Campanha contra câncer de mama pede que mulheres publiquem fotos de seus peitos

SBM alerta para o tipo de câncer, que mata cerca de 10 mil brasileiras por ano
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A SBM (Soceidade Brasileira de Mastologia) criou uma campanha, chamada “Eu amo meus peitos”, pedindo para que internautas brasileiras enviem fotos de seus seios.

A ideia, apesar de inusitada, serve para apoiar o combate ao câncer de mama — que, segundo a entidade, causa cerca de 10 mil mortes por ano. Normalmente por diagnóstico tardio.

Segundo a SBM, um nódulo fatal tem, em média, mais de 3 cm. Como um nódulo leva de 8 a 10 anos para crescer 1 cm, muitas mulheres passam mais de 20 anos sem acompanhamento.

Além disso, até site e página no Facebook foram criados para apoiar a campanha.

NOTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA

O câncer de mama é o mais temido pela mulher brasileira, independentemente da sua origem, cor ou condição social.

Isso porque, além dos danos físicos, ele é capaz decausar efeitos psicológicos que afetam a percepção da sexualidade e autoestima da mulher. Apesar de ser relativamente raro antes dos 35 anos de idade, suaincidência cresce rápida e progressivamente acima dessa faixa etária.

Para todo o Brasil, são esperados cerca de 50 mil novos casos por ano, com aproximadamente 10.000 mortes. A principal causa dessas mortes é o diagnóstico tardio. Para ter uma idéia da importância do diagnóstico precoce, vamos fazer uma conta: sabe-se que um nódulo fatal tem, em média, mais de 3 cm. Sabe-se também que nódulo da mama demora em geral de 8 a 10 anos para crescer 1 cm. Ou seja, muitas mulheres passam mais de 20 anos convivendo com a doença sem tratamento ou acompanhamento. Muitas mortes podem ser evitadas todos os anos no País com procedimentos muito simples.

A forma mais popular para diagnosticar o câncer de mama é a auto-palpação (exame em que a mulher usa sua própria mão para descobrir caroços nos seios). Essa é uma medida caseira e prática, que possibilita diagnósticos mais precoces. Encontrar umnódulo não significa ter a doença: é importante ressaltar que 80% dos nódulos palpados são benignos. Em outras palavras, não é porque encontrei algo que tenho câncer.

Já a mamografia é a medida diagnóstica mais eficiente e recomendada. Por intermédio dela é possível detectar lesões suspeitas, diagnosticando antes mesmo do nódulo ser palpável. Sua realização a partir dos 40 anos pode reduzir a mortalidade docâncer de mama em até 35%. E hoje, graças a esta precocidade diagnóstica, acura pode chegar até 95% dos casos.

Por tudo isso e muito mais, precisamos conscientizar a população sobre a importância da mamografia. Só assim será possível melhorar a condição de acesso ao exame, qualificar os mamógrafos e criar centros de que possam tratar e medicar as pacientes da forma mais rápida possível. Dessa maneira poderemos reverter oquadro brasileiro, em que certos centros demoram até 6 meses para colocar apaciente na mesa de cirurgia.

Contamos com você para continuarmos combatendo o Câncer de Mama!

Sociedade Brasileira de Mastologia

Luiza Valdetaro corta cabelo em solidariedade à filha, que tem câncer

Com apenas 4 anos, Maria Luiza sofre com o tratamento para leucemia

Do R7
Luiza Valdetaro corta cabelo em solidariedade à filha, que tem câncerReprodução/Twitter

As duas resolveram ficar com visual parecido e Luiza se diverte com sua filha

A atriz Luiza Valdetaro e o seu marido, Alberto Blanco, lutam a cada dia para conseguir tornar a doença da filha algo leve.

Sempre divertida e positiva, Luiza decidiu cortar o cabelo junto com sua filha que teria queda natural dos fios, por conta do tratamento contra o câncer que envolve quimioterapia.

De acordo com o jornal Diário de S. Paulo, a atriz já teria que cortar o cabelo para Gabriela, próxima novela das 23h da Globo, por isso resolveu antecipar.

Pensando no bem-estar de sua filha, que poderia ter algum receio em cortar as madeixas, a atriz inventou uma competição na qual ganharia um brinquedo quem ficasse com o cabelo mais curto. Luiza explicou qual foi o resultado.

— Malu pediu para eu cortar o cabelo dela bem em cima, e eu fiz, com uma tesoura de papel mesmo… Ficou meio doido, mas ela curtiu depois.

A atriz vem travando a batalha de ver sua filha com leucemia e estava há três meses fora de casa para acompanhar a filha no tratamento.

No entanto, sempre agradece pela evolução apresentada.

— Indescritível o rosto de felicidade da Malu entrando em casa… Mt bom voltar! #obrigadasenhor

Pra Sandra de Andrade no Programa Mulher Vitoriosa – 2/5/12 (completo)

A fé durante um câncer de mama – Pra Sandra de Andrade no programa Mulher Vitoriosa

Cuidando da saúde – Pra Sandra de Andrade no Programa Mulher Vitoriosa

Pra Sandra de Andrade no programa Mulher Vitoriosa – 52 mil novos casos de câncer de mama no Brasil

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Dia de combate à hipertensão

Hipertensão pode causar cegueira se não for tratada

Danos permanentes vão de derrames e infartos a insuficiência renal

Do R7

Quando não tratada, a hipertensão pode levar a danos permanentes e ocasionar derrames cerebrais, infarto, insuficiência cardíaca e renal e até mesmo alterações na visão que podem levar à cegueira, de acordo com o cardiologista Lucas Velloso Dutra.

— São consequências graves para uma doença que pode ser facilmente controlada quando detectada precocemente.

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DICAS: identifique, previna e controle a hipertensão

O tratamento envolve mudanças no estilo vida, com a adoção de uma alimentação saudável e a prática de atividade física. São usados medicamentos quando o paciente não consegue controlar a pressão apenas com mudanças de hábito ou quando os índices são muito elevados. Em casos mais graves, o tratamento medicamentoso costuma ser para o resto da vida e não deve ser interrompido.

— Nos quadros de hipertensão secundária, a pressão alta costuma desaparecer quando a doença que originou o problema é curada, mas são casos raros.

Usualmente conhecida como pressão alta, a hipertensão é uma condição clínica caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial. A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal e atinge 25% da população adulta brasileira.

Considerada uma doença silenciosa, por não apresentar sintomas na maioria dos casos, a hipertensão pode estar relacionada a múltiplos fatores. No entanto, a doença pode ser controlada com a adoção de hábitos de vida saudável e o uso de medicamentos.

Para ser considerada hipertensa uma pessoa deve ter a pressão arterial, sistematicamente, igual ou maior que 14 por 9. Na medida, são observadas a pressão sistólica (ou máxima) e a pressão diastólica (ou mínima). Os valores são obtidos por meio de um aparelho chamado esfigmomanômetro. “Como a maioria das pessoas não têm sintomas, o diagnóstico costuma ser feito em consultas de rotina, daí a importância de fazer exames preventivos e acompanhamento médico”, afirma .

A doença é mais frequente entre os homens, mas as mulheres também estão vulneráveis ao problema, especialmente após a entrada na menopausa. Segundo Dutra, na maioria das vezes, não é possível indicar uma causa única para a hipertensão arterial, mas muitos fatores podem ser responsáveis. Os principais são hereditariedade, peso, vida sedentária, má alimentação, tabagismo e estresse.

— Existe também a chamada hipertensão secundária, que pode estar relacionada, por exemplo, a alterações nas artérias renais, uso de medicações e alguns tipos de tumores que levam a distúrbios do metabolismo”, afirma o especialista.

Direito dos Transplantados

Não há legislação específica sobre os direitos dos transplantados. Entretanto, aplicam-se aos transplantados, desde que enquadrados nos critérios exigidos para a concessão de cada um deles, os seguintes benefícios:

1. AMPARO ASSISTENCIAL AO IDOSO E AO DEFICIENTE (LOAS – LEI ORGÂNICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL)

O amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, de acordo com a lei, é o benefício que garante um salário mínimo mensal ao idoso com 65 anos ou mais, que não exerça atividade remunerada, e ao portador de deficiência incapacitado para o trabalho e para uma vida independente. Para obtenção do benefício, um critério fundamental é de que a renda familiar, dividida pelo número destes, seja inferior a um quarto do salário mínimo. Esse cálculo considera o número de pessoas que vivem no mesmo domicílio: o cônjuge, o(a) companheiro(a), os pais, os filhos e irmãos não emancipados de qualquer condição, menores de 21 anos ou inválidos. O critério de renda caracteriza a impossibilidade do paciente e de sua família de garantir seu sustento.

O paciente transplantado tem direito ao benefício desde que se enquadre nos critérios de idade, de renda ou na condição de deficiência descritos acima. Nos casos em que o paciente sofra de doença em estágio avançado, ou sofra conseqüências de seqüelas irreversíveis do tratamento pós-transplante, pode também recorrer ao benefício, desde que o seu estado de saúde implique na incapacidade para o trabalho e nos atos da vida independente. O beneficiário não pode estar vinculado a nenhum regime de previdência social ou receber quaisquer benefícios. Mesmo quando internados, tanto o idoso como o deficiente possuem direitos ao benefício. O amparo assistencial é intransferível, não gerando direito à pensão a herdeiros ou sucessores. O beneficiário não recebe 13º salário.

O que fazer para conseguir o benefício de amparo assistencial ao idoso e ao deficiente?

Para solicitar o benefício, o paciente deve fazer exame médico pericial no INSS e conseguir o Laudo Médico que comprove sua deficiência. Também deverá encaminhar um requerimento à Agência da Previdência Social com a apresentação dos seguintes documentos:

  • Número de identificação do trabalhador – NIT (PIS/PASEP) ou número de inscrição do Contribuinte Individual/Doméstico/Facultativo/Trabalhador Rural;
  • Documento de Identificação do requerente (Carteira de Identidade e/ou Carteira de Trabalho e Previdência Social);
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF) do requerente, se tiver;
  • Certidão de Nascimento ou Casamento;
  • Certidão de Óbito do esposo(a) falecido(a), quando viúvo(a);
  • Comprovante de rendimentos dos membros do grupo familiar;
  • Curatela, quando maior de 21 anos e incapaz para a prática dos atos da vida civil;
  • Tutela, no caso de menores de 21 anos filhos de pais falecidos ou desaparecidos;
  • Requerimento de Benefício Assistencial – Lei 8.742/93 (Formulário);
  • Declaração sobre a Composição do Grupo e da Renda Familiar do Idoso e da Pessoa Portadora de Deficiência (Formulário);
  • Procuração (se for o caso), acompanhada de identificação do procurador. Continue lendo

Absurdo! Órgão do doador some durante transplante de rim entre irmãos

O Fantástico mostra uma história de mistério. É o caso de um transplante de rins entre irmãos, que tinha tudo pra dar certo, mas, depois de ser retirado do doador, o órgão sumiu.

“Deram fim, deram algum sumiço. Pode estar em alguém. Esperamos por resposta”, comenta Josevan. “Meu irmão ficou sem um rim e eu continuo precisando”, afirma Jacqueline.

Seis anos atrás, a recepcionista Jacqueline Ferreira descobriu que precisava de um transplante. Ela sofria de insuficiência renal crônica. Os rins funcionavam com apenas 10% da capacidade.

Jacqueline passou a fazer sessões de diálise todos os dias. Ficava seis horas presa a uma máquina, para que os aparelhos fizessem o que os rins não conseguem mais fazer sozinhos. Mas o irmão Josevan fez exames que trouxeram esperança.

Com o resultado, os médicos concluíram que ele era doador compatível.

Josevan não pensou duas vezes. “Eu sou mecânico, trabalho com automóveis. Um carro, se eu não substituir a bomba de óleo, com certeza vai trancar o motor. Com rim é a mesma coisa. E a situação estava se agravando”, conta o irmão de Jacqueline.

No dia 1° de agosto de 2006, no Hospital Universitário Presidente Dutra, em São Luís, no Maranhão, o dia e o lugar que era para marcar o fim de um drama, deram início a outro.

 

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Mulher resiste mais à dor do que homem?

O homem é mais resistente. “Em estudos, mulheres apresentaram menor tolerância à dor”, diz o dentista Roger Fillingim, da Universidade da Flórida.

Um experimento do psicólogo Ed Keogh, da Universidade de Bath, no Reino Unido, concluiu que elas sentem dor por mais tempo, com mais frequência e maior intensidade.

O mito começou provavelmente porque os homens são mais chorões. “Por uma questão cultural, as mulheres reclamam menos e sofrem caladas”, explica a anestesiologista Fabíola Minson, da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor.

Fonte: Revista Super Interessante

Entenda a doença da filha de Justus – Estenose crânio-facial

O que é Estenose crânio-facial?

Estenose crânio-facial é uma má-formação óssea decorrente da ausência ou do fechamento prematuro das suturas (pontos em que os ossos se unem) cranianas e faciais acompanhado de hipoplasia maxilar orbital (desenvolvimento precário da maxila e do globo ocular, que é responsável pelos olhos saltados). Pode ocorrer isoladamente ou associada a mais de 70 tipos de síndromes, sendo as mais comuns as de Crouzon e Apert.

A prevalência do problema sobre a população ainda não é bem estabelecida, mas estima-se que a estenose crânio-facial acometa uma em cada 2 mil crianças no mundo. O sexo masculino é o mais afetado, com incidência três vezes maior do que em mulheres.

Causas

Como é uma má-formação de caráter genético, as causas são indeterminadas.

Diagnóstico de Estenose crânio-facial

A anormalidade pode ser descoberta por meio de um estudo radiológico, radiografias ou tomografias do crânio com reconstrução tridimensional. Exames de ressonância magnética ainda podem mostrar sinais de atrofia cerebral ou outras anormalidades. O mapeamento ósseo também pode ser usado para confirmar o diagnóstico, assim como a investigação genética, em alguns casos. Entretanto, uma vez descoberto o problema, nada pode ser feito para evitá-lo.

Tratamento de Estenose crânio-facial

Quando a estenose crânio-facial tem impacto apenas na parte estética, paciente e médico devem discutir a necessidade de uma intervenção cirúrgica precoce para o bem-estar da criança. Nos casos em que o fechamento das suturas coloca em risco a vida ou o desenvolvimento da criança, o procedimento cirúrgico é fundamental e deve ser realizado o quanto antes.

Convivendo/ Prognóstico

Alguns casos exigem acompanhamento fisioterápico, fonoaudiológico e ortodôntico. Se não estiver vinculado a nenhuma síndrome, o problema é apenas estético, não afetando o desenvolvimento neurológico e intelectual do indivíduo.

Complicações possíveis

A não intervenção cirúrgica pode levar a deformidades permanentes da caixa craniana e das estruturas faciais associadas, que incluem deficiências estéticas, funcionais e psicossociais. Algumas delas são:

  • Microcefalia: quando o cérebro atrofia porque não tem espaço para se desenvolver
  • Hidrocefalia: dilatação dos ventrículos e de cavidades dentro do cérebro pelo acúmulo de líquor, líquido que hidrata e protege o órgão
  • Proptose ocular: deslocamento do globo ocular.

Fontes e referências:

  • Neurologista da infância e Adolescência Paulo Alves Junqueira, título de especialista em neuropediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Academia Brasileira de Neurologia, além de membro titular da Academia Brasileira de Neurologia.

  • Cirurgiã dentista Katia Regina Izola Simone, especialista e mestre em ortodontia e ortopedia facial, coordenadora do curso de especialização em ortodontia da EAP-APCD Central (SP) e coordenadora do curso de especialização em ortodontia da São Leopoldo Mandic (SP).

Fonte: Yahoo

@AjudePedro – Transplante de medula óssea é a esperança de portadores de leucemia

Pedro tem um ano e sete meses de vida e já passou por muita coisa. Próximo ao primeiro aniversário, ele foi diagnosticado com leucemia (doença maligna que atinge os glóbulos brancos e não tem origem conhecida) e desde então busca um doador compatível.

Aos seis meses de vida começaram os primeiros sintomas. As alergias comuns desde o nascimento se tornaram mais severas. Pedro aprendeu a andar, mas logo a doença o fez parar. Os primeiros atendimentos médicos foram realizados na rede privada, entretanto, assim que o diagnóstico da leucemia foi comprovado, o pequeno foi encaminhado para atendimento no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, do Hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPMG/UFRJ).

A mãe de Pedro, Júlia Ribeiro, contou ao Blog da Saúde que ao chegar ao hospital já havia uma equipe médica à espera do bebê. “A maior parte do sucesso no tratamento do Pedro se deve ao atendimento recebido. No mesmo dia que ele chegou ao hospital já recebeu o medicamento que fez com que, quatro dias depois, os leucócitos já tivessem praticamente em níveis normais”.

Depois de feito um estudo sobre o tipo de leucemia que atinge Pedro, e comprovada a necessidade de um doador de medula óssea, ele foi inscrito no Sistema Nacional de Transplantes. Os pais, que não são doadores compatíveis, começaram a usar as redes sociais para incentivar outras pessoas a se cadastrarem no sistema e assim acharem uma pessoa compatível com Pedro.

Por meio do blog casadopedro.blogspot.com os pais do pequenino informam sobre o tratamento, dão dicas a outros pais, e fazem campanha em busca angariar mais doadores de medula. “Qualquer pessoa do mundo pode ser compatível com meu filho, mas a gente só vai saber se for atrás, buscar e fizer campanha”, ressalta Júlia.

Mas há pouco tempo a família passou por um drama. Em dezembro foi encontrado um doador compatível para o Pedro, e os exames pré-transplante começaram em janeiro. Porém, o doador desistiu do procedimento e Pedro continua a fazer a quimioterapia para combater a doença. Júlia ainda não entende direito o motivo da desistência. “É difícil a gente pensar que a pessoa desistiu”.

Atualmente Pedro está no final do processo quimioterápico. Mesmo tendo que ficar recluso em casa e passando por uma fase delicada da doença, ele já está mais forte e com os cabelos voltando a crescer. Júlia está grávida novamente e a esperança é de que o irmãozinho que está por vir possa ajudar na cura de Pedrinho.

Como se tornar um doador de Medula Óssea – Atualmente o Brasil possui o terceiro maior banco de doadores de medula do mundo. Para se tornar um doador de medula óssea basta ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. É possível se cadastrar nos Hemocentros de todo o país.

Foi assim que a estudante Flávia Piovani se tornou doadora de medula óssea. Quando passou para engenharia na UERJ, em 2005, o trote proposto aos novos alunos era que todos fizessem uma doação de sangue e se cadastrassem voluntariamente como doadores de medula óssea no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). “Em 2006 o Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva) me ligou dizendo que tinha um receptor e que eu podia ir lá para fazer os exames. Fui até o Inca e fiz mais um exame de sangue, para um estudo mais aprofundado e então comecei o processo”.

Existem três tipos de doação de medula: o de coleta de medula direto do osso da bacia, transplante de sangue periférico e o de utilização de cordão umbilical. A equipe médica é que define qual o melhor jeito de realizar a doação. O método mais comum é o de coleta da medula direto do osso. Neste procedimento fica garantida a quantidade suficiente de medula para realização do transplante. Este procedimento é feito em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

O método escolhido por Flávia foi o do sangue periférico. Nele é feito uma filtragem do sangue, por meio de hemodiálise e de medicamentos, para limpeza e produção de glóbulos brancos suficientes para a doação.  “Enquanto eu tomava os remédios eu tive alguns sintomas como dores na lombar e dor de cabeça, mas nada que me prejudicasse”, ressalta a doadora.

A coordenadora substituta do Sistema Nacional de Transplantes, Amélia Trindade, explica que o método do sangue periférico é um pouco mais demorado porque tem que captar estas células do sangue. “Este método é o mais seguro de sucesso, porém nem sempre é efetivo”.

Flávia contou que não conheceu a pessoa para quem doou, mas que se sentiu muito orgulhosa em saber que ajudou a salvar uma vida. “Eu tinha muito medo, muitas dúvidas, eu não sabia se o que iam tirar de mim me faria falta. Hoje, eu tenho certeza que não me faz falta alguma. Depois de duas semanas eu voltei para fazer alguns exames para ver se depois da doação estava tudo normal. Estava tudo certinho. E eu posso ir lá outras vezes: quem sabe eu não dou a sorte de ser doadora de outra pessoa de novo?!”.

O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

Ilana Paiva / Blog da Saúde