde o implante foi realizado.
Exames para detectar problemas
Os pacientes com ou sem sintomas de ruptura da (s) prótese (s) deverão ser avaliados pelo médico por meio de exame clínico. O médico também deverá recomendar a realização de exames de imagem – preferencialmente, ultrassonografia – para a confirmação ou não de rompimento e/ou extravasamento do conteúdo da prótese e possíveis repercussões à saúde do paciente.
As rupturas podem ser detectadas pela ultrassonografia das mamas. A ressonância magnética é outro método diagnóstico por imagem que deverá ser utilizado conforme critérios estabelecidos na diretriz.
Quando trocar de próteses
Cada caso deverá ser analisado pelo médico e sob o ponto de vista da saúde do paciente, em consonância com as diretrizes definidas hoje.
No SUS, as cirurgias de reparação/reconstrução mamária são realizadas por serviços de saúde de média ou alta complexidade.
Todos os pacientes com sintomas ou sem sintomas, mas com alteração apresentada pelo exame clínico e que tenham antecedente de câncer de mama deverão ser submetidos à troca das próteses (das marcas PIP ou Rofil) em cirurgia reparadora da (s) mama (s).
Nos demais casos – ou seja, pacientes sem diagnóstico ou histórico de câncer de mama – os resultados dos exames físicos e de imagem é que indicarão a necessidade ou não de troca dos implantes. Se confirmada a ruptura da (s) próteses (s) pelo exame de imagem, o paciente deverá ser submetido à cirurgia reparadora para a troca dos implantes mamários.
O procedimento de troca dos implantes mamários na rede pública deverá ser realizado, em princípio, pelo serviço de referência onde o procedimento inicial ocorreu.
Em caráter excepcional, os pacientes que estiverem distantes do médico ou do estabelecimento que realizaram o implante poderão procurar um serviço de saúde ou um Centro de Especialidades do SUS mais próximo para avaliação e o devido encaminhamento à unidade que realizou o procedimento cirúrgico inicial. Na saúde suplementar, as operadoras de planos de saúde indicarão os serviços da rede credenciada, cooperada ou referenciada.
Como será feito o acompanhamento
Os pacientes que não forem submetidos à cirurgia reparadora para a troca do implante devem ser acompanhados e reavaliados após três meses.
No caso de realização de cirurgia reparadora/reconstrutiva das mamas, os pacientes deverão ser acompanhados.
Após a alta hospitalar, os pacientes deverão continuar o acompanhamento e o respectivo tratamento, se for o caso.
A importância da prevenção} Ministra da Comunicação Social faz cirurgia contra câncer de mama
A ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, submeteu-se a uma cirurgia para retirada de um câncer na mama.
Ela confirmou nesta segunda-feira (16) que passou pelo procedimento, realizado em Brasília no mês passado.
Helena retirou uma microcalcificação de aproximadamente 3 milímetros da mama em 21 de dezembro. Ela deixou o hospital Santa Lúcia, em Brasília, em 24 de dezembro e permaneceu de licença médica até 9 de janeiro.
A ministra afirmou que não precisará passar por quimioterapia e que voltará a fazer exames daqui três meses. “Estou ótima”, disse em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto.
Esta não é a primeira vez que a ministra detecta um carcinoma. Há 18 anos, ela teve de passar por cirurgia semelhante, mas também não houve necessidade de quimioterapia.
Desta vez, afirmou, Helena detectou a calcificação durante exame de rotinas, que costumava realizar uma vez por ano. “Por isso são importantes os exames de prevenção”, disse.
A ministra desmentiu a informação de que a presidente Dilma Rousseff teria a convocado para uma reunião poucos dias após a cirurgia. Pelo contrário, disse, Dilma teria pedido que Helena voltasse para casa ao saber que a ministra estaria de volta ao Palácio antes do fim de sua licença médica.
“Câncer de pênis” – A importância das palestras de prevenção
*Realizo palestras e incluo o assunto HPV na palestra sobre DSTs e com fotos nada “bonitas” para alertar sobre este tipo de câncer e que muitas vezes ocorre por falta de higiene favorecendo o surgimento de DSTs incluindo o HPV que pode levar ao câncer MUTILADOR de pênis – leia a matéria abaixo:
Por alto número de casos de câncer de pênis, homens devem se vacinar contra HPV no Brasil
O Ministério da Saúde discute incluir a vacina contra o HPV (papilomavírus humano) no Programa Nacional de Imunização. Se aprovada, a vacina será para meninas de 9 anos a 13 anos, com custo em torno de R$ 600 milhões anuais. Apesar disso, o secretário da Comissão de Doenças Infecto-Contagiosas em Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo, José Eleutério Junior, acredita que a vacina também deveria ser aplicada em homens.
Há uma intensa discussão científica global sobre o público alvo destas campanhas públicas. Isto porque o HPV está relacionado a praticamente 100% dos casos de câncer de colo de útero (o segundo que mais afeta as mulheres), mas também está associado a pelo menos metade dos casos de câncer de pênis.
“No Brasil, em especial, é aconselhável vacinar homens porque a incidência de verrugas é alta. O país é o segundo com maior número de casos de câncer de pênis no mundo. São de 5 a 11 casos para 100 mil habitantes, dependendo da região. Nos EUA, é 0,5 para 100 mil”, explica.
O HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Dados indicam que 80% da população entrou em contato com o vírus alguma vez na vida. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), 25% das brasileiras estão infectadas, apesar de só 3% a 10% delas desenvolverem um câncer relacionado.
O lado masculino
Um estudo holandês publicado no periódico PLoS Medicine de dezembro de 2011 discute a eficiência das campanhas públicas de vacinação apenas para meninas. As conclusões são de que, apesar de a transmissão de homens para mulheres ser mais ineficiente, o que tornaria a vacinação de homens mais efetiva para reduzir a infecção em todos os níveis, as campanhas atuais têm sido suficientes.
Jeremy D. Goldhaber-Fiebert, professor da Universidade de Stanford, nos EUA, escreveu um editorial sobre o artigo em que afirma que a vacinação masculina não só diminuiria as doenças relacionadas ao HPV diretamente nos homens, como também reduziria a circulação do HPV na população, indiretamente melhorando a proteção das mulheres. Entretanto, o estudo conclui que a melhor estratégia é que a cobertura da vacinação contra o HPV em mulheres seja o mais abrangente possível.
No Brasil, o projeto de lei da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) propõe a vacinação gratuita para mulheres entre 9 a 40 anos, porém o Ministério da Saúde é contra a inclusão da vacina por lei e prevê a vacinação na rede pública apenas para meninas de 9 a 13 anos. Para o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, a ampliação do acesso ao exame de papanicolau e a melhoria do tratamento das lesões seriam a melhor solução para as mulheres em idade correspondente com a vida sexual.
O professor americano é contrário a esta ideia e defende a vacinação como o melhor método para combater o câncer de colo de útero. “É melhor prevenir o desenvolvimento do câncer com a vacina. Vale lembrar que muitas mulheres em países em desenvolvimento não tem acesso aos exames [periódicos de papanicolau que detectam lesões pelo vírus]“, destacou. Grazziotin lembra que os Estados do Norte do país apresentam as maiores taxas de mortalidade pela doença, exatamente pela falta de acesso ao tratamento.
Vacinas
Existem duas vacinas contra o HPV, a quadrivalente e a bivalente. A quadri cria anticorpos para os dois principais tipos do vírus causadores do câncer (16 e 18) –os mesmos da bivalente –e também para dois tipos que geram verrugas genitais (6 e 11). A vacina protege contra 70% dos casos de câncer de colo do útero.
A maioria dos países adota no sistema público a vacina quadrivalente. O Reino Unido divulgou no final de 2011 que a partir de setembro deste ano irá substituir a vacina dupla (fornecida desde 2008) pela quádrupla. Segundo pesquisa feita na Austrália, houve redução de 90% das verrugas genitais com a vacinação no sistema de saúde do país.
Para Eleutério Junior, é importante também proteger a população contra as verrugas genitais. “Temos cerca de 30 milhões de pessoas com verrugas todo ano no Brasil. Assim, é de interesse geral vacinar não só para prevenir o câncer, como também a própria DST”, conta.
A vacina, hoje só é fornecida na rede privada e custa cerca de R$ 400 a dose. Ela é aplicada em três doses. Para o governo, cada dose deve sair por US$14 mais impostos. Eleutério destaca que a decisão do governo por uma ou outra vacina deve ser pelo preço mais competitivo.



